terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O desafio das redes sociais

Se você ainda  não está nelas e nem a sua empresa, prepara-se. A nova geração da comunicação empresarial está aí.

A comunicação sempre foi dinâmica. Mas agora ela está bem mais dinâmica. A aceleração é culpa das redes sociais, a nova forma de comunicação entre pessoas, empresas, governo e outros órgãos/instituições. Com elas surgem desafios e novos jeitos de empresas e organizações lidarem com seus públicos conhecidos e até mesmo os desconhecidos – aqueles que dão uma espiadinha nos acontecimentos do dia a dia.

Um público-alvo literalmente variado. Nesse ramo, manter as redes de uma empresa sempre atualizadas condiz com a preocupação de também manter o público alinhado com o que está acontecendo. Se a sua organização ainda não caiu nas redes socais, prepare-se. Ou o próprio empresário vai colocar ela por lá ou logo será avisado que o nome da organização está na rede.

Não tem como fugir e nem para onde correr. A nova “geração” da comunicação empresarial vem com o pacote de redes sociais e ignorá-las pode ser perigoso. Não saber usá-las pode ser pior ainda. Para começar segue um link muito interessante do BlogMidias8.com, no qual constam algumas dicas sobre como utilizar o TWITTER na sua empresa. Clique na imagem ou no link a seguir.

http://www.blogmidia8.com/2010/11/manual-basico-para-twitter-nas-empresas.html





Já é um começo para quem também quer fazer das redes sociais um aliado poderoso na comunicação empresarial.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre "webwriter"

Um dia de webwriter
Imasters

Autora: Ana Amélia Erthal

Para mudar um pouco o tom dos artigos e difundir ainda mais informações sobre nosso mercado, conversei com dois profissionais, um de São Paulo, outro do Rio de Janeiro, para saber mais sobre o dia-a-dia, as aventuras e agruras de um webwriter.. Cada um tem suas experiências e opinões, mas o fundamento é igual para os dois, principalmente num ponto: a leitura ainda é a chave para a formação de um redator de web.

Marcelo Ferraz é publicitário e atualmente escreve para o blog da Selulloid AG e em redes sociais em nome da BFGoodrich. Ele acompanha o mercado desde o tempo em que os blogs funcionavam como um diário, uma época em que se buscava resgatar a individualidade perdida com a era da cultura de massa. Léo Paiva é jornalista e trabalha como redator para a intranet da Coca-Cola Brasil, produzindo notícias e organizando o conteúdo para ser difundido para o público interno via ambiente digital. Ele também mantém o seu blog que é sucesso no Brasil e em Portugal, desde 2003. Sem querer, Léo entrou para a história da internet, ao criar, em 1997, uma das primeiras revistas acadêmicas digitais, a "Utopia", que ainda é relembrada em eventos e palestras.
Confira abaixo o que eles dizem sobre o mercado, sobre a língua portuguesa e as recomendações para quem quer seguir carreira.
- Você acha que escrever para o meio digital é muito diferente que escrever para o meio impresso?
Marcelo: Acho que sim. Na internet, se as pessoas ficam 30 segundos em uma página, já é muito. Então eu acho que o texto tem que ser mais curto e direto. Além disso, também acho que a linguagem pode ser mais informal em meio digital.
Léo: Diria que é a "formatação" do texto. Graças aos recursos interativos dele como hiperlinks, podemos nos dar ao luxo de escrever menos informações em uma massa de texto, linkando uma palavra ou expressão inteira para outra página que aborde o assunto que aquela palavra ou expressão está mencionando - na mídia impressa você precisaria, no mínimo, escrever um box sobre aquele assunto paralelo e tentar encaixá-lo na página. A possibilidade de construir textos modulares, interagir com outros recursos como gráficos, vídeos, áudios e tudo mais que a internet pode oferecer é simplesmente delicioso, principalmente porque faz com você se posicione não apenas como um "webescritor", mas como um produtor de conteúdo - e, como produtor de conteúdo, deve pensar em como passar aquilo que tem a dizer, não apenas em texto, mas gerando uma interação dele com informações em forma de vídeo, áudio, gráficos...


- Você acha que a linguagem utilizada na web deprecia a língua portuguesa?

Marcelo: Eu acho que, se a mensagem está sendo passada, e se as pessoas estão entendendo, a comunicação não está sendo prejudicada. Pra mim, é tudo uma questão de adaptação ao meio e ao público. Até pela questão da web ser mais dinâmica, e a linguagem ser mais direta, as pessoas abreviam mais pra falar. Mas não é porque eu abrevio numa conversa de MSN, que eu posso fazer isso em qualquer lugar.

Léo: Se você quer dizer o modo como as pessoas conversam nos chats com abreviações como vc, tb, vamos tc, e etc., eu diria que estamos nos equilibrando numa corda muito fina. Reconheço que, para conversar em tempo real nos chats ou MSN, abreviações como essas realmente agilizam e dinamizam o "pingue-pongue", mas tenho conversado com amigas professoras que sofrem quando seus alunos levam essa linguagem para a vida real e escrevem assim também em provas, redações tudo o mais.

- Como você acredita que o profissional deve se preparar para ser um webwriter?
Marcelo: Primeiro, tem que gostar de escrever. Acho que ele pode fazer cursos, e ler muito também. Existem muitos livros sobre o assunto (recomendo o "Blog Corporativo", do Fábio Cipriani). E com certeza tem que ser muito curioso também. Tem que estar ligado às novidades o tempo todo. O mercado de webwriting está em expansão, com inúmeras possibilidades. Hoje, as empresas estão começando a perceber que não adianta investir só em meios tradicionais. Cada vez mais elas investem em blogs corporativos, wikis, podcasts, videocasts, MSN, atendimento online, fóruns e redes sociais...

Léo: Ler! Ler de tudo, não apenas livros técnicos de redação ou webwriting, mas livros, contos, revistas, jornais, quadrinhos, bula de remédio... Consuma também outras mídias, assista televisão, ouça rádio, preste atenção no papo de estranhos dentro do ônibus... Absorva linguagens, tente entender o que chega à sua mente na forma como ela está sendo enviada, sem tentar "traduzir".

- Que curiosidades, dificuldades ou aventuras você já passou e pode contar?
Marcelo: Ah! Tem um ótimo que ajuda quem está começando. Era um dos meus primeiros jobs, na primeira agência que eu trabalhei. O diretor de arte que estava fazendo a arte do site pediu para eu escrever qualquer coisa, só pra marcar o layout. Eu comecei a escrever um monte de besteira sem sentido (afinal, ele falou pra eu escrever qualquer coisa). Resultado: ele nem leu o que eu escrevi e mandou pro Diretor de Criação aprovar... e ele foi pra reunião com o cliente! Ele só foi reparar no texto no meio da reunião. A sorte é que ele era muito tranqüilo, e mais sorte ainda é que o cliente não leu o texto. Depois ele voltou rindo, e isso virou uma piada interna. Mas é claro que depois ele me chamou e conversamos numa boa. Depois disso, eu nunca mais brinquei com texto pra marcar layout!

Léo: Eu trabalhava para um portal de voz com entrevistas com famosos. Quando saiu o documentário "Fábio Fabuloso" sobre o surfista Fábio Gouveia, consegui marcar uma entrevista por telefone. Meu telefone, na época, tinha um fio onde se ligava um gravador digital e, com ele, gravava o áudio que iria ao ar. Pois faltando cinco minutos para a hora combinada de ligar para o cara, meu telefone simplesmente parou de funcionar! Corrí para outra linha, tentei conectar o gravador nela para realizar a entrevista, liguei para o Fábio e rendeu um papo delicioso, cheio de curiosidades sobre o filme e sobre o cara que encantaria a todos - enfim, uma entrevista perfeita! Qual não foi minha surpresa ao ver que, na pressa, não havia conectado o gravador na linha correta... Uma entrevista de conteúdo ótimo, um bate-papo descontraído PERDIDOS! E agora?? Eu tinha que editar o áudio daquela entrevista naquele dia mesmo para que estivesse no ar no dia seguinte! Liguei pro Fábio de novo, pedi mil desculpas pelo incidente e pedi para regravar a entrevista - ele disse que tudo bem, mas estava de saída para o aeroporto e só ia desembarcar não-me-lembro-onde lá pelas 9 da noite. Foi o tempo que tive para resolver o problema da minha linha telefônica original e, às 9 da noite, o próprio Fábio me liga do orelhão do aeroporto, logo após desembarcar. Foi aquela situação de "é agora ou nunca" e ele foi muito legal em repetir a entrevista toda dalí, do orelhão do aeroporto, tarde da noite. O resto do sacrifício foi meu, de ter que tratar o áudio para diminuir o ruído de rua por trás da voz dele e preparar tudo que envolvia no processo de atualização do portal de voz pela madrugada a dentro... Mesmo refeita aos trancos e barrancos, a entrevista continuou ótima e rendeu um bom número de ouvintes curiosos em saber mais sobre o surfista depois de terem visto o filme.

