sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Comunicação Interna e a Gestão de Mudanças - OUÇA - ARTICULE - FALE

O mundo está em constante mudança. Isso é fato. E as empresas ligadas nesse contexto também passam por transformações estratégicas para acompanhar as tendências. A mudança nas empresas permeia fatores comportamentais à fatores estratégicos, como processos, linhas de produção e por aí vai. E tem outro ponto: a busca pela inovação e sustentabilidade estão em toda parte.

 
E na comunicação empresarial isso não é diferente. Nós, comunicólogos precisamos estar “ligados” no que acontece e no quem vem com tudo isso. E para começar não podemos esquecer de considerar três pontos importantes para qualquer comunicólogo refletir e construir uma comunicação focada em estratégia e atingimento de metas nas empresas:

1. Cultura Organizacional

Analisar qual é a função da empresa em que trabalha e quais são as culturas presentes nessa organização, como valores, missão, meta. Entender o que ser faz e como se faz.

2. Perfil de Audiência

A audiência das empresas são os públicos para os quais elas existem. Aqui falamos de clientes interno e externos.

3. Maturidade da Comunicação Interna

Já existem meios de comunicação internos na sua empresa? No que eles impactam na sua organização?

Nos processos de mudança dentro da organização a comunicação institucional é estratégica e fundamental para que os colaboradores entenderem o contexto que rege a mudança. Dessa forma não haverá ruídos e famosa rádio peão que amedronta a todos em todos os corredores da empresa quando se fala em mudar. Para conseguir tudo isso não é fácil, mas com muito trabalho e transparência a comunicação é apoio fundamental para a alta administração da empresa.

Somos os mensageiros, agentes e catalisadores. A comunicação interna FALA, OUVE e ARTICULA. Ou seja, determina os fluxos de informação, produz as mensagens e mapeia as percepções com a mudança. É preciso transitar em todas as esferas organizacionais.


É por isso que coerência entre discurso é prática é fundamental!

O que também é preciso pensar é se a empresa está preparada para ouvir o que vem como mudança. As lideranças precisam estar alinhadas, já que são elas as principais desencadeadores de toda a comunicação com suas equipes. Essa preparação voltada para a comunicação deve ser constante e realizada em conjunto com os Recursos Humanos da empresa.

Processo necessário para comunicar a mudança:

- Estabelecer canais de comunicação, ferramentas mais adequadas para comunicar a quem sobre o que.

- Articular, ouvir, falar

- Segmentar a comunicação

- RH – aproveitar os inputs, ou seja, os rumores, sugestões, reclamações dos colaboradores.

- Seus públicos são seus porta-vozes!

- Refletir sobre as mensagens, seus impactos

- Envolver as lideranças para engajar suas equipes



Dica para qualquer situação:



Quanto mais DINÂMICO for o seu plano de comunicação, MELHOR!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Comunicar é estratégico

Para continuar nosso assunto vale a pena conferir o texto "Comunicar é estratégico" no blog: http://bloglideranca.wordpress.com/2009/08/18/comunicar-e-estrategico/

Autoria: Miriam Cristina Fava Santos
Relações Públicas, Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. É gerente de Comunicação e Desenvolvimento da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA).



...Alguns pensam na comunicação como algo necessário para a melhoria e qualidade nos relacionamentos, aquela que garantirá o sucesso no entendimento, uma maior interação/comunhão e que dá um gosto especial na relação do emissor e receptor.
Entretanto, a comunicação deve ser vista de forma muito mais estratégica...

Campanhas institucionais são estratégicas para comunicar o que se faz na empresa

Por Vanessa Dasko



Muitas vezes as organizações encontram-se alinhadas estrategicamente, mas seus funcionários não. O que acontece é que a alta gerência consegue visualizar claramente o que a empresa faz, como chegou lá e o que pretende fazer futuramente. Compreendem ainda o trabalho desenvolvido, as diretrizes estratégicas, missão e valores empresariais.

Mas para os funcionários tudo isso muitas vezes é um tabu. Algo distante da realidade que vivem no dia a dia. Um discurso incoerente com a ação. É como se o trabalho que cada um desenvolve não estivesse alinhado com tudo que a empresa faz e é no seu setor ou ramo de atuação. O resultado disso não é nada bom. Os funcionários sentem-se desmotivamos, não pertencentes a organização e ao seu mundo de alinhamento estratégico.

Uma forma de amenizar esse problemão na empresa e envolver os funcionários para que compreendam o importante papel que tem na organização é realizar campanhas institucionais. Elas podem variar conforme o foco de necessidade. Se a falta de compreensão está no publico externo da empresa, isto é, os clientes, o campanha deve ser alinhada para esse público. Se o foco é envolver colaboradores em torno de causas empresariais, o objetivo é desenvolver uma campanha institucional interna. Existem ainda campanhas que são alinhadas para o entendimento dos dois públicos. Essas geralmente lidam com a imagem da empresa dentro e fora da organização.

