quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Conexão: Jornalismo, Sociedade e Empresa

Essa semana aconteceu uma coisa bem curiosa e que confirma a teoria que tenho a muito tempo: a de que assessores de imprensa são criadores de pautas muito antes que os jornalistas das redações quando se fala em comunicar o que faz um assessorado. Vou me explicar. Em uma seleção para uma vaga de assessor de imprensa um colega recebeu a seguinte intimação: quero testar a sua criatividade. É por isso que o jornalista que lida com empresas privadas, publicas ou ainda assessora um ONG precisa estar a frente das tendências e pautar o jornalista que está na redação. O termo “vender a matéria” significa ter uma ideia a frente para que o assunto esteja nos jornais do dia, semana ou mês seguinte.

O que seriam dos jornais sem os assessores e os assessores sem os jornais. Isso mostra que ambos precisam estar conectados para levar a melhor informação para a sociedade. As empresas que sobrevivem atualmente não são somente aquelas que tem bons produtos. É preciso comunicar o que são esses produtos, o que trazem de benefícios para as pessoas. A historia vai alem: é preciso comunicar além das portas das organizações as iniciativas que envolvem a sociedade, governo, instituições de ensino e por ai vai.

E a comunicação dessa forma vai ficando cada vez mais democrática, sempre envolvendo diversos segmentos da sociedade e atendendo a fome de informação de todos nós. E esse lado da comunicação empresarial me encanta, pois não é mais função dela construir uma imagem megaaaa positiva de uma organização. Mas com ética e seriedade, com compromisso da informação séria, o comunicador empresarial sabe bem onde quer chegar e como jornalista defendo esse elo entre sociedade e empresas, sejam elas publicas ou privadas.

Precisamos das empresas, precisamos das informações sobre elas, sejam boas ou ruins, precisamos da notícia. Precisamos dos jornalistas, precisamos dos comunicadores empresariais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Murdoch e Apple lançam o ‘The Daily’, primeiro jornal digital para tablets

Por: Christina Lima
Fonte: http://nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=770&tipo=A

A primeira data de lançamento foi marcada para 19 de janeiro de 2011. Comunicadores e nerds do mundo todo marcaram nas agendas de seus iPhones, mas na ocasião nada foi revelado. Agora, Rupert Murdoch, à frente da News Corp., e Eddie Cue , vice-presidente de serviços de internet da Apple anunciam o ‘The Daily’, o primeiro jornal do mundo projetado exclusivamente para computadores tablet, como o iPad.

O extremamente esperado lançamento oficial do ‘jornal digital’ no museu Guggenheim, em Nova York, é produto de uma parceria de vários meses entre o gigante da mídia e os engenheiros de Steve Jobs. Quando o evento, previamente organizado para o Museu de Arte Moderna de San Francisco, na Califórnia, foi adiado, Jack Horner, porta-voz da News Corp., não detalhou os motivos do atraso, mas publicações especializadas indicaram problemas na plataforma de assinatura.

O ‘The Daily’, já disponível aos consumidores, “reúne a sensibilidade do tabloide à inteligência do jornal impresso”, segundo o porta-voz. A principal inovação é que não haverá uma edição impressa e uma edição web. O envio da publicação será feito automaticamente para o iPad ou dispositivo semelhante. O diário vai custar US$ 99 centavos por semana.

O projeto, considerado o ‘xodó’ de Murdoch, recebeu investimentos de US$ 30 milhões e será dirigido por Jesse Angelo, ex-editor-chefe do ‘The New York Post’, que comandará uma equipe de 100 jornalistas, incluindo Pete Picton, editor on-line do ‘The Sun’, no 26º andar dos escritórios da News Corp., em Manhattan.