 - O que você recomenda para aqueles que gostariam de ingressar na carreira?
Marcelo: Tem que ser muito curioso, tem que estar atento a tudo o que acontece. Minha sugestão: tenham um agregador de feeds e um delicious. Gostou de um blog? Adiciona no seu agregador. Gostou de um artigo/site/notícia? Adiciona no delicious.

Léo: O negócio é praticar. Crie um blog sem pretensões e escreva, sem parar, faça disso um exercício diário. Reescreva notícias, desenvolva sua crítica a respeito de determinados assuntos, ponha pra fora aquilo que está na sua cabeça, tente dar forma às suas impressões mentais. Mostre seus textos para terceiros e avalie / aceite as críticas que receberá, pois no fim das contas, você não produzirá conteúdo para você, mas para as outras pessoas. Com isso, refine e descubra sua linha de raciocínio, seu estilo.


Up the webwriters!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Qual é a melhor opção de trabalho no Jornalismo: contratado ou freelancer?

Fonte: Comunique-se
Autor: Anderson Scardoelli


Nos últimos anos, a profissão de Jornalista se deparou com a crescente de uma nova forma de trabalho na área: o freelancer. Mas será que na atualidade esse modelo de serviço é melhor para os profissionais da comunicação? Um jornalista ter emprego fixo, registrado, em algum grande veículo de comunicação não é algo tão proveitoso como antigamente? Dois jornalistas que escreveram livros sobre as duas formas de emprego respondem essas questões, e divergem sobre o tema.

Estabilidade

A editora de treinamento da Folha de S. Paulo, Ana Estela de Sousa Pinto, é um exemplo de jornalista que se dedica integralmente ao trabalho fixo. Ela está há 22 anos no jornal, empresa em que já foi secretária-assistente de Redação, repórter, editora e passou por diversas editorias. Em 1988, Ana Estela decidiu trocar a agronomia pela Folha e não se arrependeu, tanto que não sabe o que é trabalhar fora do jornal. De acordo com ela, a principal vantagem em ter um serviço registrado em algum veículo de comunicação é a estabilidade. Ana Estela é autora do livro A vaga é sua - como se preparar para trabalhar em Jornalismo, escrito em parceria com Cristina Moreno de Castro.

“Fiz muita coisa aqui (na Folha), tive vários cargos, conheço muita coisa no jornal. Ganhei muita experiência em várias áreas. Uma oportunidade que não sei se teria em outro lugar, ou se estivesse trabalhando como freelancer”, diz Ana Estela.

Flexibilidade


O jornalista Maurício Oliveira é autor do livro Manual do frila – o jornalista fora da redação e afirma que o trabalho de freelancer é a melhor opção para os profissionais da área. Ele conta que desde que escolheu entrar para a vida de freelancer, em 2003, até sua condição financeira melhorou, além de lhe proporcionar algo que considera de suma importância: ficar mais tempo com a família. Oliveira enxerga com ótimos olhos a carreira de um jornalista freelancer, tanto que afirma não se arrepender da escolha, mesmo tendo trabalho de forma fixa em grandes jornais e revistas, como Veja e Gazeta Mercantil.
“É ter domínio sobre seu dia, estar mais com a família. Quando se é freelancer a produtividade aumenta, há um controle maior do tempo. Em redação sempre para o trabalho para fazer outra coisa, perde a concentração para ficar na internet e tomar café”, argumenta Oliveira.

É a melhor escolha, mas tem pontos negativos


Enquanto Oliveira é um defensor da atuação como freelancer, ao contrário da jornalista da Folha, ambos assumem que os dois lados da profissão têm alguns problemas. O autor do Manual do Frila alerta que o freelancer “pode ficar esquecido” se começar a recusar muitas ofertas de trabalho que lhe são oferecidas.

“Quando se rejeita duas vezes um trabalho do mesmo veículo você fica esquecido, isso é muito delicado, às vezes se tem excesso de oferta de trabalho e temos que aprender a administrar”, revela Oliveira.

Já Ana Estela diz que no começo da carreira (estudantes e recém-formados) fazer freela pode auxiliar a ingressar no mercado, ajudando até mesmo na seleção de programas de treinamento, como o do diário paulista.

“No início de carreira, ser freelancer ajuda o profissional a ficar conhecido entre os editores de jornais e revistas. Auxilia inclusive em alguns processos seletivos. No começo, lutar por um trabalho registrado pode atrapalhar, porque a pessoa é boa, mas não tem experiência, nunca fez freela”, afirma Ana. Porém ela diz que se aparecer uma oportunidade de trabalho como freelancer e outra proposta para ter contrato fixo, o candidato deve optar pela segunda opção.

Estabilidade financeira

Os jornalistas divergem a respeito de um assunto que é indispensável para qualquer pessoa na hora de escolher um emprego: a estabilidade financeira. Segundo o freelancer Maurício Oliveira, um profissional que tem como linha de serviço apenas o que é passado de forma avulsa, sem um vínculo empregatício com nenhuma revista, jornal, site, rádio, ou emissora de televisão, pode e tem grandes chances de ter uma carreira que proporcione um bom patamar econômico.

“Para ganhar dinheiro freelar é um ótimo caminho. Eu consigo ganhar melhor depois que me tornei freelancer. Mas além do dinheiro, sendo freelancer tenho a possibilidade de morar em Florianópolis e fazer trabalho para alguma revista de São Paulo”, conta Oliveira, que complementa para dar uma dica de como se estruturar para não ter problemas com dinheiro: “Aprendi uma lógica depois que virei freelancer, tenho que me programar por ano e não por mês. E minha vida anualmente é estável”.

Porém, de acordo Ana Estela, a estabilidade econômica e os benefícios que um trabalho registrado oferece são os fatores que a fizeram nunca pensar em sair da Folha de S. Paulo para tentar seguir carreira como freelancer. Segundo ela, para ter sucesso contínuo apenas freelando é necessário ter um nome conhecido no mercado, coisa que muitos profissionais não conseguem.

“O principal benefício do trabalho fixo é a segurança, saber quanto vai ganhar no final do mês. Sendo contratada dá para se estruturar melhor. Com isso, prefiro continuar com a estabilidade do fixo, nunca pensei em ser freelancer”, afirma Ana Estela. A jornalista faz questão de deixar claro qual a sua preferência na forma de serviço no Jornalismo: “Para essa estabilidade financeira o trabalho fixo, em minha opinião, é melhor”.
Todo jornalista pode ser freelancer?


Para Ana Estela, não é todo profissional de comunicação que poderá se tornar freelancer. Entretanto, o jornalista acredita que falta esse tipo de profissional no mercado. “Penso que como freelancer, para você se firmar apenas com essa forma de serviço, é complicado, precisa já ter um certo nome na carreira, ser reconhecido por várias redações. Não acredito que todos jornalistas tenham que freelar”, diz a editora de treinamento da Folha.

Maurício discorda. "Há mercado para isso (todo jornalista se tornar freelancer). Os veículos estão precisando desse tipo de mão de obra. Mas o profissional tem que saber que a vida será corrida, muitas vezes serão cinco ou seis trabalhos de uma vez e tudo com prazo", comenta o profissional que há sete anos se dedica ao trabalho freelancer.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não mate o mensageiro

Certa vez ouvi de uma gerente de comunicação durante uma palestra que não devemos matar o mensageiro. E quando a situação está no começo, o ideal é já cortar pela raiz antes que ela evolua. Matar o mensageiro é o mesmo que,por ocasiões exteriores ou estímulos que vem de fora de nosso escopo nos leva a um desanimo na hora de entender o nosso papel como comunicador na organização. No dia a dia pode ser que não se note a importância de uma nota automaticamente publicada no boletim.

Mas se refletirmos um pouco sobre o comunicador e a comunicação, vemos que o sentido das coisas está além. Comunicar é viver. De nada adianta fazer e não comunicar. É como se o que fosse feito ficassse preso em uma caixa secreta sem chances de ser disseminado. Agora quando a comunicação flui, percebemos que cair na rotina pode ser um perigo para os mensageiros.

Tem mais algumas questões. Nem todos em sua equipe podem estar engajados em uma causa nobre, que é fazer a comunicação de sua empresa, na melhor forma e com táticas do jornalismo empresarial engajado ao endomarketing. É a veia. É o viés. Não se deixe cair no piloto automático, pois sua luz como comunicador pode se apagar. O que falo aqui é no sentido de interesse e motivação, que vem de dentro par fora e também é estimulada pelo ambiente e pelas próprias pessoas.

Não tem nada melho que enfrentar os obstáculos, comunicar com a certeza e no final receber um email ou até mesmo uma ligação de seu cliente, dizendo que o objetivo dele foi atingido ou até passou da meta, julgando a comunicação feita pelo mensageiro como uma sutileza para o sucesso do trabalho, programa ou projeto.

