sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Preconceito.......Desleixo Social...!

O Brasil é o país rico no concretismo de sua paisagem e pobre no abtrato do connhecimento

Até onde o preconceito neste país vai chegar? Quando é que as pessoas deixarão de ser hipócritas o suficiente para assumirem que no íntimo são preconceituosas?

Curitiba, um dia do mês de dezembro, pegava um ônibus em um dos terminais mais movimentados da capital. Como de costume, as pessoas entram no ônibus evitando olhares e eis que sentam três meninos, de roupa simples, calçando chinelos. Em seguida, uma mulher grávida de aproxima, mas logo se afasta, procurando bancos “preferenciais”. O motorista, em sua função de funcionário, com mínima delicadeza possível pergunta aos meninos se não vão ceder lugar para a mulher com o filho no colo e faz um comentário que poderia custar a sua vida naquele momento – afinal, as pessoas são imprevisíveis em seu intimo! “Aposto que nem pagaram a passagem, são daqueles!”. Na ocasião, todos ficaram parados, observando a cena como se fosse indiferente ao social. Os meninos, humildemente confirmar que sim, pagaram a passagem. E mais uma humilhação diante de nós. O menino é levado pelo motorista até o guichê, onde o pagamento da passagem é realizado, para confirmar o discurso. Educados e mal vestidos, se é assim que a sociedade os julgou, os meninos mantiveram a postura de educação todo o tempo. Nesta história, o preconceito estava na cara de todos. Alguns revoltados, outros nem tanto, outros indiferentes e ainda tem os que taparam os olhos, boca e ouvidos diante da situação.

Esta provado que a aparência é o julgamento do próximo e vivido na pele a humilhação, sabemos do que se trata. Brasil, o país do OBA OBA, o país da liberdade completa, em que existem leis desrespeitadas é também o país em que o cidadão não conhece os seus direitos, é um país ainda repleto de preconceito, de desleixo social. Rico em concretismo da paisagem e pobre no abstrato do conhecimento...

domingo, 28 de outubro de 2007

Comunicação Interna - Revista Institucional

Como já foi dito anteriormente, as empresas estão cada dia mais investindo em estratégias de comunicação interna e externa. Assim, a REVISTA INSTITUCIONAL é uma dessas estratégias de comunicação. Vou discorrer um pouco sobre o que é uma revista institucional, qual a sua finalidade na empresa e em que especificamente auxilia na comunicação empresarial.
A Revista Institucional pode ser uma estratégia de comunicação interna (endomarketing) ou de comunicação externa. Isto porque este tipo de comunicação pode estar tanto direcionado para o público interno como externo. A revista institucional é aquela que informa sobre a empresa, sobre o nicho mercadológico em que esta se situa. É através da revista que a empresa irá trabalhar com a comunicação interna e informação para todos os membros da organização. Como sabemos, para uma comunicação eficaz, a departamento de comunicação deverá levantar toda a história da empresa, conhecer quais foram os objetivos desta e quais são eles atualmente.
Francisco Gaudêncio Torquato, em “Comunicação Empresarial/Comunicação Institucional – Conceitos, estratégias, sistema, estrutura, planejamento e técnicas.” Explica-nos o que para ele são características das publicações internas:

"As publicações organizacionais se propõem a combater o desconhecimento a respeito da empresa e promover a integração entre os públicos ligados à ela, ao mesmo tempo que pretendem projetar a empresa para internamente assegurar a boa produtividade e externamente aumentar as vendas, e conseqüentemente, os lucros.Esse é o objetivo finalista, pois as empresas conseguem atingir muitos outros tipos de objetivos intermediários com suas publicações. Internamente por exemplo, as publicações fortalecem o espírito de solidariedade e promovem certos ideais(estimulo, companheirismo, ensinamentos, dedicação, etc). Externamente, as publicações projetam a boa imagem da empresa, mostrando a sua organização seus produtos, sua qualidade suas técnicas. Tanto num caso, como em outro as empresas usam as publicações como veículos de comunicação instrumental para a conquistado seu maior objetivo: o lucro. (TORQUATO, pg 119)"

Para obter o lucro, a empresa precisa da colaboração de todos os membros da organização. E a comunicação será um processo básico e fundamental para que se atinja este objetivo maior. É preciso pensar a comunicação para beneficio do público interno e externo. A revista institucional é um meio de informar o que acontece no ambiente empresarial e motivar os funcionários, para que o crescimento da empresa seja cada vez mais visível por todos os seus stakeholders (públicos alvo de uma organização). A informação deve ser clara e objetiva e conter o necessário, que varia de empresa para empresa, devido as diferentes culturas organizacionais que predominam nas organizações. Junto com os profissionais de comunicação, muitas vezes psicólogos também participam do desenvolvimento de um meio de comunicação interna como a revista, isto porque este veículo além de informar, pode alterar o comportamento organizacional.