Uma coisa é certa. Envolva sentimento, emoção e engajamento.

Nem sempre é fácil estabelecer um laço entre comunicar a estratégia e envolver. Porém se for possível casar os dois lados, o resultado final será bem mais positivo. Para gerar a curiosidade sobre o que vai acontecer na empresa comece com teasers, mensagens SMS ou e-mail que evolvam os funcionários e instiguem a todos sobre o que vai acontecer.

No próximo texto vou trazer alguns exemplos de campanhas externas que acompanhamos como clientes e algumas campanhas internas, desenvolvidas especialmente para funcionários.

Até breve!

domingo, 4 de julho de 2010

Guia de Comunicação e Sustentabilidade

Clique aqui e conheça o material: 
http://www.institutovotorantim.org.br/pt-br/noticias/Paginas/100428_guiaComunicacaoSustentabilidade.aspx






Está disponível para download gratuito o “Guia de Comunicação e Sustentabilidade”, uma publicação com orientações sobre o conceito de Sustentabilidade e dicas a respeito das ferramentas de comunicação e gestão. Elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o guia teve o apoio do Instituto Votorantim durante sua produção, junto com outras instituições.

O material foi desenvolvido ao longo de dez meses, a partir da coleta de informações de reuniões, workshops e debates com palestrantes nacionais e estrangeiros. Por meio desta troca de experiências, foi possível levantar os principais dilemas, desafios e oportunidades das corporações em relação ao tema Sustentabilidade. Como resultado deste trabalho, o Guia elenca orientações e dicas para que as empresas possam se comunicar de forma efetiva e produtiva com funcionários, mídia, acionistas, fornecedores e prestadores de serviços, além de instituições governamentais e sociedade civil.

Além de ser destinado aos profissionais de comunicação e mídia empresarial, o Guia abrange também outros tipos de público. Seu conteúdo poderá ser utilizado em workshops, treinamentos e palestras como uma fonte de referência e consulta a respeito do tema Sustentabilidade.

Ele tem razão...

Eloi Zanetti
eloi@eloizanetti.com.br


Vou jogar fora meus livros de marketing



Trabalho com marketing, vendas e comunicação desde 1968 - vi as coisas acontecerem - me considero um dinossauro da espécie. Hoje, por mais que tente atualizar-me, sou surpreendido pela velocidade das mudanças, principalmente, as motivadas pelos meios digitais.

Estes dias precisava organizar uma apresentação para um cliente da área de produtos agrícolas. Na preparação, comecei a elaborar o esqueleto da palestra: tipos de clientes, maneiras de abordagem para cada um, detalhes sobre o comportamento dos compradores e dos formatos específicos de negociação para a área.

Não sigo a linha acadêmica, quase tudo que faço é do meu jeito e estilo. Experiência de vida e prática de mercado dirigem meus passos. Mas, dessa vez, o trabalho emperrou. Rendi-me à academia e, como no programa do Silvio Santos, pedi auxílio aos universitários - fui aos meus livros de marketing. E, à medida que os folheava, percebi que haviam ficado velhos, que não serviam mais, viraram peças de museu. Foi um choque descobrir que livros importantes e inovadores para mim, em determinadas épocas, se esfacelavam frente às novas tecnologias, comportamentos e ferramentas de comunicação.

Gente como eu, da geração baby boomers, nascidos após a Segunda Guerra, sente dificuldade em acompanhar e lidar com  as novas formas de comunicação: Orkut, Twitter, Facebook, Podcast, Bluetooth, SMS, MMS e aquelas que estão sendo inventadas ainda esta semana. Participar das chamadas redes sociais e entender os processos das convergências de mídia são outros problemas. Por mais que pesquise, para me manter atualizado sobre o assunto, participando de palestras, encontros, seminários e lendo matérias em jornais, revistas e na própria WEB, é difícil acompanhar o ritmo. Para os nascidos na geração Y, já dentro do contexto digital, é muito mais fácil pensar e viver o novo meio. E pensar que foram os da minha geração que inventaram tudo isto.

Como um náufrago que tenta chegar a uma tábua de salvação e a afasta com suas braçadas ao criar ondas, quanto mais quero acompanhar a comunicação contemporânea, mais ela se afasta de mim. Já imaginou se eu ficasse parado?  Esses dias, outro choque. Ouvi uma moça dizer: “Já estou velha demais para trabalhar em agência de propaganda”. Levei um susto. Ela só tinha 34 anos. Conversando com amigos sobre o fato, disseram: “Ela tem razão, está velha demais para isso.” Que fazer com os meus 63 anos? Hoje, tudo que sei é que nada sei. Frase bem antiga, não? Sócrates (469/399 a.C).