Portanto mensageiros, leve a palavra com carinho e amor. Pense no seu cliente, no seu leitor e tenho a certeza de que os motivos que tinha para matar o mensageiro se acabam em apenas um segundo de reflexão.

Adiante, mensageiros, comunicadores empresariais, guerreiros da palavra!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Seja a diferença!

Ótimo texto escrito por Jéssica Simões.
Esta é a diferença dos profissionais que aproveitam uma oportunidade, diferente dos profissionais comuns

http://ometzonline.com/pt/operacional/palavra-da-cupula/seja-a-diferenca

domingo, 24 de outubro de 2010

Imagem e identidade ao mesmo tempo. Qual é a correta?

Você já parou para pensar na diferença entre imagem e identidade empresarial? Esses dois termos são diferentes e nos levam a dois aspectos: o que a empresa quer ser (imagem) e o que realmente ela é (identidade). Nem sempre é fácil diferenciar as duas questões. Isso porque, através da comunicação, muitas delas tentam passar uma imagem diferente da identidade. O que acabam ganhando mais tarde é fama de uma empresa que só tem discurso e pouca prática. E aqui poderia ficar citando centenas de exemplos de empresas brasileiras que usam da comunicação para manter uma boa imagem, no entanto a real identidade a compromete. Alias, não somente empresas, mas pessoas.

No setor empresarial pode-se descobrir se a empresa tem discurso e prática desalinhada quando, por exemplo, em uma conversa com algum funcionário, descobre-se que o que é divulgado sobre a empresa nada tem a ver com o que acontece internamente. É curioso. Porque depois de um tempo a casa realmente cai e a aí o jeito é fazer a chamada “gestão de crise”. E tem outra: a empresa esquece que seus colaboradores fazem parte do primeiro grupo de público em potencial.

Aqui vale o antigo ditado: Prevenir é melhor do que remediar. A comunicação é uma ferramenta poderosa, podendo criar e desfazer oportunidades e imagem. No entanto, uma vez mostrada uma imagem diferente da identidade, vai chegar o momento de mostrar as cartas na mesa. A organização pode pensar que por um momento está pagando barato, mas na verdade, pagará caro pela recuperação da boa imagem.

Então, ao realizar um plano de comunicação, é preciso entender a realidade da empresa, o que ela quer e onde quer chegar. Definidos os rumos, começar pela identidade é uma boa estratégia. De nada vai adiantar querer criar uma imagem que cedo ou tarde será desmentida de forma vergonhosa e pode até ser responsável pela falência dessa organização. Fique alerta e considere que imagem tem que ser igual a identidade para que não se perca o caráter, o público e a própria existência organizacional.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Comunicação interna: o pãozinho nosso de cada dia por Luiz Antônio Gaulia

Confira o artigo de Luiz Antônio Gaulia, publicado no site da Aberje - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

Motivar, envolver, alinhar, integrar e mais recentemente comprometer e engajar os empregados são, em geral, as tarefas da comunicação interna.

Digo tarefas porque comunicadores reunidos nas áreas de RH ou DHO, geralmente não são considerados como profissionais estratégicos. Personificam a execução de tarefas: respondem como padeiros diante da fila de clientes que surgem pelos corredores exigindo “pão quentinho a toda hora”. Lembrando que, na maioria dos casos, nossos comunicadores entregam apenas um tipo de pãozinho (esqueçam a possibilidade de croissants).

A comunicação interna que circula na organização torna-se, portanto, pouco saborosa. Mais uma obrigação em cumprir com o uso da farinha no estoque do que com o entusiasmo por novas receitas e descobertas.

Informação fria, cardápio insosso. Diante dessa vitrine, como ficar motivado? Engajado?

Como quebrar o ciclo de reatividade e avançar estrategicamente com uma comunicação capaz de transformar a “padaria” inteira? A começar pelos padeiros: a mente envolta pela nuvem de farinha e pelo calor do forno nem percebe que do outro lado da rua servem café com biscoito, frutas, pão com queijo e presunto, doces e tortas. Do outro lado da rua tem música ao vivo e...não tem fila!

O que quero dizer com toda essa comparação entre pães, padeiros e a comunicação interna? Ora, o que todos nós já sabemos: para se avançar com um trabalho que de fato mexa com as pessoas e traga significado para a rotina de trabalho é preciso que a comunicação seja forma, mas também conteúdo. Que seja um ritual de relacionamentos e não um texto decorado e repetitivo. Que tenha compromisso com a ética e a transparência e não seja uma promessa que nunca será cumprida de fato.

A comunicação interna pode ser o pão nosso de cada dia desde que seja sinônimo de palavra e não de ruído. Sinônimo de esclarecimento e não de embromação. Que seja o alimento mágico de aproximação entre líderes e times de trabalho ao redor de uma farta mesa. Onde todos tenham voz (e ouvidos) para saber compartilhar e tornar realidade uma visão de futuro.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Diferentes mas iguais

Quem quer atingir a público jovem não pode deixar de entender um pouco sobre essa nova geração, que em muito se parece com as anteriores. Confira o perfil dos jovens através de uma interessante matéria publicada no Jornal Gazeta do Povo.

"Os adolescentes de hoje apenas parecem diferentes dos jovens do passado. Eles continuam andando em grupos, são adeptos a modismos e vestem-se e comportam-se como seus amigos. Confira os prós e contras desse comportamento". Saiba mais.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Prêmio e outras questões...

A comunicação empresarial no Brasil está com uma novidade recém saída do forno. No dia 13 de outubro conhecemos os vencedores regionais do Prêmio Aberje 2010, o maior prêmio de comunicação empresarial/organizacional do Brasil. As empresas que venceram a etapa regional concorrem agora na etapa nacional que vai revelar as melhores ações em comunicação empresarial no país. O prêmio é uma iniciativa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). Os vencedores das regionais apresentam novamente os trabalhos em audiência pública em São Paulo no dia 5 de novembro.

Ao todo são dez categorias: campanha de comunicação de marketing; comunicação de programas, projetos e ações culturais; relacionamento com a imprensa, relacionamento com a sociedade, com investidores, público interno, responsabilidade histórica e memória empresarial, mídia impressa, publicação especial e mídia audiovisual. As empresas vencedoras da região sul e de outras regiões do Brasil podem ser consultadas no site www.premioaberje.com.br.

Através dessas categorias podemos perceber como a comunicação empresarial é ampla e atende a diversas esferas nas organizações. Além de ser uma vitrine, o prêmio mostra empresas que se preocupam com seus públicos e que possuem um avanço na comunicação. Mais que do que estar no mercado, é preciso se comunicar. E falando nisso a comunicação empresarial também tem data comemorativa. No dia 8 de outubro os profissionais da área comemoram o dia nacional da comunicação empresarial.

Aliás esses dias, lendo o jornal Valor Econômico, vi uma matéria sobre as redes sociais. Infelizmente no Brasil somente 36% das empresas utilizam essa ferramenta como uma forma de comunicação oficial com seus públicos. Eu achava até que poderia ser maior esse número, mas me enganei e percebi que ainda são poucas as organizações preocupadas com o poder da rede virtual. O Boticário e Natura estão entre as empresas que sabem como utilizar as redes socias dentro do mix da comunicação empresarial e usam como uma ferramenta aliada à empresa. Achei o número ainda relativamente pequeno, mas acredito que deva aumentar a utilização do twitter, facebook, entre outras redes sociais.

Para quem está ligado na área virtual pode conferir o recém case da Nextel. Conectada a rede social facebook a empresa desenvolveu um vídeo interativo, no qual o participante indica seus amigos na rede, que vão fazer parte do filme. O texto é engraçado e o mais interessante é que no final o participante tem uma surpresa. É surpreendido por uma ligação que acontece simultaneamente ao vídeo. Ficou curioso? Acesse sua rede virtual e confira. E muita novidade ainda vem por ai. A comunicação empresarial está inovando cada vez mais e sendo assertiva com a sociedade, deixando de ser apenas uma política de imagem para ser uma estratégia fundamental para a sobrevivência das empresas de pequeno, médio e grande porte.


