sexta-feira, 17 de junho de 2016

O jornalismo e os direitos de personalidade

É recorrente nos tribunais do país a realização de audiências envolvendo jornalistas ou veículos de comunicação. Muito se questiona sobre até que ponto os profissionais da imprensa devem publicar notícias que exponham a vida das pessoas. Sabemos que a realidade do jornalismo não está fácil. Redações cada vez mais enxutas apelam para reportagens sensacionalistas o tempo todo. Muitas são mesmo passíveis de aplicação de processos. Outras são confundidas por afetar direitos de personalidade, quando apenas seguem os direitos da liberdade de imprensa.

Mas nas reportagens vale o bom senso, vale o que o jornalista deve aplicar, que é a ética acima de tudo. Todo jornalista sabe, ou deveria saber, qual é o limite entre uma notícia que realmente importa para a sociedade e qual não importa. São os chamados valores de notícia. E sabe que palavras podem mudar o rumo de vidas, por isso é tão importante a formação jornalística para entender tudo isso, o que pode estar além de uma matéria.

O Direito respalda jornalistas, que podem garantir o anonimato da fonte, ou seja, quando alguém tem alguma informação necessária para determinada reportagem, que denuncia algo, é possível criar até um nome fictício, sem haver problemas para isso. É claro, novamente, a ética profissional deve ser envolvida.

Tem jornalismos e jornalistas por aí, de todos os tipos. E por isso, é comum vermos matérias que não têm nenhum resultado para a sociedade. Porém, por outro lado, vemos uma ameaça constante à liberdade de expressão e imprensa, quando alguém processa um jornalista que investiga, apura e denuncia, por meio de uma reportagem, atos ilegais por exemplo, cometidos com o dinheiro público.


Muita gente não gosta, entende que tem seus direitos de personalidade denegridos. Será? Ao fazer uso do dinheiro público, que o povo luta para conquistar todos os dias e pagar corretamente seus impostos, quem está denegrindo algo aqui é a fonte citada, já que está prejudicando o país.  Tudo tem limite, o jornalista não deve expor a vida privada desta pessoa, mas sim fazer uso do seu papel tão importante na sociedade para denunciar aberrações com o dinheiro do povo. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A função social da comunicação institucional: A reputação e a confiança

Os profissionais que trabalham na área de comunicação bem entendem o que vou dizer. Muita gente ainda vê a comunicação institucional como uma área predominantemente política, mas mostrarei aqui um outro lado, que é o que considero o mais importante na profissão. É o lado da função social.
Já é dito que as empresas precisam se comunicar com seus públicos, sejam eles seus clientes, acionistas, terceirizados, fornecedores, enfim, todo o publico que a envolve. Mas e a sociedade? Sim, ela entra em um dos públicos mais importantes para a comunicação institucional.
Isso quer dizer que hoje em dia as empresas precisam fazer mais do que se importar com seus lucros no mercado de trabalho. Elas precisam se comunicar com a sociedade, comunicar o que fazem e comunicar sobre seus produtos de uma forma diferenciada, mostrando valores agregados, como os de sustentabilidade, tão falada no mundo atual.
Não basta mais dizer que a empresa vende tal produto, mas sim que ela vende tal produto com valores agregados, valores esses que a sociedade está considerando como fundamentais na compra de um serviço ou produto.
Trata-se de uma mudança radical, se olharmos de forma profunda, analisando cada passo a passo da comunicação institucional no mundo e no Brasil. Se o jornalista pioneiro Ivy Lee mostrou ao mundo os primeiros passos da assessoria de imprensa, o que temos hoje é bem diferente do que era antes.
Não é especificamente de imagem que tratamos agora, mas sim de reputação, confiança e valores que uma empresa possui.
O trabalho do comunicador empresarial vai alem, ele precisa revelar o que a instituição tem no seu melhor, para um mundo melhor.
As mídias sociais, como facebook e twitter tambem surgem nessa nova era da comunicação institucional, interligando pessoas, interligando conceitos, interligando profissionais e a sociedade.
Quem está dentro da empresa, quem está fora? Quem é cliente, quem não é? Hoje em dia as coisas se misturam tanto, que nas redes sociais, o que está em jogo é então a reputação e confiança, novamente os novos paradigmas da profissão de comunicação institucional.
Se tivesse que apostar em duas palavras para a comunicação institucional seriam elas: Reputação e Confiança.
Até breve!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quem comunica, se entende? Nem sempre! Conheça os ruídos na comunicação

