sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Mercado eletrônico ainda é sinônimo de insatisfação


Se, para muitos, a internet ainda não é considerada segura, outros aproveitam o meio para realizar compras dos mais variados produtos disponíveis no mercado virtual. Sinônimo de praticidade em casa ou no trabalho, a venda de produtos na internet aumentou 27% no primeiro trimestre deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa E-bit, que faz o monitoramento de comércio eletrônico, o faturamento bruto soma R$ 4,8 bilhões.

Apesar do crescimento das vendas por meio eletrônico, o que ainda preocupa os usuários é a falta de segurança e monitoramente em mercados on-line. Muitos deles são abertos para livre divulgação de produtos por empresas ou comerciantes autônomos. Se, por um lado, a ação democratiza o uso da internet, por outro, gera um ambiente de desconfiança, fazendo com que muitos consumidores prefiram as compras tradicionais.

Os dados de crescimento de vendas para o próximo ano através da internet são otimistas. Estima-se que o faturamento do comércio eletrônico atinja R$ 5,8 bilhões até o final do ano. Enquanto empresas como Submarino e Americanas.com investem em conforto e segurança, outras empresas que disponibilizam este serviço não mantêm a mesma qualidade de serviço, prejudicando o sistema de vendas e não colaborando para o crescimento do setor.

O desenvolvimento da área é significativa, mas ainda merece especial atenção para os pontos que ainda incomodam o consumidor brasileiro. A praticidade e o conforto de realizar uma compra em casa através do computador ainda não trazem segurança plena aos consumidores. Os números poderiam ser ainda melhores se as empresas investissem em qualidade e segurança dos serviços prestados. Mercados de livre acesso e divulgação de produtos podem muitas vezes auxiliar o contrabando de produtos e o não pagamento de impostos previstos para o governo.

São muitos os casos de produtos comprados pela internet que nunca chegaram à casa de seu consumidor. A falta de fiscalização dos mercados eletrônicos abertos faz com que aproveitadores usem o meio para enganar clientes por meio de divulgações falsas. Ou ainda os produtos entregues pelas lojas ou vendedores autônomos não chegam nem perto do que foram anunciados, sendo entregue muitas vezes danificados, sem nota fiscal ou garantia que informe sua procedência.

A esperança está na tecnologia e melhor administração, controle e fiscalização dos mercados eletrônicos abertos. Democratizar não significa gerar um ambiente propício para crimes de comércio que atentam para a falta de motivação e segurança dos usuários da internet. Apesar do desenvolvimento da área, o setor ainda é carente de melhorias.

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