--

Vanessa Dasko

Jornalista - MTB 8427/PR

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vencedores da Região Sul - Prêmio Aberje 2010

Campanha de Comunicação de Marketing


Rede Marista Aprender a ser feliz - Campanha de Fidelização e Captação da Rede Marista do RS -

Comunicação de Programas, Projetos e Ações Culturais (1)

Editora Positivo Ações especiais: o relacionamento com clientes da rede particular de ensino -

Petrobras Faça seu curta Petrobras em festivais de cinema -


Comunicação e Relacionamento com a Imprensa

Ecovia Construção do Viaduto Borda do Campo NQM Comunicação


Comunicação e Relacionamento com a Sociedade

Fundação Bunge Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí -


Comunicação e Relacionamento com Investidores

Unimed Londrina Programa de Comunicação e Relacionamento "Uma Escolha para a Vida" OZ Propaganda


Comunicação e Relacionamento com o Público Interno

AGCO A Comunicação Interna como estratégia eficaz de integração 


Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial

FIEP 65 anos da FIEP -



Mídia Impressa

FIEP Comunicação Editorial do Sistema FIEP


Publicação Especial

Unimed Londrina Livro Caçadores de Relâmpagos OZ Propaganda


Mídia Audiovisual

Endesa Cien Mulheres Integradas AV Produções

Conheça os vencedores do Prêmio Aberje 2010

No dia de hoje, a Aberje reuniu em São Paulo todos os representantes da Governança do Prêmio Aberje - a Gerência do Prêmio, Jovanka Mariana e Bruno Affonso; o ombudsman do Prêmio, Roberto de Castro Neves; o representante da auditoria BDO, Felipe Melchioretto; e a representante da Rubens Naves Escritórios de Advocacia, Valéria Trezza – para o anúncio dos vencedores do Prêmio 2010 das seguintes regiões: Espírito Santo e Rio de Janeiro; Minas Gerais e Centro-Oeste; Norte e Nordeste; São Paulo; e Sul. Confira os vencedores de cada uma das regiões no site do Prêmio Aberje. Os vencedores farão novas apresentações dos trabalhos na Audiência Pública Brasil, no dia 5 de novembro, em São Paulo.

http://www.premioaberje.com.br/

Fonte: Aberje

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Conheça o seu momento flow!




Mihaly Csikszentmihalyi fala sobre o estado de Flow
 
Vale a pena assistir ao vídeo.
Palavras enriquecedoras!
 
Confira:
 
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/mihaly_csikszentmihalyi_on_flow.html

Eu recomendo: A relação “quase perfeita” entre o desafio e a habilidade

Hoje eu li um daqueles textos que nos inspira. Nos motiva, nos dá força para entender até onde vai o nosso talento, garra e força de vontade X dificuldades, problemas, insegurança. Sabe aqueles textos que você termina de ler e diz: VERDADE!. O texto é de Paulo Campos, que escreve para o blog Mochleiro Corporativo e o qual eu tive a honra de conhecer pessoalmente durante um treinamento focado em motivação e autoconhecimento.

Recomendo na certeza de palavras que vão enriquecer o seu dia! Recomendo também o blog:  http://vocesa.abril.com.br/blog/mochileiro-corporativo/

Chega de léro léro e vamos ao texto:

A relação “quase perfeita” entre o desafio e a habilidade


No seu dia-a-dia profissional e/ou acadêmico, você já passou por uma sensação de fazer uma atividade com tanta destreza e concentração que nem percebeu o tempo passar e quando se deu conta já era noite? Em outra situação, o que você estava fazendo era tão desafiador, tão prazeroso, tão estimulante que você não percebeu o tempo passar e quando o dia começou a amanhecer você teve a certeza que o resultado final foi excelente. Você consegue lembrar-se da última vez que isso aconteceu? O que você estava fazendo? Quais eram as condições, os recursos, o tempo para entrega? Esse momento de “fluir espontâneo” é chamado pelo pesquisador húngaro, Mihaly Csikszentmihalyi, de Flow ou Experiência do Fluxo, no seu livro “Gestão Qualificada”, da Editora Bookman.

O flow faz com que possamos nos sentir melhor no momento, capacitando-nos a experimentar o incrível potencial do corpo e da mente trabalhando em perfeita harmonia. A persistência supera o talento, ou seja, o flow exige mais esforço do que prazer. A dedicação, repetição e disciplina ajudam a tornar o desempenho quase perfeito.

Um elemento básico para essa experiência de flow é que a tarefa a ser cumprida atrai, por sua complexidade, com tanta intensidade, que as pessoas chegam a se perder em si mesmas. Podemos ter algumas situações onde é possível alcançarmos este estado de espírito:

1.Quando temos metas claras;

2.Recebemos feedback imediato constantemente;

3.Quando temos um equilíbrio entre oportunidade e capacidade;

4.Ficamos concentrados rapidamente;

5.O foco é “no quê e no como” estamos fazendo;

6.Temos o controle da situação;

7.A noção do tempo é alterada (não queremos que termine o momento);

8.A perda do ego, da individualidade.

Por exemplo, numa certa manhã você tem bem claro quais são as suas metas para aquele dia e inicia rapidamente a tarefa. Em poucos minutos você está concentrado no que está fazendo que nem percebe o tempo passar e, quando olha o relógio, já são 15 horas. Seus colegas conversam com você e dizem que em determinado momento tentaram chamá-lo para o almoço, mas você nem respondeu. O trabalho está feito e ao entregá-lo ao seu líder não só ele aprova como também lhe dá os parabéns. Você até fica meio sem graça, pois foi uma atividade relativamente fácil e você divertiu-se ao fazê-la.

Esta relação “quase perfeita” entre o desafio de uma tarefa e a sua habilidade de realizá-la exige um investimento em se conhecer, no uso dos seus pontos fortes e também na oportunidade de encontrar algo na vida que lhe dá prazer. Se o desafio é muito maior que a habilidade, a sensação é de ansiedade. E se o desafio é muito menor do que a habilidade, a sensação é de marasmo. Quando o desafio pede que sejamos levados para além da nossa área de conforto, saímos do invólucro. O prefixo ‘DES’ significa “não estar”. Desenvolver é sair da área de conforto. Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

E aqui vai uma Dicaduka: Nessa semana registre as suas atividades e perceba aquelas que mais lhe dão prazer. Faça outra lista com as atividades que você faz na qual a complexidade é alta e o resultado excelente. Existem algumas atividades que se repetem nas duas listas? Seu sucesso profissional e pessoal depende muito dessa intersecção:

O que você gosta de fazer X O que você faz muito bem

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos / @pvcampos10

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Matéria sobre Redes Sociais no Valor Ecônomico

Para quem puder conferir, hoje, no Jornal Valor Econômico, saiu uma matéria sobre "Companhias ainda ignoram redes sociais". A matéria mostra que ainda poucas empresas estão ligadas na rede virtual, como eu já esperava e tinha descrito no texto,aqui no blog. Apenas 36,4% das empresas nacionais usam pelo menos uma plataforma de rede social. A matéria está na´página B3!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Comunicação e rede social: uma tendência sem fim?

No final de agosto tive a oportunidade de participar da 4ª Conferência de Comunicação Interna em São Paulo. O evento me fez refletir sobre a área nas organizações e um mercado novo, que vejo como promissor para comunicólogos e gostaria de compartilhar. A comunicação interna nas empresas vem sendo enxergada como uma necessidade, ainda que muitas não consigam medir os resultados de imediato, afinal no quesito capital tudo ou quase tudo precisa ser mensurado.

A comunicação interna vai além de informar acontecimentos na empresa. Ela tem que envolver, gerar o sentimento de pertence dentro da organização. E o resultado é que isso reflete dentro e fora dela. Nota-se que as melhores empresas para se trabalhar investem pesado em comunicação. E porque tudo isso? Ninguém gosta de ser o último a saber das coisas. E nas organizações esse processo não é diferente. Mas porque ainda as equipes de comunicação interna são enxutas? E não estamos falando apenas de pequenas e médias empresas. Refiro-me a empresas grandes, com sedes em vários estados brasileiros e até na America Latina. No geral, as equipes são compostas por três ou cinco profissionais que atendem as demandas. Aí vêm duas questões importantes: de um lado a profissão, que é recente e está em ascensão acelerada e de outro o trabalho árduo de convencer os executivos de que a função do comunicador vai além de trabalhar em momentos de crise organizacional e fazer textos informativos.

E tem mais. O que espera as empresas em termos de comunicação está a frente das tecnologias de redes sociais. Tem gente que tem receio e até evita o uso dessas novas ferramentas, mas tem gente que vê aí a oportunidade para o desenvolvimento. Recentemente li uma matéria sobre reivindicações feitas por moradores de um bairro de Curitiba através do twitter. A novidade é a solicitação na rede social acabou dando resultado. As redes sociais estão mais vivas do que nunca. E como a comunicação é uma tendência sem fim, elas podem ser aliadas ou inimigas das organizações.