Murdoch disse ter tido a ideia do ‘The Daily’, após analisar um estudo sugerindo que leitores passavam mais tempo imersos em seus aplicativos para iPads do que usando seus tablets para navegar aleatoriamente na internet. A pesquisa indicava ainda que haverá 40 milhões iPads em circulação até o final de 2011. O magnata da mídia estaria especialmente animado com o projeto, pois, se bem executado, irá comprovar sua teoria de que consumidores estão dispostos a pagar por conteúdo on-line original de alta qualidade.

Com informações do ‘The New York Times’, ‘The Guardian’ e ‘Forbes.com’.

Blog Você S/A eu recomendo: Mochileiro Corporativo

Um blog muito interessante, com conteúdo para a vida de um líder e de profissionais que gostam de liderança e desenvolvimento profissional e pessoal.  EU RECOMENDO


Escrito por Paulo Campos, @pvcampos10

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As 11 previsões para o mercado digital em 2011

Para quem gosta de saber um pouco mais sobre as novas tendências do mercado digital, segue texto muito interessante. É um estudo da MillwardBrown que analisa as tendências de e-commerce, geolocalização, buscas e muito mais.

Fonte: Proxxima

Confira:

Em parceria com a Dynamic Logic, a MillwardBrown apresentou as 11 previsões para o mercado digital em 2011. De geolocalização a e-commerce, a empresa analisou todas as tendências para este ano e deu dicas importantes para o mercado.

Confira as 11 previsões:

1) Marcas irão se espalhar pela internet
A internet seguirá sendo dividida em um modelo duplo com web aberta por um lado e espécies de jardins emparedados, como as redes sociais, do outro. Estes aplicativos fechados são populares porque possibilitam ao anunciante controlar as interações com os consumidores. Mas as marcas precisarão multiplicar esses jardins, construindo diferentes aplicativos para plataformas específicas, como Facebook e iPhone. Depois, elas precisam discutir se precisam ter uma estratégia de integração ou algo mais restrito.

2) Valorização das compras online
Compras online continuarão crescendo, apesar do medo de se perder informações pessoais. Os serviços de compras coletivas como Groupon crescerão em outros países além de EUA e China. No país asiático, a febre das compras online darão vazão a novos modelos de e-commerce, como transação direta, leilão reverso, leilão holandês (leia mais em www.360buy.com) e o sistema Tuan Gou, de compras coletivas. O rei do setor naquele país é o Taobao, que deverá gerar US$ 90 bilhões em transações em 2011, mas que o Amazon.

3) Publicidade de display "sairá da caixa"
Os anunciantes apostarão em formatos interativos e com possibilidade de expansão, replicando parte da experiência de um microsite, por exemplo.Alguns dos novos formatos apontam para a dupla função, com combinação de múltiplos formatos na mesma página. Por exemplo: papeis de parede em background podem ampliar o impacto de banners. Há ainda formatos que usam imagens intrigantes para capturar as atenções. Conforme o internauta coloca o cursor do mouse em cima, a publicidade se expande e mostra até vídeos. Uma terceira tendência é integrar banners com campanhas de mídias sociais. O Google já previu que 75% de toda a publicidade na internet será social em torno de 2015.

4) Virais serão padrão
O viral não será mais considerado algo extra e “legal de se ter”, ms sim uma parte chave da estratégia de comunicação. Os anunciantes precisam acreditar que suas ideias irão “viajar”. O planejamento viral é parte crescente das campanhas digitais. AS ferramentas de medição de virais também ajudam neste cenário.

5) Mais conteúdos “feitos para web” em displays online
A publicidade em vídeos online deverá continuar crescendo a taxas acima de 50% ao ano. Vídeos de alta qualidade para mobile podem ampliar o mercado de publicidade de geo localização. A ferramenta mais interessante de 2011 deve ser o formato TrueView, do Google, que coloca o usuário no controle e permite que eles evitem publicidade que não queiram. O desafio está em encontrar-se um formato bom para usuários e anunciantes que possam permitir ao YouTube explorar toda a capacidade de sua audiência.