Ruídos da comunicação. Eita coisa chata. Isso sempre existe, independente da linguagem que usamos ou da perfeição que buscamos. Tudo pode ser ruído na comunicação empresarial ou mesmo se tornar um ruído dependendo da forma como comunicamos as questões organizacionais.
Isso é de fora para dentro e de dentro para fora. Os temidos ruídos podem estar em uma forma de comunicação desalinhada com a organização, uma estilo de material que não condiz com a cultura de uma empresa e das pessoas que nela trabalham. Por isso visualize o cenário.
Antes de iniciar um plano de comunicação e evitar um número grande de ruídos em relação ao que se comunica e o que resulta dessa comunicação, é importante conhecer bem a empresa na qual se trabalha. Todas as informações que puder encontrar acabam sendo importantes. Até a rádio peão pode te ajudar, mas não se deixe levar por ela!
Conheça sua empresa, a cultura dela. Compreenda o que diretores e gestores esperam da comunicação interna. Entre em sinergia com essas pessoas e com todos os colaboradores da organização. Se coloque sempre no lugar do colaborador, que vai ler a sua mensagem e esqueça um pouco da linha mais conservadora. Comunique com a verdade, com inspiração.
Lembre-se você é comunicador e ao mesmo motivador dos funcionários de uma organização. Se você pode transformar a vida das pessoas no trabalho em um ambiente de respeito, o faça, através do poder da comunicação.
Comunicador, adiante, vamos juntos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Conexão: Jornalismo, Sociedade e Empresa

Essa semana aconteceu uma coisa bem curiosa e que confirma a teoria que tenho a muito tempo: a de que assessores de imprensa são criadores de pautas muito antes que os jornalistas das redações quando se fala em comunicar o que faz um assessorado. Vou me explicar. Em uma seleção para uma vaga de assessor de imprensa um colega recebeu a seguinte intimação: quero testar a sua criatividade. É por isso que o jornalista que lida com empresas privadas, publicas ou ainda assessora um ONG precisa estar a frente das tendências e pautar o jornalista que está na redação. O termo “vender a matéria” significa ter uma ideia a frente para que o assunto esteja nos jornais do dia, semana ou mês seguinte.

O que seriam dos jornais sem os assessores e os assessores sem os jornais. Isso mostra que ambos precisam estar conectados para levar a melhor informação para a sociedade. As empresas que sobrevivem atualmente não são somente aquelas que tem bons produtos. É preciso comunicar o que são esses produtos, o que trazem de benefícios para as pessoas. A historia vai alem: é preciso comunicar além das portas das organizações as iniciativas que envolvem a sociedade, governo, instituições de ensino e por ai vai.

E a comunicação dessa forma vai ficando cada vez mais democrática, sempre envolvendo diversos segmentos da sociedade e atendendo a fome de informação de todos nós. E esse lado da comunicação empresarial me encanta, pois não é mais função dela construir uma imagem megaaaa positiva de uma organização. Mas com ética e seriedade, com compromisso da informação séria, o comunicador empresarial sabe bem onde quer chegar e como jornalista defendo esse elo entre sociedade e empresas, sejam elas publicas ou privadas.

Precisamos das empresas, precisamos das informações sobre elas, sejam boas ou ruins, precisamos da notícia. Precisamos dos jornalistas, precisamos dos comunicadores empresariais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Murdoch e Apple lançam o ‘The Daily’, primeiro jornal digital para tablets

Por: Christina Lima
Fonte: http://nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=770&tipo=A

A primeira data de lançamento foi marcada para 19 de janeiro de 2011. Comunicadores e nerds do mundo todo marcaram nas agendas de seus iPhones, mas na ocasião nada foi revelado. Agora, Rupert Murdoch, à frente da News Corp., e Eddie Cue , vice-presidente de serviços de internet da Apple anunciam o ‘The Daily’, o primeiro jornal do mundo projetado exclusivamente para computadores tablet, como o iPad.

O extremamente esperado lançamento oficial do ‘jornal digital’ no museu Guggenheim, em Nova York, é produto de uma parceria de vários meses entre o gigante da mídia e os engenheiros de Steve Jobs. Quando o evento, previamente organizado para o Museu de Arte Moderna de San Francisco, na Califórnia, foi adiado, Jack Horner, porta-voz da News Corp., não detalhou os motivos do atraso, mas publicações especializadas indicaram problemas na plataforma de assinatura.

O ‘The Daily’, já disponível aos consumidores, “reúne a sensibilidade do tabloide à inteligência do jornal impresso”, segundo o porta-voz. A principal inovação é que não haverá uma edição impressa e uma edição web. O envio da publicação será feito automaticamente para o iPad ou dispositivo semelhante. O diário vai custar US$ 99 centavos por semana.

O projeto, considerado o ‘xodó’ de Murdoch, recebeu investimentos de US$ 30 milhões e será dirigido por Jesse Angelo, ex-editor-chefe do ‘The New York Post’, que comandará uma equipe de 100 jornalistas, incluindo Pete Picton, editor on-line do ‘The Sun’, no 26º andar dos escritórios da News Corp., em Manhattan.

Murdoch disse ter tido a ideia do ‘The Daily’, após analisar um estudo sugerindo que leitores passavam mais tempo imersos em seus aplicativos para iPads do que usando seus tablets para navegar aleatoriamente na internet. A pesquisa indicava ainda que haverá 40 milhões iPads em circulação até o final de 2011. O magnata da mídia estaria especialmente animado com o projeto, pois, se bem executado, irá comprovar sua teoria de que consumidores estão dispostos a pagar por conteúdo on-line original de alta qualidade.

Com informações do ‘The New York Times’, ‘The Guardian’ e ‘Forbes.com’.

