
A placa é antiga, mas a lei que proíbe as pessoas de fumarem em locais públicos é nova.
Se por um lado a lei antifumo aprovada pelo governador do Estado do Paraná é positiva para alguns, para outros, é sinônimo de falta de liberdade. Mas é necessário, a partir daí, reconhecermos um dos principais valores da sociedade humana que surgiu no inicio de nossa geração: o respeito.
O que não podemos negar é que a fumaça causada pelo cigarro incomoda muita gente que não compartilha do mesmo costume. Há um ditado que diz que a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro. A lei sancionada nesta semana e que deve ir para publicação no Diário Oficial da União é mais uma concreta descrição da realidade metafórica sobre o conceito de liberdade. Qual é o limite de cada um sobre o espaço em que habita e que também é território compartilhado?
Sempre foram dois lados paralelos. “Boa noite senhor, fumante ou não-fumante?”. A frase ouvida em muitos locais da cidade se constitui primordialmente como uma prática principiante do que hoje virou lei nacional. A forma de emitir a mensagem era apenas mais tolerante, cordial. A separação dos que gostam e dos que não gostam de cigarro acontecia normalmente e não havia motivos para que pessoas se sentissem reprimidas ou com a liberdade comprometida. Mas nem sempre o que é exposto por precaução se torna efetivamente uma realidade. As casas noturnas, principal encontro de jovens, estavam sendo um grande círculo de fumaça. Modismo ou simplesmente gosto ou preferência, a presença do cigarro é constante em locais públicos. Entretanto, em todo lugar haverá mais do que um lado, mais do que uma filosofia, mais do que um costume ou crença. Vivemos em meio à diversidade.
Porém, ainda me pergunto. Será que tudo que envolve respeito e a falta dele exige uma lei? Afinal, a palavra é compartilhada por muitos, mas realmente significada e praticada por poucos. Fumar em locais fechados, como bares e restaurantes, é a apropriação de um local para uma característica individual. Quem fuma quer seu direito e quem não fuma também. É uma prática de nosso país a criação de campanhas e leis que visam proibir, coibir, impedir. Muitas delas envolvem simplesmente o respeito, esquecido, engavetado por boa parte da sociedade. E de práxis, as mesmas frases. “Um dia eu largo o cigarro”. “Um dia eu resolvo”. “Um dia ainda o Brasil vai mudar”.
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