6)Mobilidade
Anunciantes usarão as possibilidades dos celulares, que permitirão às pessoas ficarem mais tempo conectadas e com experiências melhores. A mobilidade será ampliada por conta ainda de aparelhos como e-readers e tablets. As vendas de iPads deverão passar os 11 milhões em 2011, ultrapassando os números de taxa de adoção do iPhone. Outros tablents como Galaxy Tab (Samsung) e Playbook (BlackBerry) ajudarão a expandir o mercado.

7) Geolocalização
A geolocalização já expandiu durante o ano passado, mas em 2011 ela trará experiências mais recompensadoras para quem fizer seus “check-ins”. As pessoas querem ver informações mais detalhadas e dinâmicas do que apenas uma mera lsita de quem fez check-in. Deverá haver ainda mais descontos e recompensas para quem entrar em determinado lugar, como já existe na Best Buy. E a chegada do Facebook Places será de grande valia para as marcas identificarem, por exemplo, onde elas poderiam ter uma presença maior.

8) Buscas mais pessoais, móveis e impactantes
Links com perfis sociais, histórico de busca e segmentação de comportamento darão grande relevância aos usuários que souberem dividir essas informações com provedores de ferramentas de busca. A busca social do Google não decolou em 2010, mas a recente parceria de Bing com Facebook pode trazer impacto em 2011, abrindo espaço para um acordo similar do Twitter com algum mecanismo. Haverá mais espaço para companhias desenharem interface de buscas de nicho, por conta de aplicativos mobile, com o Orange Wednesdays, especializado em cinema. Tecnologias como busca baseada em imagens (Google Goggles), busca de voz (parte do Android API) e scanning em código de barras, irão ligar experiências mobile no off-line com recursos de informação online.
9) Jogos em movimento
Os lançamentos recentes do Move, da Sony, e do Kinect, da Microsoft, deram vida nova ao PlayStation e ao Xbox e trarão novidades em 2011 no que tange às inovações em desenho de jogos. Além disso, jogos casuais irão despontar, por conta das capacidades do iPhone e iPod. E os jogos sociais seguirão sendo muito populares, algo refletido no fato de que a Zynga, maior empresa do setor, tem um valor de mercado maior do que da Electronic Arts.

10) Marketing de nicho mais relevante
O estudo da Millward Brown aponta que as pessoas buscam por marcas em mídia sociais que sejam mais relevantes para suas necessidades. O Facebook, por exemplo, pensa em uma integração com a Amazon e outros sites que permita maior customização e relevância. Além disso, a plataforma social do Google deverá seguir a mesma linha. As pessoas estarão engajadas na maior rede social (Facebook), mas também em algumas que atendam nichos que lhe interesse. O estudo conclui que 2011 será o ano de redes menores com nichos específicos de interesse, com suporte do Facebook (exemplos: Foursquare e RunKeeper).

11) Privacidade online em discussão
Os anunciantes irão progredir no desenvolvimento de padrões de transparência online. A confiança será algo quantificável e os consumidores irão gerenciar e dividir seus dados com parceiros comerciais, tornando isso um modelo de negócios viável. Mídias sociais, portais, ferramentas de buscas e empresas de telecom irão brigar para serem a plataforma para conectar os consumidores. A ideia é evitar medidas regulatórias para proteger a privacidade online.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O desafio das redes sociais

Se você ainda  não está nelas e nem a sua empresa, prepara-se. A nova geração da comunicação empresarial está aí.

A comunicação sempre foi dinâmica. Mas agora ela está bem mais dinâmica. A aceleração é culpa das redes sociais, a nova forma de comunicação entre pessoas, empresas, governo e outros órgãos/instituições. Com elas surgem desafios e novos jeitos de empresas e organizações lidarem com seus públicos conhecidos e até mesmo os desconhecidos – aqueles que dão uma espiadinha nos acontecimentos do dia a dia.