sábado, 27 de outubro de 2007

"Comunicação para a produtividade"

Segundo Eduardo Pinto, em "Comunicação para a produtividade, o que você tem a ganhar com a comunicação empresarial" estabelecer metas e políticas de comunicação é um processo complexo que exige conhecimento aprofundado da cultura de uma empresa, e de todos os processos internos e externos que regeram ao longo da historia da organização. Os principais objetivos a serem perseguidos por um setor de comunicação empresarial são:
  • Estimular os diversos públicos no sentido de obter a compreensão e aceitação das atividades desenvolvidas pela empresa e para a realização de seus planos e programas;
  • Assegurar que a política e as ações da empresa levem em consideração a reputação e a credibilidade que ela deseja preservar;
  • Organizar uma atividade sistemática para interpretar e comunicar à empresa as idéias e opiniões de todos os públicos sobre suas atividades

Continua.......

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Comunicação Interna e a prevenção de crises internas em empresas e instituições

A comunicação interna tem papel fundamental nas organizações. É através desta ferramenta que as empresas podem comunicar o que esta acontecendo interna e externamente com a organização como um todo. De maneira simples e eficaz, com uma comunicação direta e sem desvios, o funcionário é valorizado, e informado sobre a sua empresa. Entende os objetivos empresarias que movimentam o nicho mercadológico da empresa em que trabalha. Equilibrando-se os objetivos da empresa e o dos funcionários, através da comunicação, muitas crises internas, como greves e funcionários desmotivados podem ser evitados. Sabemos através de grandes teóricos da comunicação empresarial e comportamento organizacional, a necessidade dos membros de uma organização estarem informados sobre os processos da empresa e se sentirem parte da organização. Quando os dirigentes de uma empresa entendem essa dinâmica, faz-se necessário a aplicação de um método que pertence a área de relações públicas e que denomina-se comunicação interna. Boletins mensais, informativos, revistas internas e murais são algumas estratégias que podem ser utilizadas.
Engana-se quem pensa que fazer comunicação interna é apenas possuir um mural na empresa, atualizando-o de vez em quando ou enviar boletins internos, sem a mínima percepção do que o funcionário espera da comunicação de sua empresa. Sabemos que a comunicação deve ser um processo de duas vias, e deve acontecer de maneira recíproca. A comunicação interna só será eficaz na prevenção de crises internas a partir do momento que ela deixar de ser utópica para todos os membros da organização. A comunicação precisa incluir a transferência e a compreensão da mensagem. Ela deve existir de maneira bilateral e ser mantida por um meio de comunicação periódico que poderá ser desde um informativo mensal a uma revista interna.




Segundo Stephen Robbins, a comunicação tem 4 funçõe básicas: controle, motivação, expressão emocional e informação. A comunicação pode ser entendida como um processo ou fluxo. Os problemas ocorrem quando acontecem desvios ou bloqueios nesse fluxo. Antes que a comunicação se realize, é necessário um propósito, expresso em forma de mensagem a ser transmitida. Ela vai passar de uma fonte (o emissor) para um receptor. A mensagem é codificada (convertida em um formato simbólico) e transmitida através de uma mídia (canal) ate o receptor, que o traduz (decodifica) a mensagem iniciada pelo emissor. O resultado é a transferência de um significado de uma pessoa para a outra.




segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um pouco sobre Comportamento Organizacional

O comportamento organizacional atinge três níveis básicos em qualquer empresa. Eles são análogos e cada nível é construído sobre o nível anterior. O primeiro nível é aquele que podemos denominar de nível individual, seguido do nível do grupo e indo até o nível dos sistemas organizacionais. Dentro da organização existem as variáveis dependentes no comportamento organizacional, uma resposta que é afetada por uma variável independente que resulta de alguma mudança na variável independente.

Variáveis dependentes:
  1. Produtividade
  2. Absenteísmo
  3. Rotatividade
  4. Satisfação com o trabalho

Variáveis Independentes:

  1. Comportamento individual
  2. Comportamento do grupo
  3. Comportamento Organizacional

O que deve acontecer em uma empresa é um equilíbrio entre estas variáveis, para que os níveis de entendimento entre objectivos da empresa e objectivos individuais se igualem, para que todos trabalhem com o mesmo propósito: crescimento e desenvolvimento empresarial. Sabemos que as organizações bem-sucedidas são aquelas que colocam as pessoas em primeiro lugar. Microsoft, Motorola, Intel, Lincoln Eletric são algumas empresas que utilizam dessa estratégia: as pessoas em primeiro lugar. A qualidade de pessoas que estas empresas são capazes de conseguir e manter é o que as diferencia de outras instituições do mesmo nicho mercadológico.