Por outro lado, a necessidade de conteúdo prático e sintetizado é enorme, bem como a elaboração de estratégias comerciais bem estruturadas. Tarefas que os jovens pouco dominam em se tratando de ambiente corporativo e ações de negócios. Escuto-os falar sobre a necessidade de criar boas histórias para suas abordagens nos trabalhos de transmídia, convergência e construção de redes sociais. Dizem que sem uma boa história a coisa não começa, e chamam a isso de storytelling. É justamente nesse ponto que aparecem os diferenciais da minha geração. Temos mais histórias para contar do que eles e, se não souber de uma, criamos, inventamos e sabemos onde buscá-las. Construir metáforas é com a gente mesmo.

No meio de tantas mudanças uma coisa é certa: nós, mais velhos, não precisamos ter medo da complexidade porque, no final das contas, ela não é tão complexa assim. Mudou a maneira de nós humanos nos comunicarmos, mas não mudou nossa essência. Continuamos vaidosos, egoístas, desejamos status, vantagens e buscamos a eterna juventude. Um prato cheio para quem trabalha com marketing. Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes.

Os velhos livros de marketing - pode contar dez anos para dá-los como desatualizados - ficaram obsoletos porque os meios de comunicação exigem novas estratégias e as ferramentas oferecidas pela tecnologia da computação mudam muito mais rápido do que as técnicas do marketing. O meu consolo é que de tudo resta um pouco. Livros de marketing, agora só no sistema Kindle.

domingo, 6 de junho de 2010

A gestão estratégica da comunicação organizacional

Confira o artigo de Renato A. A. Manzano sobre Comunicação Organizacional e a grande questão: 


A Comunicação está preparada para comunicar a estratégia?


Fonte: Aberje


Acessse: http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=259&ID_COLUNISTA=42



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Integração, comunicação e informação na intranet

Como juntar documentos, normas, procedimentos, projetos, notícias e o principal elemento que tornam as atividades organizacionais possíveis, que são as pessoas? Para interligar processos administrativos, estratégia empresarial e relações humanas, as organizações utilizam a intranet, um portal eletrônico interno, com acesso restrito aos colaboradores.
Mas o que chama a atenção nesta ferramenta que está dentro do pacote da comunicação empresarial são as novas formas e possibilidades de integração e humanização. Como falamos por aqui, a comunicação está cada vez mais ligada a valores e cultura empresarial. Nunca se falou tanto em comunicação e informação em uma era cada vez mais digital. O recado é que quem não se atualizar vai ficar para trás no mercado de trabalho. É por isso que algumas empresas estão cada vez mais atentas as novas ferramentas que integram a sociedade e o público interno, stakeholders, nos produtos e serviços prestados.

E porque não integrar todas essas ferramentas, como os formatos de redes sociais, para desenvolver uma intranet inovadora, que vai além da informação de procedimentos internos? Essa é uma das estratégias que as empresas estão começando a desenvolver em 2010. Além da informação e comunicação de notícias e procedimentos administrativos, a intranet está em revolução. Com as várias possibilidades disponíveis pelo mercado de comunicação digital, ela pode se tornar um ambiente de integração humana e compartilhamento de conhecimento dentro das empresas.

Os chamados “orkuts corporativos” estão sendo aos poucos incluídos no ambiente virtual das organizações. E as vantagens de investir em integração humana são várias. Entre as principais está a geração de transparência, compartilhamento de informações e conhecimento, além de melhora significativa no clima organizacional. Se por um lado o papel do jornalista nas empresas é ajudar nas formas de comunicação voltada para colaboradores e outros públicos estratégicos, como a própria sociedade, ele também pode participar da formatação dessa nova forma de comunicação interna. Esta maneira de integrar colaboradores é uma quebra de paredes entre departamentos e setores da organização.

Pensar em planejamento estratégico de comunicação nas empresas sem dar uma atenção especial ao desenvolvimento e criação de um portal eletrônico interativo e ligado diretamente com as redes sociais é não cumprir um plano completo de políticas da comunicação institucional. Claro que não dizemos aqui de abrir o conteúdo da empresa para toda a comunidade. Mas sim, de integrar links e conteúdos dessas redes, das quais muitos colaboradores fazem parte, para centralizar e ao mesmo tempo valorizar a humanização nas empresas.

Essa é uma lição de casa que não pode faltar ao comunicador empresarial. E já tem sites ligados nessas inovações e gerando prêmios para portais que trazem novidades. E como sempre, um dica no final. O Intranet Portal (www.intranetportal.com.br), primeiro site do Brasil focado em portais corporativos e de gestão do conhecimento, traz diversos textos sobre o assunto e inclusive a terceira edição do Prêmio intranet portal, para portais inovadores. Se a sua empresa tem uma intranet interativa, as inscrições estão abertas até o dia 26 de junho. Até a próxima!