Um público-alvo literalmente variado. Nesse ramo, manter as redes de uma empresa sempre atualizadas condiz com a preocupação de também manter o público alinhado com o que está acontecendo. Se a sua organização ainda não caiu nas redes socais, prepare-se. Ou o próprio empresário vai colocar ela por lá ou logo será avisado que o nome da organização está na rede.

Não tem como fugir e nem para onde correr. A nova “geração” da comunicação empresarial vem com o pacote de redes sociais e ignorá-las pode ser perigoso. Não saber usá-las pode ser pior ainda. Para começar segue um link muito interessante do BlogMidias8.com, no qual constam algumas dicas sobre como utilizar o TWITTER na sua empresa. Clique na imagem ou no link a seguir.

http://www.blogmidia8.com/2010/11/manual-basico-para-twitter-nas-empresas.html





Já é um começo para quem também quer fazer das redes sociais um aliado poderoso na comunicação empresarial.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre "webwriter"

Um dia de webwriter
Imasters

Autora: Ana Amélia Erthal

Para mudar um pouco o tom dos artigos e difundir ainda mais informações sobre nosso mercado, conversei com dois profissionais, um de São Paulo, outro do Rio de Janeiro, para saber mais sobre o dia-a-dia, as aventuras e agruras de um webwriter.. Cada um tem suas experiências e opinões, mas o fundamento é igual para os dois, principalmente num ponto: a leitura ainda é a chave para a formação de um redator de web.

Marcelo Ferraz é publicitário e atualmente escreve para o blog da Selulloid AG e em redes sociais em nome da BFGoodrich. Ele acompanha o mercado desde o tempo em que os blogs funcionavam como um diário, uma época em que se buscava resgatar a individualidade perdida com a era da cultura de massa. Léo Paiva é jornalista e trabalha como redator para a intranet da Coca-Cola Brasil, produzindo notícias e organizando o conteúdo para ser difundido para o público interno via ambiente digital. Ele também mantém o seu blog que é sucesso no Brasil e em Portugal, desde 2003. Sem querer, Léo entrou para a história da internet, ao criar, em 1997, uma das primeiras revistas acadêmicas digitais, a "Utopia", que ainda é relembrada em eventos e palestras.
Confira abaixo o que eles dizem sobre o mercado, sobre a língua portuguesa e as recomendações para quem quer seguir carreira.
- Você acha que escrever para o meio digital é muito diferente que escrever para o meio impresso?
Marcelo: Acho que sim. Na internet, se as pessoas ficam 30 segundos em uma página, já é muito. Então eu acho que o texto tem que ser mais curto e direto. Além disso, também acho que a linguagem pode ser mais informal em meio digital.
Léo: Diria que é a "formatação" do texto. Graças aos recursos interativos dele como hiperlinks, podemos nos dar ao luxo de escrever menos informações em uma massa de texto, linkando uma palavra ou expressão inteira para outra página que aborde o assunto que aquela palavra ou expressão está mencionando - na mídia impressa você precisaria, no mínimo, escrever um box sobre aquele assunto paralelo e tentar encaixá-lo na página. A possibilidade de construir textos modulares, interagir com outros recursos como gráficos, vídeos, áudios e tudo mais que a internet pode oferecer é simplesmente delicioso, principalmente porque faz com você se posicione não apenas como um "webescritor", mas como um produtor de conteúdo - e, como produtor de conteúdo, deve pensar em como passar aquilo que tem a dizer, não apenas em texto, mas gerando uma interação dele com informações em forma de vídeo, áudio, gráficos...


- Você acha que a linguagem utilizada na web deprecia a língua portuguesa?

Marcelo: Eu acho que, se a mensagem está sendo passada, e se as pessoas estão entendendo, a comunicação não está sendo prejudicada. Pra mim, é tudo uma questão de adaptação ao meio e ao público. Até pela questão da web ser mais dinâmica, e a linguagem ser mais direta, as pessoas abreviam mais pra falar. Mas não é porque eu abrevio numa conversa de MSN, que eu posso fazer isso em qualquer lugar.