Ações dessas empresas:

  1. valorizam a diversidade cultural (raça, faixa etária ou seco)
  2. Elas são amigáveis a família. (horários flexíveis de trabalho e instalação de creches)
  3. Investem no treinamento de seus funcionários, garantindo a capacitação deles e aumento o nível de qualidade dos serviços
  4. Fortalecem os funcionários, a autoridade e responsabilidade são transferidas para os níveis mais baixos da estrutura da organização.

Todas essas ações resultam em funcionário mais produtivos e satisfeitos. Eles se dispõem a diversos esforços para que o seu trabalho seja realizado da melhor maneira possível.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Campanha Nacional de Valorização da Profissão de Relações Públicas


2 de Dezembro foi o dia escolhido para encerramento da campanha


Visando o fortalecimento do Dia Nacional das Relações Públicas, a coordenação da campanha escolheu o dia 2 de dezembro de 2007 para a realização do evento de encerramento da campanha nacional, que pretende, com a ação, revitalizar esta que deve ser considerada pela categoria como a data mais importante do calendário das relações públicas no Brasil. Vale lembrar que essa será a segunda vez que a campanha nacional fará menção ao dia. A primeira foi quando instituiu como distinção máxima do Prêmio Relações Públicas do Brasil a Medalha Dois de Dezembro.
O evento de encerramento da campanha ainda não tem local definido para acontecer, mas já está sendo planejado e pretende contar com a presença de estudantes e profissionais área, bem como de representantes das principais entidades representativas de classe, autoridades da área e imprensa nacional.



Texto extraído do site: http://www.rp-bahia.com.br/orgulhodeserrp/20/index.htm em 19/10/2007