Blog Você S/A eu recomendo: Mochileiro Corporativo

Um blog muito interessante, com conteúdo para a vida de um líder e de profissionais que gostam de liderança e desenvolvimento profissional e pessoal.  EU RECOMENDO


Escrito por Paulo Campos, @pvcampos10

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As 11 previsões para o mercado digital em 2011

Para quem gosta de saber um pouco mais sobre as novas tendências do mercado digital, segue texto muito interessante. É um estudo da MillwardBrown que analisa as tendências de e-commerce, geolocalização, buscas e muito mais.

Fonte: Proxxima

Confira:

Em parceria com a Dynamic Logic, a MillwardBrown apresentou as 11 previsões para o mercado digital em 2011. De geolocalização a e-commerce, a empresa analisou todas as tendências para este ano e deu dicas importantes para o mercado.

Confira as 11 previsões:

1) Marcas irão se espalhar pela internet
A internet seguirá sendo dividida em um modelo duplo com web aberta por um lado e espécies de jardins emparedados, como as redes sociais, do outro. Estes aplicativos fechados são populares porque possibilitam ao anunciante controlar as interações com os consumidores. Mas as marcas precisarão multiplicar esses jardins, construindo diferentes aplicativos para plataformas específicas, como Facebook e iPhone. Depois, elas precisam discutir se precisam ter uma estratégia de integração ou algo mais restrito.

2) Valorização das compras online
Compras online continuarão crescendo, apesar do medo de se perder informações pessoais. Os serviços de compras coletivas como Groupon crescerão em outros países além de EUA e China. No país asiático, a febre das compras online darão vazão a novos modelos de e-commerce, como transação direta, leilão reverso, leilão holandês (leia mais em www.360buy.com) e o sistema Tuan Gou, de compras coletivas. O rei do setor naquele país é o Taobao, que deverá gerar US$ 90 bilhões em transações em 2011, mas que o Amazon.

3) Publicidade de display "sairá da caixa"
Os anunciantes apostarão em formatos interativos e com possibilidade de expansão, replicando parte da experiência de um microsite, por exemplo.Alguns dos novos formatos apontam para a dupla função, com combinação de múltiplos formatos na mesma página. Por exemplo: papeis de parede em background podem ampliar o impacto de banners. Há ainda formatos que usam imagens intrigantes para capturar as atenções. Conforme o internauta coloca o cursor do mouse em cima, a publicidade se expande e mostra até vídeos. Uma terceira tendência é integrar banners com campanhas de mídias sociais. O Google já previu que 75% de toda a publicidade na internet será social em torno de 2015.

4) Virais serão padrão
O viral não será mais considerado algo extra e “legal de se ter”, ms sim uma parte chave da estratégia de comunicação. Os anunciantes precisam acreditar que suas ideias irão “viajar”. O planejamento viral é parte crescente das campanhas digitais. AS ferramentas de medição de virais também ajudam neste cenário.

5) Mais conteúdos “feitos para web” em displays online
A publicidade em vídeos online deverá continuar crescendo a taxas acima de 50% ao ano. Vídeos de alta qualidade para mobile podem ampliar o mercado de publicidade de geo localização. A ferramenta mais interessante de 2011 deve ser o formato TrueView, do Google, que coloca o usuário no controle e permite que eles evitem publicidade que não queiram. O desafio está em encontrar-se um formato bom para usuários e anunciantes que possam permitir ao YouTube explorar toda a capacidade de sua audiência.

6)Mobilidade
Anunciantes usarão as possibilidades dos celulares, que permitirão às pessoas ficarem mais tempo conectadas e com experiências melhores. A mobilidade será ampliada por conta ainda de aparelhos como e-readers e tablets. As vendas de iPads deverão passar os 11 milhões em 2011, ultrapassando os números de taxa de adoção do iPhone. Outros tablents como Galaxy Tab (Samsung) e Playbook (BlackBerry) ajudarão a expandir o mercado.

7) Geolocalização
A geolocalização já expandiu durante o ano passado, mas em 2011 ela trará experiências mais recompensadoras para quem fizer seus “check-ins”. As pessoas querem ver informações mais detalhadas e dinâmicas do que apenas uma mera lsita de quem fez check-in. Deverá haver ainda mais descontos e recompensas para quem entrar em determinado lugar, como já existe na Best Buy. E a chegada do Facebook Places será de grande valia para as marcas identificarem, por exemplo, onde elas poderiam ter uma presença maior.

8) Buscas mais pessoais, móveis e impactantes
Links com perfis sociais, histórico de busca e segmentação de comportamento darão grande relevância aos usuários que souberem dividir essas informações com provedores de ferramentas de busca. A busca social do Google não decolou em 2010, mas a recente parceria de Bing com Facebook pode trazer impacto em 2011, abrindo espaço para um acordo similar do Twitter com algum mecanismo. Haverá mais espaço para companhias desenharem interface de buscas de nicho, por conta de aplicativos mobile, com o Orange Wednesdays, especializado em cinema. Tecnologias como busca baseada em imagens (Google Goggles), busca de voz (parte do Android API) e scanning em código de barras, irão ligar experiências mobile no off-line com recursos de informação online.
9) Jogos em movimento
Os lançamentos recentes do Move, da Sony, e do Kinect, da Microsoft, deram vida nova ao PlayStation e ao Xbox e trarão novidades em 2011 no que tange às inovações em desenho de jogos. Além disso, jogos casuais irão despontar, por conta das capacidades do iPhone e iPod. E os jogos sociais seguirão sendo muito populares, algo refletido no fato de que a Zynga, maior empresa do setor, tem um valor de mercado maior do que da Electronic Arts.