Aliás, o que vem por ai é comunicação com interação. Celulares mais modernos já apresentam em sua configuração original programas de redes sociais, como twitter, facebook, entre outros. É a atualização imediata de assuntos soltos pela rede virtual. Em que lugar tudo isso vai chegar? Todo esse “bum” que amedronta algumas empresas pode ser visto como algo extremamente positivo. Tem organização que ainda não sabe como lidar com esse “bum” da comunicação em rede. Sabendo ou não, o que ela vai perceber é que poderá cair nas redes sociais através de seus clientes, colaboradores e/ou parceiros.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Comunicação Interna e a Gestão de Mudanças - OUÇA - ARTICULE - FALE

O mundo está em constante mudança. Isso é fato. E as empresas ligadas nesse contexto também passam por transformações estratégicas para acompanhar as tendências. A mudança nas empresas permeia fatores comportamentais à fatores estratégicos, como processos, linhas de produção e por aí vai. E tem outro ponto: a busca pela inovação e sustentabilidade estão em toda parte.

 
E na comunicação empresarial isso não é diferente. Nós, comunicólogos precisamos estar “ligados” no que acontece e no quem vem com tudo isso. E para começar não podemos esquecer de considerar três pontos importantes para qualquer comunicólogo refletir e construir uma comunicação focada em estratégia e atingimento de metas nas empresas:

1. Cultura Organizacional

Analisar qual é a função da empresa em que trabalha e quais são as culturas presentes nessa organização, como valores, missão, meta. Entender o que ser faz e como se faz.

2. Perfil de Audiência

A audiência das empresas são os públicos para os quais elas existem. Aqui falamos de clientes interno e externos.

3. Maturidade da Comunicação Interna

Já existem meios de comunicação internos na sua empresa? No que eles impactam na sua organização?

Nos processos de mudança dentro da organização a comunicação institucional é estratégica e fundamental para que os colaboradores entenderem o contexto que rege a mudança. Dessa forma não haverá ruídos e famosa rádio peão que amedronta a todos em todos os corredores da empresa quando se fala em mudar. Para conseguir tudo isso não é fácil, mas com muito trabalho e transparência a comunicação é apoio fundamental para a alta administração da empresa.

Somos os mensageiros, agentes e catalisadores. A comunicação interna FALA, OUVE e ARTICULA. Ou seja, determina os fluxos de informação, produz as mensagens e mapeia as percepções com a mudança. É preciso transitar em todas as esferas organizacionais.


É por isso que coerência entre discurso é prática é fundamental!

O que também é preciso pensar é se a empresa está preparada para ouvir o que vem como mudança. As lideranças precisam estar alinhadas, já que são elas as principais desencadeadores de toda a comunicação com suas equipes. Essa preparação voltada para a comunicação deve ser constante e realizada em conjunto com os Recursos Humanos da empresa.

Processo necessário para comunicar a mudança:

- Estabelecer canais de comunicação, ferramentas mais adequadas para comunicar a quem sobre o que.

- Articular, ouvir, falar

- Segmentar a comunicação

- RH – aproveitar os inputs, ou seja, os rumores, sugestões, reclamações dos colaboradores.

- Seus públicos são seus porta-vozes!

- Refletir sobre as mensagens, seus impactos

- Envolver as lideranças para engajar suas equipes



Dica para qualquer situação:



Quanto mais DINÂMICO for o seu plano de comunicação, MELHOR!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Comunicar é estratégico

Para continuar nosso assunto vale a pena conferir o texto "Comunicar é estratégico" no blog: http://bloglideranca.wordpress.com/2009/08/18/comunicar-e-estrategico/

Autoria: Miriam Cristina Fava Santos
Relações Públicas, Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. É gerente de Comunicação e Desenvolvimento da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA).



...Alguns pensam na comunicação como algo necessário para a melhoria e qualidade nos relacionamentos, aquela que garantirá o sucesso no entendimento, uma maior interação/comunhão e que dá um gosto especial na relação do emissor e receptor.
Entretanto, a comunicação deve ser vista de forma muito mais estratégica...

Campanhas institucionais são estratégicas para comunicar o que se faz na empresa

Por Vanessa Dasko



Muitas vezes as organizações encontram-se alinhadas estrategicamente, mas seus funcionários não. O que acontece é que a alta gerência consegue visualizar claramente o que a empresa faz, como chegou lá e o que pretende fazer futuramente. Compreendem ainda o trabalho desenvolvido, as diretrizes estratégicas, missão e valores empresariais.

Mas para os funcionários tudo isso muitas vezes é um tabu. Algo distante da realidade que vivem no dia a dia. Um discurso incoerente com a ação. É como se o trabalho que cada um desenvolve não estivesse alinhado com tudo que a empresa faz e é no seu setor ou ramo de atuação. O resultado disso não é nada bom. Os funcionários sentem-se desmotivamos, não pertencentes a organização e ao seu mundo de alinhamento estratégico.

Uma forma de amenizar esse problemão na empresa e envolver os funcionários para que compreendam o importante papel que tem na organização é realizar campanhas institucionais. Elas podem variar conforme o foco de necessidade. Se a falta de compreensão está no publico externo da empresa, isto é, os clientes, o campanha deve ser alinhada para esse público. Se o foco é envolver colaboradores em torno de causas empresariais, o objetivo é desenvolver uma campanha institucional interna. Existem ainda campanhas que são alinhadas para o entendimento dos dois públicos. Essas geralmente lidam com a imagem da empresa dentro e fora da organização.

Uma coisa é certa. Envolva sentimento, emoção e engajamento.

Nem sempre é fácil estabelecer um laço entre comunicar a estratégia e envolver. Porém se for possível casar os dois lados, o resultado final será bem mais positivo. Para gerar a curiosidade sobre o que vai acontecer na empresa comece com teasers, mensagens SMS ou e-mail que evolvam os funcionários e instiguem a todos sobre o que vai acontecer.

No próximo texto vou trazer alguns exemplos de campanhas externas que acompanhamos como clientes e algumas campanhas internas, desenvolvidas especialmente para funcionários.

Até breve!

domingo, 4 de julho de 2010

Guia de Comunicação e Sustentabilidade

Clique aqui e conheça o material: 
http://www.institutovotorantim.org.br/pt-br/noticias/Paginas/100428_guiaComunicacaoSustentabilidade.aspx






Está disponível para download gratuito o “Guia de Comunicação e Sustentabilidade”, uma publicação com orientações sobre o conceito de Sustentabilidade e dicas a respeito das ferramentas de comunicação e gestão. Elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o guia teve o apoio do Instituto Votorantim durante sua produção, junto com outras instituições.

O material foi desenvolvido ao longo de dez meses, a partir da coleta de informações de reuniões, workshops e debates com palestrantes nacionais e estrangeiros. Por meio desta troca de experiências, foi possível levantar os principais dilemas, desafios e oportunidades das corporações em relação ao tema Sustentabilidade. Como resultado deste trabalho, o Guia elenca orientações e dicas para que as empresas possam se comunicar de forma efetiva e produtiva com funcionários, mídia, acionistas, fornecedores e prestadores de serviços, além de instituições governamentais e sociedade civil.

Além de ser destinado aos profissionais de comunicação e mídia empresarial, o Guia abrange também outros tipos de público. Seu conteúdo poderá ser utilizado em workshops, treinamentos e palestras como uma fonte de referência e consulta a respeito do tema Sustentabilidade.

Ele tem razão...

Eloi Zanetti
eloi@eloizanetti.com.br


Vou jogar fora meus livros de marketing



Trabalho com marketing, vendas e comunicação desde 1968 - vi as coisas acontecerem - me considero um dinossauro da espécie. Hoje, por mais que tente atualizar-me, sou surpreendido pela velocidade das mudanças, principalmente, as motivadas pelos meios digitais.

Estes dias precisava organizar uma apresentação para um cliente da área de produtos agrícolas. Na preparação, comecei a elaborar o esqueleto da palestra: tipos de clientes, maneiras de abordagem para cada um, detalhes sobre o comportamento dos compradores e dos formatos específicos de negociação para a área.

Não sigo a linha acadêmica, quase tudo que faço é do meu jeito e estilo. Experiência de vida e prática de mercado dirigem meus passos. Mas, dessa vez, o trabalho emperrou. Rendi-me à academia e, como no programa do Silvio Santos, pedi auxílio aos universitários - fui aos meus livros de marketing. E, à medida que os folheava, percebi que haviam ficado velhos, que não serviam mais, viraram peças de museu. Foi um choque descobrir que livros importantes e inovadores para mim, em determinadas épocas, se esfacelavam frente às novas tecnologias, comportamentos e ferramentas de comunicação.

Gente como eu, da geração baby boomers, nascidos após a Segunda Guerra, sente dificuldade em acompanhar e lidar com  as novas formas de comunicação: Orkut, Twitter, Facebook, Podcast, Bluetooth, SMS, MMS e aquelas que estão sendo inventadas ainda esta semana. Participar das chamadas redes sociais e entender os processos das convergências de mídia são outros problemas. Por mais que pesquise, para me manter atualizado sobre o assunto, participando de palestras, encontros, seminários e lendo matérias em jornais, revistas e na própria WEB, é difícil acompanhar o ritmo. Para os nascidos na geração Y, já dentro do contexto digital, é muito mais fácil pensar e viver o novo meio. E pensar que foram os da minha geração que inventaram tudo isto.