O simbolismo e a cultura da empresa: dos abusos conceituais às lições empíricas


Omar Aktouf em: O simbolismo e a cultura da empresa: dos abusos conceituais às lições empíricas contesta os abusos conceituais e o modismo da utilização do termo cultura de empresa ou cultura organizacional nas organizações. O termo cultura de empresa ou cultura organizacional começou a ser assim denominado a partir da década de 70 e desde então é alvo de constantes pesquisas, estudos, publicações sobre o assunto. Mas muitas empresas dizem possuir uma cultura organizacional confundindo o real significado do termo e de suas ramificações como cultura, mitos e símbolos. O próprio termo cultura remete a uma série de questões que se relacionam com o que denominamos materialidade e imaterialidade. Ou seja, a cultura designa de fatos concretos vividos e representações/símbolos. Assim sendo a cultura organizacional não é somente um processo de gerenciamento, mas sim um conjunto de práticas sociais materiais-imateriais. Somente os diálogos, os discursos dos dirigentes de nada servem sem o aspecto vivido pelo funcionário no dia-a-dia da empresa.
Sabemos através de estudos realizados por diversos autores como Ouchi, Deal e Jennedy, Pascale e Athos, Schein, dentre outros, que a empresa pode ter ou ser um cultura. Esta rede de autores e pensadores da cultura de empresa, Aktouf denomina de corrente dominante (main stream). Para esta corrente, os mitos, símbolos, heróis, modelos são alguns elementos que fazem a cultura de uma empresa e que lhe imprimem valores e símbolos, mas para Aktouf, eles são vítimas de interpretações abusivas no que diz respeito a teoria e conceitos fundamentais da antropologia e da realidade das empresas e à maneira de utilização do termo em instituições atuais (uma modismo de emprego do termo e uma falta de compromisso com seus reais princípios, objetivos).
Para darmos início aos abusos conceituais contidos no texto podemos citar o exemplo de Elliot Jaques, que produziu uma definição de “cultura de empresa”, que segundo Aktouf é um abuso conceitual da palavra cultura. Para Elliot, a cultura de empresa seria “o modo habitual de pensar e agir”, “que deve ser aprendido e aceito” e que é “mais ou menos compartilhado por todos os empregados da empresa”. Assim, Elliot considera a cultura apenas como um conjunto de hábitos e uma socialização geral entre os membros da organização (direção e administrativo). Trata-se de uma definição muito superficial de cultura. Cultura é muito mais vasto, é inscrita profundamente nas estruturas sociais, na história no inconsciente, na experiência vivida e no vir a ser coletivo humano, para ser tratada de maneira tão trivial, como uma variável dependente cujos fatores podem ser isolados, medidos, tratados e construídos.
O que Aktouf nos alerta e contesta é para um modismo do termo cultura organizaional, aplicado muitas vezes em organizações que não tem o costume de respeitar os seus funcionários na maneira como estão definidos em normas, crenças e valores falados pelos dirigentes e descritos em missão e objetivos de uma organização abusando do termo de cultura organizacional. Como vai ser possível então construir em uma organização com princípios de falso emprego do termo “boa” cultura organizacional, uma identidade coletiva? Seria mais um abuso conceitual para Aktouf se eu considerasse esta sentença como uma futura realidade, por que isto não será possível em nenhum momento da história de uma organização. É impossível construir uma identidade coletiva com discursos e nenhuma ação, resultados presentes na vida dos membros da organização.
A cultura organizacional, ou a cultura de empresa é conseqüência dos valores e crenças de seu dirigente-fundador. São os esforços desta pessoa que a princípio construirão a história e darão inicio aos mitos de uma organização. O que acontece atualmente são construções de possíveis heróis e mitos, para os objetivos de uma empresa sejam seguidos por todos e interpretados de maneira recíproca entre os membros da organização. Ou seja, os dirigentes possuem um papel importante desde o surgimento de uma organização e isto Aktouf defende, mas contesta a criação de mitos, falsos heróis, dirigentes distantes dos funcionários da empresa que não são “sinônimos” de uma boa cultura organizacional e está longe das definições mágicas dos autores da corrente dominante.
Dizer que uma empresa possui uma cultura organizacional boa é fácil, mas deve-se levar em consideração que uma boa cultura de empresa não somente descreve as suas possíveis ações, mas sim possuem dirigentes que compartilham a vida da empresa com os outros funcionários, que não existe uma diferença entre os membros da organização e que as ações são realmente compartilhados por todos e existe um senso comum e uma identidade coletiva. Deve-se levar em consideração também que além dos dirigentes, as pessoas da empresa também constroem a história e fazem a cultura, a renovam, a mudam. De nada vale possuir mitos construídos e heróis mistificados e ainda a vida na organização não comportar o que é dito pelos membros-dirigentes. O dia-a-dia na empresa não é coerente com os reais valores citados em discursos cheio de teorias e vazios de atitudes.
Através de estudos participativos em empresas, Aktouf relata justamente estas posições citadas. Para o funcionário, mais importante do que ouvir os discursos da administração sobre a cultura organizacional em sua empresa é ter nas experiências vividas na um bom posicionamento e respeito entre eles e a direção.
Dos 4 exemplos empíricos citados por Aktouf, somente um apresentou características mais próxima do que a corrente dominante chama de “boa cultura de empresa”. A empresa é especializada em “papel e pasta de papel” e esta presente em suas fábricas no Leste de Quebec. Os dirigentes possuem uma relação intensa com os membros da organização. Apesar de ser uma empresa com 2.000 funcionários, não existiam discursos sobre a cultura organizacional. O empregado é visto como responsável e um colaborador na empresa. Apesar de não existirem discursos sobre a cultura da empresa, ela existe e é uma cultura que mais se aproxima das denominações da corrente dominante (boa cultura organizacional).
Além do abuso geral do uso do termo boa cultura organizacional pelas empresas (utilização do termo por partes dos dirigentes, sem o real compromisso com o significado), existe a questão de mito, que é um dos elementos construtores da cultura de empresa. O mito, em sua significação, deve ser uma história verdadeira que ao longo do tempo caracteriza a instituição, pois é através dele que surgem as crenças, ritos, valores, símbolos. Mas o que acontece muitas vezes é o abuso do termo mito, ou seja, o mito deveria ser verdadeiro, porém o que acontece é a criação deles ou confusão do termo com lendas, sagas, contos, histórias, anedotas. Ou seja, são histórias inventadas ou distorcidas para beneficiar os proprietários e dirigentes da empresa. Os funcionários não são ingênuos a ponto de não perceber que o que se reflete na empresa não são estas considerações dos dirigentes. O mito coloca em cena heróis míticos, sobrenaturais. Mas a realidade da empresa apresenta outras características, sendo assim considerado um abuso conceitual do termo, dentro das considerações sobre cultura organizacional citadas por Aktouf..
Aktouf conclui que a cultura organizacional é uma porta de emergência para os gerentes ocidentais e que pode tirar proveito das irregularidades que caracterizam as sociedades industriais, possuindo assim um auxilio fundamental no crescimento da empresa. Ou podemos apenas ter o ditame do que Aktouf denomina “engenheiros fabricantes de cultura”. Se a materialidade escrita não estiver de acordo com a experiência vivida nas práticas sociais da empresa não irá existir uma boa cultura organizacional e sim uma cultura imposta e viva apenas em discursos da alta administação. Se não houver uma verdadeira cooperação entre dirigentes e dirigidos e a utilização do termo cultura organizacional seja apenas para se dizer que a empresa esta de acordo com os parâmetros atuais, o que esta em moda...em questão de gestão não passarão de mitos...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Comunicação