10) Marketing de nicho mais relevante
O estudo da Millward Brown aponta que as pessoas buscam por marcas em mídia sociais que sejam mais relevantes para suas necessidades. O Facebook, por exemplo, pensa em uma integração com a Amazon e outros sites que permita maior customização e relevância. Além disso, a plataforma social do Google deverá seguir a mesma linha. As pessoas estarão engajadas na maior rede social (Facebook), mas também em algumas que atendam nichos que lhe interesse. O estudo conclui que 2011 será o ano de redes menores com nichos específicos de interesse, com suporte do Facebook (exemplos: Foursquare e RunKeeper).

11) Privacidade online em discussão
Os anunciantes irão progredir no desenvolvimento de padrões de transparência online. A confiança será algo quantificável e os consumidores irão gerenciar e dividir seus dados com parceiros comerciais, tornando isso um modelo de negócios viável. Mídias sociais, portais, ferramentas de buscas e empresas de telecom irão brigar para serem a plataforma para conectar os consumidores. A ideia é evitar medidas regulatórias para proteger a privacidade online.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O desafio das redes sociais

Se você ainda  não está nelas e nem a sua empresa, prepara-se. A nova geração da comunicação empresarial está aí.

A comunicação sempre foi dinâmica. Mas agora ela está bem mais dinâmica. A aceleração é culpa das redes sociais, a nova forma de comunicação entre pessoas, empresas, governo e outros órgãos/instituições. Com elas surgem desafios e novos jeitos de empresas e organizações lidarem com seus públicos conhecidos e até mesmo os desconhecidos – aqueles que dão uma espiadinha nos acontecimentos do dia a dia.

Um público-alvo literalmente variado. Nesse ramo, manter as redes de uma empresa sempre atualizadas condiz com a preocupação de também manter o público alinhado com o que está acontecendo. Se a sua organização ainda não caiu nas redes socais, prepare-se. Ou o próprio empresário vai colocar ela por lá ou logo será avisado que o nome da organização está na rede.

Não tem como fugir e nem para onde correr. A nova “geração” da comunicação empresarial vem com o pacote de redes sociais e ignorá-las pode ser perigoso. Não saber usá-las pode ser pior ainda. Para começar segue um link muito interessante do BlogMidias8.com, no qual constam algumas dicas sobre como utilizar o TWITTER na sua empresa. Clique na imagem ou no link a seguir.

http://www.blogmidia8.com/2010/11/manual-basico-para-twitter-nas-empresas.html





Já é um começo para quem também quer fazer das redes sociais um aliado poderoso na comunicação empresarial.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre "webwriter"

Um dia de webwriter
Imasters

Autora: Ana Amélia Erthal

Para mudar um pouco o tom dos artigos e difundir ainda mais informações sobre nosso mercado, conversei com dois profissionais, um de São Paulo, outro do Rio de Janeiro, para saber mais sobre o dia-a-dia, as aventuras e agruras de um webwriter.. Cada um tem suas experiências e opinões, mas o fundamento é igual para os dois, principalmente num ponto: a leitura ainda é a chave para a formação de um redator de web.

Marcelo Ferraz é publicitário e atualmente escreve para o blog da Selulloid AG e em redes sociais em nome da BFGoodrich. Ele acompanha o mercado desde o tempo em que os blogs funcionavam como um diário, uma época em que se buscava resgatar a individualidade perdida com a era da cultura de massa. Léo Paiva é jornalista e trabalha como redator para a intranet da Coca-Cola Brasil, produzindo notícias e organizando o conteúdo para ser difundido para o público interno via ambiente digital. Ele também mantém o seu blog que é sucesso no Brasil e em Portugal, desde 2003. Sem querer, Léo entrou para a história da internet, ao criar, em 1997, uma das primeiras revistas acadêmicas digitais, a "Utopia", que ainda é relembrada em eventos e palestras.
Confira abaixo o que eles dizem sobre o mercado, sobre a língua portuguesa e as recomendações para quem quer seguir carreira.
- Você acha que escrever para o meio digital é muito diferente que escrever para o meio impresso?
Marcelo: Acho que sim. Na internet, se as pessoas ficam 30 segundos em uma página, já é muito. Então eu acho que o texto tem que ser mais curto e direto. Além disso, também acho que a linguagem pode ser mais informal em meio digital.
Léo: Diria que é a "formatação" do texto. Graças aos recursos interativos dele como hiperlinks, podemos nos dar ao luxo de escrever menos informações em uma massa de texto, linkando uma palavra ou expressão inteira para outra página que aborde o assunto que aquela palavra ou expressão está mencionando - na mídia impressa você precisaria, no mínimo, escrever um box sobre aquele assunto paralelo e tentar encaixá-lo na página. A possibilidade de construir textos modulares, interagir com outros recursos como gráficos, vídeos, áudios e tudo mais que a internet pode oferecer é simplesmente delicioso, principalmente porque faz com você se posicione não apenas como um "webescritor", mas como um produtor de conteúdo - e, como produtor de conteúdo, deve pensar em como passar aquilo que tem a dizer, não apenas em texto, mas gerando uma interação dele com informações em forma de vídeo, áudio, gráficos...