Como um náufrago que tenta chegar a uma tábua de salvação e a afasta com suas braçadas ao criar ondas, quanto mais quero acompanhar a comunicação contemporânea, mais ela se afasta de mim. Já imaginou se eu ficasse parado?  Esses dias, outro choque. Ouvi uma moça dizer: “Já estou velha demais para trabalhar em agência de propaganda”. Levei um susto. Ela só tinha 34 anos. Conversando com amigos sobre o fato, disseram: “Ela tem razão, está velha demais para isso.” Que fazer com os meus 63 anos? Hoje, tudo que sei é que nada sei. Frase bem antiga, não? Sócrates (469/399 a.C).

Por outro lado, a necessidade de conteúdo prático e sintetizado é enorme, bem como a elaboração de estratégias comerciais bem estruturadas. Tarefas que os jovens pouco dominam em se tratando de ambiente corporativo e ações de negócios. Escuto-os falar sobre a necessidade de criar boas histórias para suas abordagens nos trabalhos de transmídia, convergência e construção de redes sociais. Dizem que sem uma boa história a coisa não começa, e chamam a isso de storytelling. É justamente nesse ponto que aparecem os diferenciais da minha geração. Temos mais histórias para contar do que eles e, se não souber de uma, criamos, inventamos e sabemos onde buscá-las. Construir metáforas é com a gente mesmo.

No meio de tantas mudanças uma coisa é certa: nós, mais velhos, não precisamos ter medo da complexidade porque, no final das contas, ela não é tão complexa assim. Mudou a maneira de nós humanos nos comunicarmos, mas não mudou nossa essência. Continuamos vaidosos, egoístas, desejamos status, vantagens e buscamos a eterna juventude. Um prato cheio para quem trabalha com marketing. Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes.

Os velhos livros de marketing - pode contar dez anos para dá-los como desatualizados - ficaram obsoletos porque os meios de comunicação exigem novas estratégias e as ferramentas oferecidas pela tecnologia da computação mudam muito mais rápido do que as técnicas do marketing. O meu consolo é que de tudo resta um pouco. Livros de marketing, agora só no sistema Kindle.

domingo, 6 de junho de 2010

A gestão estratégica da comunicação organizacional

Confira o artigo de Renato A. A. Manzano sobre Comunicação Organizacional e a grande questão: 


A Comunicação está preparada para comunicar a estratégia?


Fonte: Aberje


Acessse: http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=259&ID_COLUNISTA=42



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Integração, comunicação e informação na intranet

Como juntar documentos, normas, procedimentos, projetos, notícias e o principal elemento que tornam as atividades organizacionais possíveis, que são as pessoas? Para interligar processos administrativos, estratégia empresarial e relações humanas, as organizações utilizam a intranet, um portal eletrônico interno, com acesso restrito aos colaboradores.
Mas o que chama a atenção nesta ferramenta que está dentro do pacote da comunicação empresarial são as novas formas e possibilidades de integração e humanização. Como falamos por aqui, a comunicação está cada vez mais ligada a valores e cultura empresarial. Nunca se falou tanto em comunicação e informação em uma era cada vez mais digital. O recado é que quem não se atualizar vai ficar para trás no mercado de trabalho. É por isso que algumas empresas estão cada vez mais atentas as novas ferramentas que integram a sociedade e o público interno, stakeholders, nos produtos e serviços prestados.

E porque não integrar todas essas ferramentas, como os formatos de redes sociais, para desenvolver uma intranet inovadora, que vai além da informação de procedimentos internos? Essa é uma das estratégias que as empresas estão começando a desenvolver em 2010. Além da informação e comunicação de notícias e procedimentos administrativos, a intranet está em revolução. Com as várias possibilidades disponíveis pelo mercado de comunicação digital, ela pode se tornar um ambiente de integração humana e compartilhamento de conhecimento dentro das empresas.

Os chamados “orkuts corporativos” estão sendo aos poucos incluídos no ambiente virtual das organizações. E as vantagens de investir em integração humana são várias. Entre as principais está a geração de transparência, compartilhamento de informações e conhecimento, além de melhora significativa no clima organizacional. Se por um lado o papel do jornalista nas empresas é ajudar nas formas de comunicação voltada para colaboradores e outros públicos estratégicos, como a própria sociedade, ele também pode participar da formatação dessa nova forma de comunicação interna. Esta maneira de integrar colaboradores é uma quebra de paredes entre departamentos e setores da organização.

Pensar em planejamento estratégico de comunicação nas empresas sem dar uma atenção especial ao desenvolvimento e criação de um portal eletrônico interativo e ligado diretamente com as redes sociais é não cumprir um plano completo de políticas da comunicação institucional. Claro que não dizemos aqui de abrir o conteúdo da empresa para toda a comunidade. Mas sim, de integrar links e conteúdos dessas redes, das quais muitos colaboradores fazem parte, para centralizar e ao mesmo tempo valorizar a humanização nas empresas.

Essa é uma lição de casa que não pode faltar ao comunicador empresarial. E já tem sites ligados nessas inovações e gerando prêmios para portais que trazem novidades. E como sempre, um dica no final. O Intranet Portal (www.intranetportal.com.br), primeiro site do Brasil focado em portais corporativos e de gestão do conhecimento, traz diversos textos sobre o assunto e inclusive a terceira edição do Prêmio intranet portal, para portais inovadores. Se a sua empresa tem uma intranet interativa, as inscrições estão abertas até o dia 26 de junho. Até a próxima!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O “telejornalismo” das organizações



Revelar a informação empresarial com práticas de jornalismo vem sendo uma estratégia muito adotada nas empresas. Neste contexto, os profissionais de comunicação trabalham de forma integrada para atingir os vários públicos de uma organização. A comunicação, isto é, as formas de interações humanas, as informações e notícias podem chegar através de vários canais ou meios aos colaboradores de uma empresa. Além dos materiais de comunicação que já conhecemos e falamos por aqui (comunicação institucional e comunicação mercadológica ou endomarketing e comunicação administrativa) os jornalistas dispõem de mais uma ferramenta: a televisão coorporativa.

O uso dessa ferramenta da comunicação empresarial está relacionado com novas formas de entretenimento e tecnologia possíveis na realidade atual. Na maioria dos casos as televisões coorporativas estão disponíveis por meio do ambiente virtual (internet ou intranet). Mas ela pode estar presente em ambientes de convivência empresarial, locais em que os colaboradores se encontram e passam alguma parte do tempo de trabalho. Como se trata de uma ferramenta interativa e dinâmica, a televisão empresarial pode trazer resultados positivos no que diz respeito a comunicação estratégica e de negócios. Empresas que tem uma estrutura e contam com jornalistas para construir uma programação estão em vantagem no ambiente competitivo e estabelecem um contato direto com seus funcionários, fornecedores ou clientes.

A programação e ritmo das informações na televisão empresarial podem variar conforme o grau e necessidade de comunicação de cada organização. Ela pode ser utilizada de várias formas e trazer um pacote grande de estilos de programas. Entrevistas com colaboradores, conversas com o presidente, gerentes e coordenadores, apresentações de projetos ou novos procedimentos, comunicação da estratégia, informação, educação empresarial, notícias e divulgações diversas fazem parte da enorme possibilidade de explorar a tecnologia. E tem mais. A comunicação através de televisão empresarial pode auxiliar nos programas de desenvolvimento profissional. A TV permite que treinamentos específicos cheguem a todos os funcionários da organização e isso independe da distância, quando se trata de televisão coorporativa dentro de plataformas virtuais.

Na televisão cooportativa, o jornalista segue a mesma linha, estratégia e compromisso com a ética e veracidade das informações utilizadas em telejornalismo. O que diferencia é que as pautas serão direcionadas a um segmento da sociedade e não mais a todos as áreas. Ela se diferencia do telejornal que conhecemos mas se aproxima com programas jornalísticos que trazem a tona temas por categorias, como saúde, educação e cultura, por exemplo. Mesmo com essa limitação, o jornalista pode explorar temas que interessam o colaborador e ao mesmo tempo informa além das portas da organização. Tudo depende da empresa e das possibilidades de aberturas para explorar essa tecnologia.

Como toda programação, a TV corporativa necessita de uma dinâmica especial. Ela deve informar e ao mesmo tempo instigar o telespectador para o acompanhamento dos programas. E como fazer isso? É aí que os profissionais, comunicadores empresariais, precisam levar a criatividade e ao mesmo tempo informação de qualidade para os públicos estratégicos da organização. No artigo intitulado “TV Corporativa: uma nova perspectiva para a comunicação organizacional”, o professor mestre em comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, Bruno Hingst, afirma que quando utilizada em momentos específicos a TV na empresa “permite a melhora no clima organizacional e ajuda a implementar e desenvolver mudanças nos diferentes processos, muitas vezes, condicionados a modelos e visões arraigados nas pessoas, que se tornam fortes obstáculos às mudanças organizacionais.”