A comunicação hoje esta sendo mais valorizada pelas empresas. Isto porque os gestores perceberam a necessidade de ouvir o cliente, colocá-lo em primeiro lugar quando de fala em crescimento e desenvolvimento da organização. Uma empresa que só se preocupa com os lucros é uma empresa falida.
Assim, muitas são as estratégias utilizadas pela empresa para manter esse contato constante com os seus clientes. Não é a toa que muitas empresas utilizam as práticas de Relações Públicas, Jornalismo e Publicidade para atrair ainda mais os seus públicos-alvo.
Mas além dos clientes, existe também os funcionários, que são os que constroem a empresa. Pensando neles e nos clientes, a empresa utiliza a comunicação institucional.
Mas afinal, o que é a Comunicação Institucional?
Podemos dizer que ela é um conjunto de estratégias (marketing, relações públicas, publicidade) que a empresa utiliza para se comunicar com os seus diversos públicos e expor as suas metas, objetivos, ser reconhecida como socialmente responsável e de qualidade. Os Serviços de atendimento ao cliente fazem parte dessas estratégicas, bem como as assessorias de imprensa. Dentro da empresa, podemos citar as estratégias que se relacionam com endomarketing, comunicação interna (jornais, informativos), relaçoes públicas.
Enfim, podemos concluir que a comunicação institucional é abrangente, pois converge todas as práticas de comunicação possíveis para que a empresa se desenvolva interna e externamente. Todas as pessoas envolvidas com a empresa, isto é, desde os seus funcionários, aos consumidores, devem estar informados sobre o que é a empresa e o que ela faz no nicho mercadológico em que trabalha.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Estudo de Caso: SAC e Grupo Pão de Açucar. Longo, mas vale a pena!