- Você acha que a linguagem utilizada na web deprecia a língua portuguesa?

Marcelo: Eu acho que, se a mensagem está sendo passada, e se as pessoas estão entendendo, a comunicação não está sendo prejudicada. Pra mim, é tudo uma questão de adaptação ao meio e ao público. Até pela questão da web ser mais dinâmica, e a linguagem ser mais direta, as pessoas abreviam mais pra falar. Mas não é porque eu abrevio numa conversa de MSN, que eu posso fazer isso em qualquer lugar.

Léo: Se você quer dizer o modo como as pessoas conversam nos chats com abreviações como vc, tb, vamos tc, e etc., eu diria que estamos nos equilibrando numa corda muito fina. Reconheço que, para conversar em tempo real nos chats ou MSN, abreviações como essas realmente agilizam e dinamizam o "pingue-pongue", mas tenho conversado com amigas professoras que sofrem quando seus alunos levam essa linguagem para a vida real e escrevem assim também em provas, redações tudo o mais.

- Como você acredita que o profissional deve se preparar para ser um webwriter?
Marcelo: Primeiro, tem que gostar de escrever. Acho que ele pode fazer cursos, e ler muito também. Existem muitos livros sobre o assunto (recomendo o "Blog Corporativo", do Fábio Cipriani). E com certeza tem que ser muito curioso também. Tem que estar ligado às novidades o tempo todo. O mercado de webwriting está em expansão, com inúmeras possibilidades. Hoje, as empresas estão começando a perceber que não adianta investir só em meios tradicionais. Cada vez mais elas investem em blogs corporativos, wikis, podcasts, videocasts, MSN, atendimento online, fóruns e redes sociais...

Léo: Ler! Ler de tudo, não apenas livros técnicos de redação ou webwriting, mas livros, contos, revistas, jornais, quadrinhos, bula de remédio... Consuma também outras mídias, assista televisão, ouça rádio, preste atenção no papo de estranhos dentro do ônibus... Absorva linguagens, tente entender o que chega à sua mente na forma como ela está sendo enviada, sem tentar "traduzir".

- Que curiosidades, dificuldades ou aventuras você já passou e pode contar?
Marcelo: Ah! Tem um ótimo que ajuda quem está começando. Era um dos meus primeiros jobs, na primeira agência que eu trabalhei. O diretor de arte que estava fazendo a arte do site pediu para eu escrever qualquer coisa, só pra marcar o layout. Eu comecei a escrever um monte de besteira sem sentido (afinal, ele falou pra eu escrever qualquer coisa). Resultado: ele nem leu o que eu escrevi e mandou pro Diretor de Criação aprovar... e ele foi pra reunião com o cliente! Ele só foi reparar no texto no meio da reunião. A sorte é que ele era muito tranqüilo, e mais sorte ainda é que o cliente não leu o texto. Depois ele voltou rindo, e isso virou uma piada interna. Mas é claro que depois ele me chamou e conversamos numa boa. Depois disso, eu nunca mais brinquei com texto pra marcar layout!

Léo: Eu trabalhava para um portal de voz com entrevistas com famosos. Quando saiu o documentário "Fábio Fabuloso" sobre o surfista Fábio Gouveia, consegui marcar uma entrevista por telefone. Meu telefone, na época, tinha um fio onde se ligava um gravador digital e, com ele, gravava o áudio que iria ao ar. Pois faltando cinco minutos para a hora combinada de ligar para o cara, meu telefone simplesmente parou de funcionar! Corrí para outra linha, tentei conectar o gravador nela para realizar a entrevista, liguei para o Fábio e rendeu um papo delicioso, cheio de curiosidades sobre o filme e sobre o cara que encantaria a todos - enfim, uma entrevista perfeita! Qual não foi minha surpresa ao ver que, na pressa, não havia conectado o gravador na linha correta... Uma entrevista de conteúdo ótimo, um bate-papo descontraído PERDIDOS! E agora?? Eu tinha que editar o áudio daquela entrevista naquele dia mesmo para que estivesse no ar no dia seguinte! Liguei pro Fábio de novo, pedi mil desculpas pelo incidente e pedi para regravar a entrevista - ele disse que tudo bem, mas estava de saída para o aeroporto e só ia desembarcar não-me-lembro-onde lá pelas 9 da noite. Foi o tempo que tive para resolver o problema da minha linha telefônica original e, às 9 da noite, o próprio Fábio me liga do orelhão do aeroporto, logo após desembarcar. Foi aquela situação de "é agora ou nunca" e ele foi muito legal em repetir a entrevista toda dalí, do orelhão do aeroporto, tarde da noite. O resto do sacrifício foi meu, de ter que tratar o áudio para diminuir o ruído de rua por trás da voz dele e preparar tudo que envolvia no processo de atualização do portal de voz pela madrugada a dentro... Mesmo refeita aos trancos e barrancos, a entrevista continuou ótima e rendeu um bom número de ouvintes curiosos em saber mais sobre o surfista depois de terem visto o filme.