Léo: Se você quer dizer o modo como as pessoas conversam nos chats com abreviações como vc, tb, vamos tc, e etc., eu diria que estamos nos equilibrando numa corda muito fina. Reconheço que, para conversar em tempo real nos chats ou MSN, abreviações como essas realmente agilizam e dinamizam o "pingue-pongue", mas tenho conversado com amigas professoras que sofrem quando seus alunos levam essa linguagem para a vida real e escrevem assim também em provas, redações tudo o mais.

- Como você acredita que o profissional deve se preparar para ser um webwriter?
Marcelo: Primeiro, tem que gostar de escrever. Acho que ele pode fazer cursos, e ler muito também. Existem muitos livros sobre o assunto (recomendo o "Blog Corporativo", do Fábio Cipriani). E com certeza tem que ser muito curioso também. Tem que estar ligado às novidades o tempo todo. O mercado de webwriting está em expansão, com inúmeras possibilidades. Hoje, as empresas estão começando a perceber que não adianta investir só em meios tradicionais. Cada vez mais elas investem em blogs corporativos, wikis, podcasts, videocasts, MSN, atendimento online, fóruns e redes sociais...

Léo: Ler! Ler de tudo, não apenas livros técnicos de redação ou webwriting, mas livros, contos, revistas, jornais, quadrinhos, bula de remédio... Consuma também outras mídias, assista televisão, ouça rádio, preste atenção no papo de estranhos dentro do ônibus... Absorva linguagens, tente entender o que chega à sua mente na forma como ela está sendo enviada, sem tentar "traduzir".

- Que curiosidades, dificuldades ou aventuras você já passou e pode contar?
Marcelo: Ah! Tem um ótimo que ajuda quem está começando. Era um dos meus primeiros jobs, na primeira agência que eu trabalhei. O diretor de arte que estava fazendo a arte do site pediu para eu escrever qualquer coisa, só pra marcar o layout. Eu comecei a escrever um monte de besteira sem sentido (afinal, ele falou pra eu escrever qualquer coisa). Resultado: ele nem leu o que eu escrevi e mandou pro Diretor de Criação aprovar... e ele foi pra reunião com o cliente! Ele só foi reparar no texto no meio da reunião. A sorte é que ele era muito tranqüilo, e mais sorte ainda é que o cliente não leu o texto. Depois ele voltou rindo, e isso virou uma piada interna. Mas é claro que depois ele me chamou e conversamos numa boa. Depois disso, eu nunca mais brinquei com texto pra marcar layout!

Léo: Eu trabalhava para um portal de voz com entrevistas com famosos. Quando saiu o documentário "Fábio Fabuloso" sobre o surfista Fábio Gouveia, consegui marcar uma entrevista por telefone. Meu telefone, na época, tinha um fio onde se ligava um gravador digital e, com ele, gravava o áudio que iria ao ar. Pois faltando cinco minutos para a hora combinada de ligar para o cara, meu telefone simplesmente parou de funcionar! Corrí para outra linha, tentei conectar o gravador nela para realizar a entrevista, liguei para o Fábio e rendeu um papo delicioso, cheio de curiosidades sobre o filme e sobre o cara que encantaria a todos - enfim, uma entrevista perfeita! Qual não foi minha surpresa ao ver que, na pressa, não havia conectado o gravador na linha correta... Uma entrevista de conteúdo ótimo, um bate-papo descontraído PERDIDOS! E agora?? Eu tinha que editar o áudio daquela entrevista naquele dia mesmo para que estivesse no ar no dia seguinte! Liguei pro Fábio de novo, pedi mil desculpas pelo incidente e pedi para regravar a entrevista - ele disse que tudo bem, mas estava de saída para o aeroporto e só ia desembarcar não-me-lembro-onde lá pelas 9 da noite. Foi o tempo que tive para resolver o problema da minha linha telefônica original e, às 9 da noite, o próprio Fábio me liga do orelhão do aeroporto, logo após desembarcar. Foi aquela situação de "é agora ou nunca" e ele foi muito legal em repetir a entrevista toda dalí, do orelhão do aeroporto, tarde da noite. O resto do sacrifício foi meu, de ter que tratar o áudio para diminuir o ruído de rua por trás da voz dele e preparar tudo que envolvia no processo de atualização do portal de voz pela madrugada a dentro... Mesmo refeita aos trancos e barrancos, a entrevista continuou ótima e rendeu um bom número de ouvintes curiosos em saber mais sobre o surfista depois de terem visto o filme.