E como sempre, uma dica que vale a pena conferir. Para saber mais sobre o mercado de comunicação empresarial, tendências e premiações na área acesse o site da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) – www.aberje.com.br.

domingo, 23 de maio de 2010

O Jornalista e a informação para dentro das organizações

As mudanças nas formas gerenciais e de administração de empresas na década de 80 trouxeram a valorização de pessoas nas organizações. A gestão participativa aliou técnica e humanização ao trabalho. Os colaboradores passaram a ser enxergados com olhos estratégicos pelos administradores e alta gerência organizacional. Afinal eles constituem o primeiro grande público das empresas. A partir deste momento a comunicação empresarial também é direcionada para o público interno.

O funcionário, como parte de uma organização, precisa saber a importância do lugar em que trabalha e das tarefas que desenvolve para entender o papel dentro da empresa. Ao mesmo tempo, precisa se sentir valorizado e compreender a missão e valores enraizados dentro da instituição em que trabalha. Nesse processo estratégico e de novidades as empresas estão investindo em ferramentas de comunicação interna. Fazem parte desta área os comunicadores empresarias (jornalistas, relações públicas e publicitários) e pessoas que trabalham com gestão de pessoas e recursos humanos. A comunicação dentro das organizações ajuda na obtenção dos resultados, condições de existência da empresa, sua direção e monitoramento e crescimento organizacional. Também tem o papel de ligar a organização a seus colaboradores e contribuir para a valorização do homem e da cidadania.

As ferramentas de comunicação interna podem ser revistas institucionais, boletins informativos, jornais murais e intranet. Existem ainda a comunicação de normas, procedimentos e manuais explicativos sobre os processos da empresa. Mas as novidades não param por aí. Estratégias de comunicação mercadológica (endomarketing) também fazem parte da área. Criação de campanhas internas e utilização de materiais e ambiente inovadores começaram a fazer parte do grande pacote da comunicação interna. Tudo isso para integrar, engajar e valorizar o colaborador.

Neste processo de informação para dentro da empresa, os jornalistas trabalham diretamente com a produção das revistas e boletins informativos. Como a comunicação vem sendo feita de forma integrada, ele auxilia os outros comunicadores na elaboração de campanhas e elaboração de estratégias, planos e políticas de comunicação empresarial. As notícias seguem o mesmo “lead”, com o qual já estamos acostumados. É uma tendência que as revistas internas tragam temas que vão além das estratégicas da organização. Os assuntos também tem que interessar a família do colaborador e ir além das portas da empresa. O jornalista comunicador empresarial precisa o tempo todo ficar atento as noticias da organização e da sociedade, aliando conteúdos e despertando interesse para assuntos mais gerais dentro dos materiais de comunicação interna.

Recém lançado, o livro “A comunicação como fator de humanização nas organizações”, de Margarida Kunsch, mestre em Comunicação Social pela USP e autora de diversos livros na área, deve chegar nas livrarias até o final de maio. Para quem se interessa sobre as novas tendências na área de comunicação de empresas, vale a pena conferir a obra. Até o nosso próximo encontro!

domingo, 16 de maio de 2010

O jornalista e a assessoria de imprensa

Como parte da comunicação empresarial, a assessoria de imprensa é uma atividade que vem sendo feita por jornalistas. Por muito tempo os profissionais de relações públicas também fizeram este trabalho, mas o que percebo no mercado é que os jornalistas diplomados são mais procurados para exercer a função de assessor. O Código de ética da profissão de jornalismo também apresenta entre as atividades a assessoria de imprensa. No Brasil os primeiros passos do que mais tarde se tornaria a atividade de assessoria foi dado com a criação do informativo “Secção de publicações e biblioteca”, durante a gestão do presidente Nilo Peçanha em 1909. Durante a ditadura e governo de Getúlio Vargas e o posterior, de Emiilio Médici, trouxeram a tona o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e a Assessoria Especial de Reações Públicas (Aerp), que tinham como objetivo de impor aos meios de comunicação press releases oficiais.

A preferência por jornalistas assessores de imprensa é pelo perfil e dinâmica de trabalho. No processo o jornalista se comunica com outros jornalistas. As formas de linguagem e texto convergem e por isso que os jornalistas são maioria neste setor. Assessores de uma empresa, uma organização não governamental (ONG) ou de um político por exemplo constroem uma comunicação com a sociedade. Como o jornalismo tem a função de informar assuntos que competem a população, o profissional que trabalha na assessoria  também desenvolve este trabalho. Segundo a jornalista Márcia Prestes, que conhece os dois lados, o do editor nas redações de jornais e a assessoria, o profissional que trabalha como assessor precisa ter três características: agilidade, credibilidade e criatividade, além de estabelecer relacionamento com a mídia.

“É preciso puxar um gancho jornalístico nos releases que são encaminhados para a imprensa, pensar como o editor, o jornalista que está na redação”, afirma Márcia. Para ela o conhecimento sobre o que é notícia e o que importa realmente a sociedade traz o sucesso do assessor de imprensa. É preciso colocar a informação de forma atraente e que diferencie um produto ou serviço para a imprensa selecionar o assunto nas reuniões de pautas. “É bom vivenciar os dois lados para entender exatamente o que o jornalista espera do assessor de imprensa”, complementou.

Para atender bem a atingir os objetivos do cliente o assessor também deve ter um diagnóstico preliminar sobre o que é o assessorado, realizar reuniões para ouvir o cliente e fazer um diagnóstico da imagem do cliente na mídia. Após visualizar as necessidades, ele deve estar atento, prevendo acontecimentos e quadros futuros em relação a empresa e sua imagem perante os stakeholders. Os press kit também vão fazer parte do dia-a-dia das agências de comunicação e assesssores. É uma pasta em que são arquivados todos os dados e informações sobre o assessorado. Pode funcionar como um arquivo ou material de apoio para a imprensa. O jornalista pode também fazer o follow up, ou seja, obter o retorno, por meio de contato direto com as redações, sobre o recebimento e interesse do assunto sobre os press releases encaminhados.

É preciso ficar atento sobre a dinâmica de fechamento dos jornais e evitar entrar em contato com os veículos de comunicação nesses horários. É importante ter todos os dados dos meios de comunicação e um mailing list (lista com nome completo, cargo, editoria, número de telefone, e-mail e endereço) deve ser atualizado sempre que possível. Os assessores de imprensa também são responsáveis pelo media training, um treinamento especifico oferecido para preparar o cliente, orientá-lo quando estiver em contato direto com a mídia. Para mostrar os resultados o jornalista arquiva todas as informações que saíram sobre o seu assessorado em um clipping. Atualmente existem empresas especializadas nesse setor e elas diariamente enviam um relatório de imprensa para o assessor. Além dessas atividades o profissional também irá realizar as entrevistas coletivas e criar espaços entre a empresa e a comunidade.

Maristela Mafei afirma em seu livro “Assessoria de imprensa, como se relacionar com a mídia”, que o assessor de imprensa precisa ter um “tino” de repórter dentro da organização em que vai trabalhar. É por isso que os assessores de imprensa, jornalistas, também dispõem e praticam da mesma ética profissional. Ambos precisam existir para estabelecer uma esfera completa de informações para a sociedade, que espera mais do que produtos e serviços das empresas. As pessoas também querem saber o que a organização faz para a sociedade e quais os valores que estão em seus alicerces.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Perceba e Valorize, duas atitudes que podem mudar o mundo.

Profissionais e profissionais....

O que o mercado de trabalho quer de nós? Será que temos que ser apenas pessoas que resolvem problemas ou operacionalizam funções? E o que é o tal do sucesso na profissão? Estive lendo muito sobre o assunto nestes últimos meses. Conheci várias competências, como resiliência, diálogo, respeito, relacionamento inter e intrapessoal, entre outras tantas que lemos em livros, ouvimos falar e que para alguns ainda é um foco de utopia.

No ambiente de trabalho ainda parecem distante essas tantas qualidades, que misturam um pouco de valores pessoais com valores empresariais. Muitos profissionais apenas levam estas considerações de forma superficial. Dizem fazê-lo mas na prática não é isso que acontece. O dia-a-dia revela um desalinhamento entre atitude e pensamento. É neste ponto que entendo porque faltam profissionais qualificados para atuarem como verdadeiros líderes, seja gerenciando o seu trabalho ou de uma equipe.

Outro ponto importante é o sentimento de reconhecimento e valorização do outro. Ver e sentir as pessoas. Notá-las. Estar presente e perceber ao invés de apenas haver preocupação na entrega de resultados sem que se note o ambiente em que se trabalha. Algumas pessoas se preocupam tanto com o resultado do outro que tiram o foco do próprio trabalho e desempenho. É neste momento que nasce o sentimento do lado negativo de competitividade. É aí, quando essa meleca vira sinônimo de cobiça alheia. que pode prejudicar o andamento do trabalho de toda uma equipe e o próprio desempenho.