 - O que você recomenda para aqueles que gostariam de ingressar na carreira?
Marcelo: Tem que ser muito curioso, tem que estar atento a tudo o que acontece. Minha sugestão: tenham um agregador de feeds e um delicious. Gostou de um blog? Adiciona no seu agregador. Gostou de um artigo/site/notícia? Adiciona no delicious.

Léo: O negócio é praticar. Crie um blog sem pretensões e escreva, sem parar, faça disso um exercício diário. Reescreva notícias, desenvolva sua crítica a respeito de determinados assuntos, ponha pra fora aquilo que está na sua cabeça, tente dar forma às suas impressões mentais. Mostre seus textos para terceiros e avalie / aceite as críticas que receberá, pois no fim das contas, você não produzirá conteúdo para você, mas para as outras pessoas. Com isso, refine e descubra sua linha de raciocínio, seu estilo.


Up the webwriters!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Qual é a melhor opção de trabalho no Jornalismo: contratado ou freelancer?

Fonte: Comunique-se
Autor: Anderson Scardoelli


Nos últimos anos, a profissão de Jornalista se deparou com a crescente de uma nova forma de trabalho na área: o freelancer. Mas será que na atualidade esse modelo de serviço é melhor para os profissionais da comunicação? Um jornalista ter emprego fixo, registrado, em algum grande veículo de comunicação não é algo tão proveitoso como antigamente? Dois jornalistas que escreveram livros sobre as duas formas de emprego respondem essas questões, e divergem sobre o tema.

Estabilidade

A editora de treinamento da Folha de S. Paulo, Ana Estela de Sousa Pinto, é um exemplo de jornalista que se dedica integralmente ao trabalho fixo. Ela está há 22 anos no jornal, empresa em que já foi secretária-assistente de Redação, repórter, editora e passou por diversas editorias. Em 1988, Ana Estela decidiu trocar a agronomia pela Folha e não se arrependeu, tanto que não sabe o que é trabalhar fora do jornal. De acordo com ela, a principal vantagem em ter um serviço registrado em algum veículo de comunicação é a estabilidade. Ana Estela é autora do livro A vaga é sua - como se preparar para trabalhar em Jornalismo, escrito em parceria com Cristina Moreno de Castro.

“Fiz muita coisa aqui (na Folha), tive vários cargos, conheço muita coisa no jornal. Ganhei muita experiência em várias áreas. Uma oportunidade que não sei se teria em outro lugar, ou se estivesse trabalhando como freelancer”, diz Ana Estela.

Flexibilidade


O jornalista Maurício Oliveira é autor do livro Manual do frila – o jornalista fora da redação e afirma que o trabalho de freelancer é a melhor opção para os profissionais da área. Ele conta que desde que escolheu entrar para a vida de freelancer, em 2003, até sua condição financeira melhorou, além de lhe proporcionar algo que considera de suma importância: ficar mais tempo com a família. Oliveira enxerga com ótimos olhos a carreira de um jornalista freelancer, tanto que afirma não se arrepender da escolha, mesmo tendo trabalho de forma fixa em grandes jornais e revistas, como Veja e Gazeta Mercantil.
“É ter domínio sobre seu dia, estar mais com a família. Quando se é freelancer a produtividade aumenta, há um controle maior do tempo. Em redação sempre para o trabalho para fazer outra coisa, perde a concentração para ficar na internet e tomar café”, argumenta Oliveira.

É a melhor escolha, mas tem pontos negativos


Enquanto Oliveira é um defensor da atuação como freelancer, ao contrário da jornalista da Folha, ambos assumem que os dois lados da profissão têm alguns problemas. O autor do Manual do Frila alerta que o freelancer “pode ficar esquecido” se começar a recusar muitas ofertas de trabalho que lhe são oferecidas.

“Quando se rejeita duas vezes um trabalho do mesmo veículo você fica esquecido, isso é muito delicado, às vezes se tem excesso de oferta de trabalho e temos que aprender a administrar”, revela Oliveira.

Já Ana Estela diz que no começo da carreira (estudantes e recém-formados) fazer freela pode auxiliar a ingressar no mercado, ajudando até mesmo na seleção de programas de treinamento, como o do diário paulista.

“No início de carreira, ser freelancer ajuda o profissional a ficar conhecido entre os editores de jornais e revistas. Auxilia inclusive em alguns processos seletivos. No começo, lutar por um trabalho registrado pode atrapalhar, porque a pessoa é boa, mas não tem experiência, nunca fez freela”, afirma Ana. Porém ela diz que se aparecer uma oportunidade de trabalho como freelancer e outra proposta para ter contrato fixo, o candidato deve optar pela segunda opção.

Estabilidade financeira

Os jornalistas divergem a respeito de um assunto que é indispensável para qualquer pessoa na hora de escolher um emprego: a estabilidade financeira. Segundo o freelancer Maurício Oliveira, um profissional que tem como linha de serviço apenas o que é passado de forma avulsa, sem um vínculo empregatício com nenhuma revista, jornal, site, rádio, ou emissora de televisão, pode e tem grandes chances de ter uma carreira que proporcione um bom patamar econômico.