 - O que você recomenda para aqueles que gostariam de ingressar na carreira?
Marcelo: Tem que ser muito curioso, tem que estar atento a tudo o que acontece. Minha sugestão: tenham um agregador de feeds e um delicious. Gostou de um blog? Adiciona no seu agregador. Gostou de um artigo/site/notícia? Adiciona no delicious.

Léo: O negócio é praticar. Crie um blog sem pretensões e escreva, sem parar, faça disso um exercício diário. Reescreva notícias, desenvolva sua crítica a respeito de determinados assuntos, ponha pra fora aquilo que está na sua cabeça, tente dar forma às suas impressões mentais. Mostre seus textos para terceiros e avalie / aceite as críticas que receberá, pois no fim das contas, você não produzirá conteúdo para você, mas para as outras pessoas. Com isso, refine e descubra sua linha de raciocínio, seu estilo.


Up the webwriters!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Qual é a melhor opção de trabalho no Jornalismo: contratado ou freelancer?

Fonte: Comunique-se
Autor: Anderson Scardoelli


Nos últimos anos, a profissão de Jornalista se deparou com a crescente de uma nova forma de trabalho na área: o freelancer. Mas será que na atualidade esse modelo de serviço é melhor para os profissionais da comunicação? Um jornalista ter emprego fixo, registrado, em algum grande veículo de comunicação não é algo tão proveitoso como antigamente? Dois jornalistas que escreveram livros sobre as duas formas de emprego respondem essas questões, e divergem sobre o tema.

Estabilidade

A editora de treinamento da Folha de S. Paulo, Ana Estela de Sousa Pinto, é um exemplo de jornalista que se dedica integralmente ao trabalho fixo. Ela está há 22 anos no jornal, empresa em que já foi secretária-assistente de Redação, repórter, editora e passou por diversas editorias. Em 1988, Ana Estela decidiu trocar a agronomia pela Folha e não se arrependeu, tanto que não sabe o que é trabalhar fora do jornal. De acordo com ela, a principal vantagem em ter um serviço registrado em algum veículo de comunicação é a estabilidade. Ana Estela é autora do livro A vaga é sua - como se preparar para trabalhar em Jornalismo, escrito em parceria com Cristina Moreno de Castro.

“Fiz muita coisa aqui (na Folha), tive vários cargos, conheço muita coisa no jornal. Ganhei muita experiência em várias áreas. Uma oportunidade que não sei se teria em outro lugar, ou se estivesse trabalhando como freelancer”, diz Ana Estela.

Flexibilidade


O jornalista Maurício Oliveira é autor do livro Manual do frila – o jornalista fora da redação e afirma que o trabalho de freelancer é a melhor opção para os profissionais da área. Ele conta que desde que escolheu entrar para a vida de freelancer, em 2003, até sua condição financeira melhorou, além de lhe proporcionar algo que considera de suma importância: ficar mais tempo com a família. Oliveira enxerga com ótimos olhos a carreira de um jornalista freelancer, tanto que afirma não se arrepender da escolha, mesmo tendo trabalho de forma fixa em grandes jornais e revistas, como Veja e Gazeta Mercantil.
“É ter domínio sobre seu dia, estar mais com a família. Quando se é freelancer a produtividade aumenta, há um controle maior do tempo. Em redação sempre para o trabalho para fazer outra coisa, perde a concentração para ficar na internet e tomar café”, argumenta Oliveira.