Valéria de Siqueira Castro Lopes, em “Cultura e comunicação na relação entre empresas e consumidores” nos explica que a partir dos anos 90, devido a abertura do mercado nacional, globalização e criação do Código de Defesa do Consumidor, as empresas perceberam a necessidade de adaptação aos novos parâmetros mercadológicos. Partindo-se desta promissa podemos citar o surgimento do SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente – como uma estratégia importante na relação entre empresa/consumidor, um auxílio primordial na comunicação direta com o público, prevenção de conflitos e melhoria de produtos e serviços. Valéria pontua, segundo a teoria de Zulzke (1992:73-9) que o SAC poderá exercer duas funções: a estratégica e a tático-operacional.
Podemos exemplificar uma dessas funções através do estudo de caso do Grupo Pão de Açucar. Em 1993, a grande rede de supermercados preferiu o serviço da figura do ombudsman ao SAC tradicional, impessoal. Segundo Valéria, o serviço personalizado do ombudsman faz parte de uma das funções do SAC que Zulzke define como estratégica. Nesta função, o SAC interage fortemente com o meio externo e interno, ajuda nas tomadas de decisões e processos de mudança. O cliente é ouvido de maneira personalizada e suas reivindicações analisadas, levadas em consideração pela empresa. É por este viés que o Grupo Pão de Açucar lida com os relacionamentos entre empresa e consumidor. As informações são recebidas através dos diversos meios de comunicação (cartas, telefones e internet), os problemas são analisados e solucionados, o cliente sempre recebe uma resposta. Após este processo, o ombudsman ainda entra em contato com o cliente para saber o seu grau de satisfação, possuindo assim um elevado compromisso com a opinião pública. Esta é a função estratégica, que pode incluir além do ombudsman, profissonais de auditoria, agentes de mudanças e radar. Segundo as descrições de Valéria, a função tático-operacional apenas mantém um Serviço de Atendimento ao Cliente e esta voltado mais para o ambiente externo, ou seja, é uma maneira de fidelizar o cliente, mas não se estabelecem mudanças na empresa ou em seus produtos e serviços à partir das sugestões ou reclamações dos consumidores e muitas vezes não há respostas, posições por parte da organização.
Vera Giagrande, responsável pela comunicação e personalização do ombudsman do Grupo Pão de Açucar, classifica o seu trabalho como “reativo e pró-ativo”. Segundo a tipologia de Ernest, uma empresa é considerada reativa quando possui um comportamento organizacional voltado para responder ao estímulo do ambiente externo, e pró-ativa, quando a empresa se adapta rapidamente ao meio ambiente. Assim sendo, o Grupo Pão de Açucar se encaixa na teoria de Ernest, por apresentar facilidade em adaptação ao ambiente externo e mudanças. A empresa poderia ainda ser classificada como participativa, porque possui uma forte comunicação e ainda é suscetível na maneira de lidar com as necessidades de seus consumidores.
Gruning e Hunt, autores citados por Valéria, desenvolveram uma pesquisa em organizações americanas para analisar como eram as práticas de Relações Públicas adotadas por estas instituições. Estes teóricos estabeleceram modelos de Relações Públicas, classificando-os, de acordo com o tipo de comunicação entre empresa e consumidor que se estabeleciam: assimétrico ou simétrico de duas vias. O Grupo Pão de Açucar, segundo estas considerações, pertence ao modelo simétrico de duas vias. Isto porque existe um equlibrio entre empresa e consumidor e um entendimento mútuo entre os dois, através de um modelo de função estratégica de SAC, o ombudsman. O modelo simétrico de duas vias é considerado o modelo ideal de Relações Públicas, pois ao mesmo tempo em que mantém um entendimento mútuo entre empresa/consumidor, procura administrar possíveis conflitos entre ambos. Para todos estas teorias descritas acima existe um motivo promordial na empresa que faz com que ela adote certos comportamentos institucionais. É o que chamamos de “Cultura Organizacional”. Segundo Chiavenato, cada organização possui características próprias, cultura e sistemas de valores próprios, que determinam os sistemas de infomação e os procedimentos do trabalho. Estes são elementos que constituem a cultura organizacional. Para Freitas, a cultura organizacional passa a ser abordada como algo que a organização é ou como algo que a organização tem. Partindo dessas considerações, Valéria conclui que existem dois tipos de relação com o consumidor e que são consequências diretas da cultura organizacional da instituição. A primeira é a verificada no Grupo Pão de Açucar, empresa com cultura organizacional que valoriza o consumidor, que se relaciona com seus clientes comercial e institucionalmente, atende as expectativas e necessidades deste público. Já o segundo tipo de relacionamento é aquele em que a empresa não é suscetível ao consumidor e mantém um relacionamento de cárater comercial apenas. Pode ainda existir empresas que se encontram em transição nestas duas características, pois estão sofrendo o processo de mudançca para as novas exigências de seus clientes e adaptação aos novos parâmetros mercadológicos. Portanto, a análise de “cultura organizacional” também passa pelo estudo dos Serviços de Atendimento ao Cliente, pois é este o meio mediador entre empresa e consumidor. O que determina então a identidade positiva (explicada pela satisfação dos clientes) do Grupo Pão de Açucar é a maneira suscetível de sua cultura organizacional, que ajuda a manter essa relação estreita entre empresa/consumidor, mantendo o equilíbrio mútuo entre as partes. A maneira como a empresa se adapta as exigências do ambiente externo, integra os membros da organização e lida com conflitos é consequência de sua Cultura Organizacional que também reflete em grande parte em como o SAC é administrado pela organização, e mantém as relações entre empresa/consumidor.

Artigo: Brasil, leis e maioridade penal.