“Para ganhar dinheiro freelar é um ótimo caminho. Eu consigo ganhar melhor depois que me tornei freelancer. Mas além do dinheiro, sendo freelancer tenho a possibilidade de morar em Florianópolis e fazer trabalho para alguma revista de São Paulo”, conta Oliveira, que complementa para dar uma dica de como se estruturar para não ter problemas com dinheiro: “Aprendi uma lógica depois que virei freelancer, tenho que me programar por ano e não por mês. E minha vida anualmente é estável”.

Porém, de acordo Ana Estela, a estabilidade econômica e os benefícios que um trabalho registrado oferece são os fatores que a fizeram nunca pensar em sair da Folha de S. Paulo para tentar seguir carreira como freelancer. Segundo ela, para ter sucesso contínuo apenas freelando é necessário ter um nome conhecido no mercado, coisa que muitos profissionais não conseguem.

“O principal benefício do trabalho fixo é a segurança, saber quanto vai ganhar no final do mês. Sendo contratada dá para se estruturar melhor. Com isso, prefiro continuar com a estabilidade do fixo, nunca pensei em ser freelancer”, afirma Ana Estela. A jornalista faz questão de deixar claro qual a sua preferência na forma de serviço no Jornalismo: “Para essa estabilidade financeira o trabalho fixo, em minha opinião, é melhor”.
Todo jornalista pode ser freelancer?


Para Ana Estela, não é todo profissional de comunicação que poderá se tornar freelancer. Entretanto, o jornalista acredita que falta esse tipo de profissional no mercado. “Penso que como freelancer, para você se firmar apenas com essa forma de serviço, é complicado, precisa já ter um certo nome na carreira, ser reconhecido por várias redações. Não acredito que todos jornalistas tenham que freelar”, diz a editora de treinamento da Folha.

Maurício discorda. "Há mercado para isso (todo jornalista se tornar freelancer). Os veículos estão precisando desse tipo de mão de obra. Mas o profissional tem que saber que a vida será corrida, muitas vezes serão cinco ou seis trabalhos de uma vez e tudo com prazo", comenta o profissional que há sete anos se dedica ao trabalho freelancer.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não mate o mensageiro

Certa vez ouvi de uma gerente de comunicação durante uma palestra que não devemos matar o mensageiro. E quando a situação está no começo, o ideal é já cortar pela raiz antes que ela evolua. Matar o mensageiro é o mesmo que,por ocasiões exteriores ou estímulos que vem de fora de nosso escopo nos leva a um desanimo na hora de entender o nosso papel como comunicador na organização. No dia a dia pode ser que não se note a importância de uma nota automaticamente publicada no boletim.

Mas se refletirmos um pouco sobre o comunicador e a comunicação, vemos que o sentido das coisas está além. Comunicar é viver. De nada adianta fazer e não comunicar. É como se o que fosse feito ficassse preso em uma caixa secreta sem chances de ser disseminado. Agora quando a comunicação flui, percebemos que cair na rotina pode ser um perigo para os mensageiros.

Tem mais algumas questões. Nem todos em sua equipe podem estar engajados em uma causa nobre, que é fazer a comunicação de sua empresa, na melhor forma e com táticas do jornalismo empresarial engajado ao endomarketing. É a veia. É o viés. Não se deixe cair no piloto automático, pois sua luz como comunicador pode se apagar. O que falo aqui é no sentido de interesse e motivação, que vem de dentro par fora e também é estimulada pelo ambiente e pelas próprias pessoas.

Não tem nada melho que enfrentar os obstáculos, comunicar com a certeza e no final receber um email ou até mesmo uma ligação de seu cliente, dizendo que o objetivo dele foi atingido ou até passou da meta, julgando a comunicação feita pelo mensageiro como uma sutileza para o sucesso do trabalho, programa ou projeto.

Portanto mensageiros, leve a palavra com carinho e amor. Pense no seu cliente, no seu leitor e tenho a certeza de que os motivos que tinha para matar o mensageiro se acabam em apenas um segundo de reflexão.

Adiante, mensageiros, comunicadores empresariais, guerreiros da palavra!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Seja a diferença!

Ótimo texto escrito por Jéssica Simões.
Esta é a diferença dos profissionais que aproveitam uma oportunidade, diferente dos profissionais comuns

http://ometzonline.com/pt/operacional/palavra-da-cupula/seja-a-diferenca

domingo, 24 de outubro de 2010

Imagem e identidade ao mesmo tempo. Qual é a correta?

Você já parou para pensar na diferença entre imagem e identidade empresarial? Esses dois termos são diferentes e nos levam a dois aspectos: o que a empresa quer ser (imagem) e o que realmente ela é (identidade). Nem sempre é fácil diferenciar as duas questões. Isso porque, através da comunicação, muitas delas tentam passar uma imagem diferente da identidade. O que acabam ganhando mais tarde é fama de uma empresa que só tem discurso e pouca prática. E aqui poderia ficar citando centenas de exemplos de empresas brasileiras que usam da comunicação para manter uma boa imagem, no entanto a real identidade a compromete. Alias, não somente empresas, mas pessoas.