Eu acredito nas pessoas e nos bons profissionais que o mercado procura. É preciso excluir modelos mentais que dizem que temos que ser melhores do que os outros. Não é esse o direcionamento que devemos ter. Talvez o que esteja sendo procurado é um novo modelo de cooperação de trabalho, em que eu valorizo o outro e reconheço o momento que chega na história profissional de cada ser humano. Pessoas passam cerca de 8 horas por dia no trabalho. E misturar alegria, desempenho, companheirismo, valores humanos e resultados e metas que se pretende atingir, a qualidade de vida sobe lá em cima e o ambiente de trabalho fica mais leve e tranqüilo, porque as pessoas se valorizam.

Se eu pudesse dizer algo sobre o futuro dos profissionais seria em duas palavras: PERCEBA e VALORIZE. As pessoas possuem muito mais capacidades especiais e únicas do que podemos imaginar!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O JORNALISTA E A TAL DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Olá caro(a) leitor. Começo esta primeira coluna apresentado a área de comunicação empresarial e a função dos comunicadores nas organizações privadas ou públicas. Essa área vem crescendo muito e há grandes possibilidades de estágios e empregos para jornalistas neste setor. As instituições vêm se preocupando cada vez mais com a comunicação interna e externa e a sociedade tem exigido o compromisso social dessas organizações. Nas próximas colunas vou buscar detalhar as atividades, mostrando possibilidades e oportunidades neste ramo do mercado de trabalho.

As funções mais corriqueiras da profissão de jornalista abrangem os veículos de comunicação radiofônicos, televisivos, jornais e revistas impressas e eletrônicas. Mas além dessas áreas de atuação o jornalista dispõe de mais uma: é a chamada comunicação empresarial. Esta é uma das atividades com a qual será possível ter um encontro durante e após a vida acadêmica. E mesmo que não seja diretamente perceptível, estamos o tempo todo vendo a comunicação empresarial. E você vai notar o porquê. Assessores de imprensa de empresas privadas ou públicas estão em constante contato com os veículos de comunicação. As empresas também precisam se comunicar com a sociedade e mostrar os trabalhos que promovem o desenvolvimento social. Não é propaganda de graça, como dizem, mas são assuntos que interessam as pessoas e que permitem romper barreiras entre o setor empresarial e a sociedade. É um diálogo constante entre empresas e jornalistas, que são a ponte entre este setor e a sociedade. Muitas das matérias que vemos em jornalismo são pautadas por jornalistas, comunicadores empresariais, que dispõe das informações que são importantes para a sociedade e que vem das organizações. É a empresa mostrando o que fez, faz e pode fazer para as pessoas. Mas o comunicador empresarial não está apenas em empresas privadas. Organizações não-governamentais (ONGs) também necessitam de comunicadores para auxiliar nesta ponte entre empresa/sociedade. E essa ação também faz parte da área de comunicação empresarial.

Tudo é uma questão de público-alvo na comunicação. O jornalista, independente da área de atuação, atende a uma demanda de público, os chamados “stakeholders”. Quando se escreve para uma revista ou se produz um telejornal é preciso pensar para quem está se querendo comunicar. As empresas também possuem seus stakeholders e eles precisam de informações sobre o que acontece dentro e fora da organização. São os seus colaboradores, fornecedores, acionistas e a sociedade para a qual produzem determinado produto ou serviço. Isto quer dizer que para tratar de questões internas e externas temos na empresa os chamados comunicadores empresariais. Profissionais de Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Jornalismo trabalham juntos no alinhamento de estratégias de comunicação nas organizações. Todas as ações são trabalhadas em convergência com os valores e missão organizacional. As notícias institucionais seguem a mesma característica do texto jornalístico e precisa ter clareza, simplicidade e objetividade. Com uma primeira dica e estréia da coluna sugiro a leitura de dois livros: “Comunicação Empresarial” e “Assessoria de Imprensa: como fazer”, ambos de Rivaldo Chinem.

Aguardo sugestões ou dúvidas sobre o tema através do email vanessadasko@gmail.com. Até a próxima!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Confira as dicas para otimizar seu tempo

Fonte: O Globo Online


Torne-se mais produtivo em seu dia-a-dia usando as dicas de gestão de tempo elaboradas pela consultora de Marketing Pessoal, Maura Cruz Xerfan:

1- Ao final de cada dia, limpe sua mesa e já planeje as atividades do próximo dia.

2 - Faça seu "to do list" e determine o tempo que irá utilizar em cada atividade

3 - Destaque as prioridades e comece por elas

4 - Considere imprevistos em seus planejamentos

5 - Comece pelas tarefas mais entediantes e desgastantes, pois você está com mais energia

6 - Estabeleça prazos e conte com ajuda da tecnologia para ser "despertado" dos horários importantes

7 - Tudo deve ter horário reservado. Retorno de ligações, e-mails, pausas de café, conversas com a equipe, descansos. Só não estão previstas as emergências (verdadeiras).

8 - Aprenda a dizer não. Nem sempre abraçar o mundo é sinônimo de competência e pode muitas vezes fazer sentir-se fracassado pela sobrecarga e não cumprimento dos prazos.

9 - Termine o que começou. Sempre que interrompe algo, requer mais tempo nos recomeços. Concuir trabalhos iniciados sempre que possível é um mode de evitar o retrabalho.

10 - O stress muitas vezes é gerado pela ansiedade de não ter realizado tudo que planejou, por exemplo. Assim, se você conclui o que começou, diminui a probalidade de entrar neste furacão de emoções de não realização que o (a) conduz à fadiga. Assim, evite deixar para manhã o que pode ser feito hoje.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O que gera o valor na comunicação interna nas empresas?



Por Vanessa Dasko

Antes de buscar entender o que poderia ou não gerar valor na comunicação interna de sua empresa é necessário conhecer o que realmente é a comunicação interna, suas formas e quais são as ferramentas que podem ser utilizadas. Nem sempre o que achamos que se trata do assunto pertence a categoria de fluxo de informações internas.

Temos que considerar que comunicação interna não se limita apenas a noticias da empresa, ou seja, um boletim informativo ou um jornal-mural. Estas são apenas duas das formas que encontramos. Mas existe a comunicação entre pessoas, entre departamentos, comunicação de normas e procedimentos e alinhamento de fluxos de rotina. Sempre que a empresa pensar em alinhar comunicação interna com estratégia é preciso também saber quais são as metas da empresa, sua missão e valores e a partir daí iniciar um estudo interno para entender o que colaboradores, cargos de baixo e alto escalão pensam e sentem da comunicação.

Comunicação de procedimentos e normas não é tão simples quanto parece e as formas de preferência de recebimento do material podem variar com o perfil deste ou daquele departamento ou funcionário e necessidades que precisam ser comunicadas. Não é viável você comunicar algum procedimento interno de compras para pessoas que não necessitam realizar este serviço e portanto recebem esta ou aquela informação apenas para encher a sua caixa de email ou pagina inicial da intranet. É importante neste sentido alinhar novamente o que já foi citado no texto da semana passada: ação e discurso. Pensar que se faz comunicação eficaz não é o mesmo que realmente fazê-la.

O que pode ajudar neste processo de comunicação e facilitar diretamente os fluxos internos são ferramentas que possibilitem a promoção de notícias por filtros de interesse profissional ou departamento de trabalho. Muitas empresas, principalmente as maiores, utilizam estratégias de filtro por interesse para evitar aquele batalhão de informações desnecessárias e que geram sensação de bagunça informacional. A intranet e as novas tecnologias utilizadas em e-mails coorporativos podem ajudar neste ação. O importante é evitar aquele grande número de informações que são desnecessárias para todos e valorizar aquelas que realmente são necessárias para todos.

E o que realmente é uma necessidade para todos e o que é uma necessidade de departamento ou individual? Todo esse fluxo deve ser alinhado entre alta gerencia e o setor responsável pela comunicação social. Não é tão simples definir uma comunicação ampla e outra comunicação personalizada. No entanto, se identificado essas necessidades o fluxo de comunicação institucional pode melhorar e otimiza-se tempo com mensagens que não são relevantes para todo o publico interno de uma organização.


Vantagens de uma comunicação interna:

• Os funcionários de uma empresa são os principais formadores da sua imagem e por isso é necessário uma atenção especial para a comunicação interna

• Quanto mais esclarecida for a empresa sobre o seu papel social, mais apta estará a informar.

• A comunicação possibilita a coerência entre discurso e ação, alinhando os objetivos dentro e fora da organização.

• Permitir a compreensão de uma visão sistêmica por parte dos colaboradores

• Promove uma maior integração

• Otimiza custos na empresa.