O Brasil pode ser considerado o país da impunidade?
Esta foi a pergunta divulgada pelo “Jornal do SBT”, apresentado por Carlos Nascimento, em 12/03/2007 e que contou com a participação ao vivo de telespectadores de todo o país. Todos os participantes, sem exceção, responderam que o Brasil é o país da impunidade. Cada um apresentou motivos e justificativas através de questões jurídicas, sociais e culturais, ao considerarem falhos esses fatores pré-julgados pela sociedade. Contudo, as respostas mais pertinentes foram as interligadas ao sistema brasileiro de leis. Quando uma pesquisa como esta é apresentada por um meio de comunicação influente no Brasil, é preciso repensar criticamente o que leva a população brasileira a refletir de forma negativa as leis no país.
Podemos exemplificar a confusão jurídica que acontece no Brasil através de um crime hediondo cometido por menores infratores, isto é, adolescentes menores de 18 anos que não podem ser punidos por crimes como os demais considerados adultos e cientes de seus atos. O caso do assassinato brutal do pequeno João Hélio no Rio de Janeiro serviu mais uma vez de estopim para as discussões e renovações nos projetos de lei no Brasil. Tratando-se desse assunto, de acordo com Elaine Aguillera, da Redação Terra, são doze os projetos de lei e 27 emendas que tramitam na Câmara dos Deputados para alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas e a redução da maioridade penal diminuiria a criminalidade no Brasil? Certamente que não, mas seria uma espécie de alavanca para se chegar a “raiz” das causas primordiais do aumento de infratores que cometem delitos dia após dia nos arredores deste Brasil. Através de uma pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, de Minas Gerais, divulgada em 2003, podemos constatar que a população em sua maioria esta a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. Dos entrevistados, 88% apoiaram uma reforma nas leis.
Diversos países já adotaram a maioridade penal para 14 anos. É o caso do Japão, Itália, Rússia e Egito. Três países da América do Sul permanecem com os 18 anos. O Brasil, a Colômbia e Peru ainda insistem no antigo sistema.
Acredito que os problemas relacionados à criminalidade no Brasil envolvendo menores infratores estejam primordialmente ligados na inserção de qualquer adolescente na família e na escola. Segundo pesquisa do Governo Federal, 96,6% dos jovens que cometeram algum delito não concluíram o Ensino Fundamental. A psicóloga Maria Delfina trabalhou com jovens de Santos e confirmou isso em uma de suas pesquisas e constatou que a maioria dos menores infratores possuíam renda mensal na faixa de 1 a dois salários mínimos.
Os senadores e deputados responsáveis pela elaboração e aprovação de novos sistemas de leis deveriam levar em consideração o rumo que a justiça está levando com o famoso “jeitinho brasileiro”. A falta de seriedade no sistema jurídico brasileiro leva milhares de pessoas a desacreditarem nas leis no Brasil, inclusive eu. A maioridade penal no Brasil só poderia ser aprovada se o país contasse com um número razoável de profissionais capacitados para auxiliarem no julgamento de crimes hediondos para a punição justa e severa nestes crimes. Do contrário, um adolescente que comete um furto simples ao supermercado não pode e nem deve ser julgado como um menor que acaba apresentando um perigo para a vida alheia ou ameaça a esta. Através de um trabalho sério da analise psíquica social do menor infrator e a gravidade de um crime cometido, a maioridade penal no Brasil poderia ser reduzida a 16 anos. Porém, o sistema brasileiro ainda é falho e está longe de alcançar este maturidade jurídica, principalmente porque no Brasil muito se fala e pouco se faz.
Enquanto a maturidade não alcança a população brasileira e nem os nossos governantes, a maioridade penal fica em discussões no Brasil, desde a proposta de emenda à Constituição nº20, de 1999, do Senador Romero Jucá que permanece aos dias atuais no Art.228 da Constituição Federal. Mas como diz o ditado: A justiça tarda, mas não falha. No Brasil fica a seguinte dúvida: Será que até provérbios são motivos de piada???

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

As artes e o Cinema utilizados nas propagandas

  • O mundo publicitário precisa sempre estar ligado em todas as questões da atualidade e usar da boa criatividade e jogadas de marketing para que a campanha, propaganda, publicidade se torne eficaz na divulgação de alguma espécie de serviço, empresa, organização. Aí vai uma resenha sobre as artes e o cinema utilizados nas propagandas e exemplos de campanhas institucionais utilizando estes meios de comunicação.



Hoje, a publicidade tenta encontrar maneiras de atrair ainda mais os seus públicos-alvo, clientes promissores e fieis. É preciso mais que criatividade, é preciso prender a atenção do cliente e focar ele em seu produto. É preciso chamar a atenção.
Muitas empresas, agências de publicidade já estão utilizando as artes e o cinema em suas produções. Isto porque a propaganda pode se tornar mais familiar e chamativa para os seus diversos públicos. Juntar a criatividade, com a técnica, arte e cinema pode dar uma excelente mistura se tratando de publicidade e marketing. A arte vai desde o uso de diversos estilos de embalagens inspiradas em pinturas, até casos de jogos de video game. Quem aqui não vai se lembrar de uma das últimas campanhas realizadas pela Coca-Cola, maior indústria de refrigerantes do mundo? Ela se inpirou em um jogo denominado GTA. Muitos adolescentes jogam o GTA e sabem que o principal personagem do jogo não age corretamente. É um jogo de ambiente urbano, em que diversas estratégias são utilizadas, como roubo de carros, rachas e muito mais. Mas o que a Coca-Cola fez foi inverter a posição do GTA. Em vez de o protagonista ser mal, ele é bom e ajuda as pessoas na rua, pega a bolsa que foi roubada da pobre velhinha e devolve em suas mãos. Enfim, ele toma Coca-Cola e só pratica ações positivas. Foi sem dúvidas uma excelente jogada de marketing.
Podemos destacar também o uso das artes nas propagandas. É o caso da marca Bombril, que utiliza o quadro de Leonardo da Vinci, Monalisa, para deixar a sua propaganda ainda mais chamativa. Foi utilizado o slogan: Mon Bijou deixa a sua roupa uma perfeita obra prima. Devemos lembrar que Leonardo da Vinci foi um dos maiores pintores renascentistas da história das artes.