É a melhor escolha, mas tem pontos negativos


Enquanto Oliveira é um defensor da atuação como freelancer, ao contrário da jornalista da Folha, ambos assumem que os dois lados da profissão têm alguns problemas. O autor do Manual do Frila alerta que o freelancer “pode ficar esquecido” se começar a recusar muitas ofertas de trabalho que lhe são oferecidas.

“Quando se rejeita duas vezes um trabalho do mesmo veículo você fica esquecido, isso é muito delicado, às vezes se tem excesso de oferta de trabalho e temos que aprender a administrar”, revela Oliveira.

Já Ana Estela diz que no começo da carreira (estudantes e recém-formados) fazer freela pode auxiliar a ingressar no mercado, ajudando até mesmo na seleção de programas de treinamento, como o do diário paulista.

“No início de carreira, ser freelancer ajuda o profissional a ficar conhecido entre os editores de jornais e revistas. Auxilia inclusive em alguns processos seletivos. No começo, lutar por um trabalho registrado pode atrapalhar, porque a pessoa é boa, mas não tem experiência, nunca fez freela”, afirma Ana. Porém ela diz que se aparecer uma oportunidade de trabalho como freelancer e outra proposta para ter contrato fixo, o candidato deve optar pela segunda opção.

Estabilidade financeira

Os jornalistas divergem a respeito de um assunto que é indispensável para qualquer pessoa na hora de escolher um emprego: a estabilidade financeira. Segundo o freelancer Maurício Oliveira, um profissional que tem como linha de serviço apenas o que é passado de forma avulsa, sem um vínculo empregatício com nenhuma revista, jornal, site, rádio, ou emissora de televisão, pode e tem grandes chances de ter uma carreira que proporcione um bom patamar econômico.

“Para ganhar dinheiro freelar é um ótimo caminho. Eu consigo ganhar melhor depois que me tornei freelancer. Mas além do dinheiro, sendo freelancer tenho a possibilidade de morar em Florianópolis e fazer trabalho para alguma revista de São Paulo”, conta Oliveira, que complementa para dar uma dica de como se estruturar para não ter problemas com dinheiro: “Aprendi uma lógica depois que virei freelancer, tenho que me programar por ano e não por mês. E minha vida anualmente é estável”.

Porém, de acordo Ana Estela, a estabilidade econômica e os benefícios que um trabalho registrado oferece são os fatores que a fizeram nunca pensar em sair da Folha de S. Paulo para tentar seguir carreira como freelancer. Segundo ela, para ter sucesso contínuo apenas freelando é necessário ter um nome conhecido no mercado, coisa que muitos profissionais não conseguem.

“O principal benefício do trabalho fixo é a segurança, saber quanto vai ganhar no final do mês. Sendo contratada dá para se estruturar melhor. Com isso, prefiro continuar com a estabilidade do fixo, nunca pensei em ser freelancer”, afirma Ana Estela. A jornalista faz questão de deixar claro qual a sua preferência na forma de serviço no Jornalismo: “Para essa estabilidade financeira o trabalho fixo, em minha opinião, é melhor”.
Todo jornalista pode ser freelancer?


Para Ana Estela, não é todo profissional de comunicação que poderá se tornar freelancer. Entretanto, o jornalista acredita que falta esse tipo de profissional no mercado. “Penso que como freelancer, para você se firmar apenas com essa forma de serviço, é complicado, precisa já ter um certo nome na carreira, ser reconhecido por várias redações. Não acredito que todos jornalistas tenham que freelar”, diz a editora de treinamento da Folha.

Maurício discorda. "Há mercado para isso (todo jornalista se tornar freelancer). Os veículos estão precisando desse tipo de mão de obra. Mas o profissional tem que saber que a vida será corrida, muitas vezes serão cinco ou seis trabalhos de uma vez e tudo com prazo", comenta o profissional que há sete anos se dedica ao trabalho freelancer.