Os filmes também são muitos utilizados quando se fala em produção de propagandas. A marca Close-up, de pastas de dente, se inspirou em X-men para produzir uma de suas campanhas. As novas pastas de dente Close-up Fire e Close-up Ice foram inspiradas em personagens e poderes que os X-men possuem. Existe um vídeo na internet da belÍssima campanha, que utilizou não somente o vídeo, mas também outddors e nova embalagem.

Outro caso que podemos citar é o da propaganda de um novo modelo de carro da Volkswagen, o Golf. A empresa produziu um vídeo com cenas baseadas em um filme que ganhou 6 Oscars, o “Forrest Gump”. A propaganda pode ser visualizada no endereço: http://www.facasper.com.br/pp/site/noticias_notas.php?tabela=noticias&id=278.


A Industria Cultural também utiliza dos filmes para chamar a atenção de seus clientes a incentivar o consumismo. Ela é abrangente e usa a publicidade em seus produtos como meio de obter mais clientes. Assim que é lançado um filme, surgem vários produtos inspirados nos personagens e história.
A publidade e os profissionais de propaganda e marketing devem estar ligados a todo momento ao que pode atrair ainda mais os seus públicos. Sendo assim, as artes e o cinema serão cada vez mais utilziados nas propagandas, porque se torna familiar para quem ve o filme e depois um publicidade. É interessante este tipo de ligação e pode dar excelentes resultados para a empresa que neste mercado investir!!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Cultura e Comunicação na relação entre empresas e consumidores. Uma questão de Cultura Organizacional!



Em uma de minhas aulas sobre Psicologia da Comunicação, recebi um material do professor que trazia assuntos pertinentes ao SAC - isso mesmo - Serviço de Atendimento ao Cliente. Sempre quando falamos sobre este assunto já nos vem em mente uma má impressão de muitos SAC´s que mantem um mau atendimento e relação com seus diversos públicos. Segundo a autora Valéria de Siqueira Castro Lopes, em "Cultura e Comunicação na relação entre empresas e consumidores", foi na década de 90, com a abertura do mercado nacional e a criação do do Código de Defesa do Consumidor que as relações de consumo sofreram alterações e então o Serviço de Atendimento ao Cliente começou a desempenhar um papel importante de relacionamento entre empresas e seus públicos. Não só a comunicação pode ser beneficiada, mas também a prevenção de conflitos, e melhoria de serviços e produtos ofertados pelas diversas instituições.
A globalização e a abertura da economia foram alguns dos responsáveis pela mudança ocorrida entre as organizações e consumidores. Porém , o que Valéria destaca em seus estudos é que o SAC se relaciona com a cultura organizacional de uma empresa. Ou seja, a cultura da instituição reflete na maneira de ela se relacionar com seus públicos através dos SAC, que não deixa de ser uma parte da Comunicação Institucional (Relações Públicas). Segundo Chiavenato (1981:383), cada organização possui caracteristicas próprias, cultura e sistemas de valores próprios, que determinam os sistemas de informações e os procedimentos de trabalho. Estes são elementos que constituem a Cultuta Organizacional de uma empresa e que influenciam também os SAC´s. O SAC pode tender para uma caracteristica mais mercadológica do que institucional. Mas, uma empresa pode possuir um SAC com caractersisticas institucionais e mercadológicas, sendo mais eficiente na obtenção de resultados.
Para um SAC eficaz, completo, é preciso que as mensagens que chegam a central de atendimento sejam repassadas para os corretos departamentos da organização e que se possível, haja uma resposta efetiva para o cliente que fez qualquer tipo de solicitação, dúvida, reclamação. Lembre-se que o SAC também diz como funciona a Cultura Organizacional de sua empresa e diz muito sobre ela, ou acaba dizendo muito pouco, ou diz de maneira errada. Esteja atento para o que a sua empresa esta transmitindo aos públicos, consumidores que a procuram.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

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terça-feira, 14 de agosto de 2007

A Comunicação como solução nas empresas

A comunicação integrada em uma empresa é relevante em todos os aspectos. É através desta ferramenta que a empresa poderá compreender seus stake holders - público alvo. Uma comunicação efetiva em horas de crise é fundamental para se conservar a boa imagem institucional. Para isso, diversos meio são utilizados, como Relações Públicas, Jornalismo, Marketing e Publicidade e Propaganda. Na atualidade, não basta você oferecer um serviço, é necessário comunicá-lo aos seus clientes, elaborando um plano de comunicação eficaz. Neste blog, vou procurar apresentar cases em comunicação, soluções e novidades na área de Comunicação Empresarial.