No setor empresarial pode-se descobrir se a empresa tem discurso e prática desalinhada quando, por exemplo, em uma conversa com algum funcionário, descobre-se que o que é divulgado sobre a empresa nada tem a ver com o que acontece internamente. É curioso. Porque depois de um tempo a casa realmente cai e a aí o jeito é fazer a chamada “gestão de crise”. E tem outra: a empresa esquece que seus colaboradores fazem parte do primeiro grupo de público em potencial.

Aqui vale o antigo ditado: Prevenir é melhor do que remediar. A comunicação é uma ferramenta poderosa, podendo criar e desfazer oportunidades e imagem. No entanto, uma vez mostrada uma imagem diferente da identidade, vai chegar o momento de mostrar as cartas na mesa. A organização pode pensar que por um momento está pagando barato, mas na verdade, pagará caro pela recuperação da boa imagem.

Então, ao realizar um plano de comunicação, é preciso entender a realidade da empresa, o que ela quer e onde quer chegar. Definidos os rumos, começar pela identidade é uma boa estratégia. De nada vai adiantar querer criar uma imagem que cedo ou tarde será desmentida de forma vergonhosa e pode até ser responsável pela falência dessa organização. Fique alerta e considere que imagem tem que ser igual a identidade para que não se perca o caráter, o público e a própria existência organizacional.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Comunicação interna: o pãozinho nosso de cada dia por Luiz Antônio Gaulia

Confira o artigo de Luiz Antônio Gaulia, publicado no site da Aberje - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

Motivar, envolver, alinhar, integrar e mais recentemente comprometer e engajar os empregados são, em geral, as tarefas da comunicação interna.

Digo tarefas porque comunicadores reunidos nas áreas de RH ou DHO, geralmente não são considerados como profissionais estratégicos. Personificam a execução de tarefas: respondem como padeiros diante da fila de clientes que surgem pelos corredores exigindo “pão quentinho a toda hora”. Lembrando que, na maioria dos casos, nossos comunicadores entregam apenas um tipo de pãozinho (esqueçam a possibilidade de croissants).

A comunicação interna que circula na organização torna-se, portanto, pouco saborosa. Mais uma obrigação em cumprir com o uso da farinha no estoque do que com o entusiasmo por novas receitas e descobertas.

Informação fria, cardápio insosso. Diante dessa vitrine, como ficar motivado? Engajado?

Como quebrar o ciclo de reatividade e avançar estrategicamente com uma comunicação capaz de transformar a “padaria” inteira? A começar pelos padeiros: a mente envolta pela nuvem de farinha e pelo calor do forno nem percebe que do outro lado da rua servem café com biscoito, frutas, pão com queijo e presunto, doces e tortas. Do outro lado da rua tem música ao vivo e...não tem fila!

O que quero dizer com toda essa comparação entre pães, padeiros e a comunicação interna? Ora, o que todos nós já sabemos: para se avançar com um trabalho que de fato mexa com as pessoas e traga significado para a rotina de trabalho é preciso que a comunicação seja forma, mas também conteúdo. Que seja um ritual de relacionamentos e não um texto decorado e repetitivo. Que tenha compromisso com a ética e a transparência e não seja uma promessa que nunca será cumprida de fato.

A comunicação interna pode ser o pão nosso de cada dia desde que seja sinônimo de palavra e não de ruído. Sinônimo de esclarecimento e não de embromação. Que seja o alimento mágico de aproximação entre líderes e times de trabalho ao redor de uma farta mesa. Onde todos tenham voz (e ouvidos) para saber compartilhar e tornar realidade uma visão de futuro.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Diferentes mas iguais

Quem quer atingir a público jovem não pode deixar de entender um pouco sobre essa nova geração, que em muito se parece com as anteriores. Confira o perfil dos jovens através de uma interessante matéria publicada no Jornal Gazeta do Povo.

"Os adolescentes de hoje apenas parecem diferentes dos jovens do passado. Eles continuam andando em grupos, são adeptos a modismos e vestem-se e comportam-se como seus amigos. Confira os prós e contras desse comportamento". Saiba mais.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Prêmio e outras questões...

A comunicação empresarial no Brasil está com uma novidade recém saída do forno. No dia 13 de outubro conhecemos os vencedores regionais do Prêmio Aberje 2010, o maior prêmio de comunicação empresarial/organizacional do Brasil. As empresas que venceram a etapa regional concorrem agora na etapa nacional que vai revelar as melhores ações em comunicação empresarial no país. O prêmio é uma iniciativa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). Os vencedores das regionais apresentam novamente os trabalhos em audiência pública em São Paulo no dia 5 de novembro.

Ao todo são dez categorias: campanha de comunicação de marketing; comunicação de programas, projetos e ações culturais; relacionamento com a imprensa, relacionamento com a sociedade, com investidores, público interno, responsabilidade histórica e memória empresarial, mídia impressa, publicação especial e mídia audiovisual. As empresas vencedoras da região sul e de outras regiões do Brasil podem ser consultadas no site www.premioaberje.com.br.

Através dessas categorias podemos perceber como a comunicação empresarial é ampla e atende a diversas esferas nas organizações. Além de ser uma vitrine, o prêmio mostra empresas que se preocupam com seus públicos e que possuem um avanço na comunicação. Mais que do que estar no mercado, é preciso se comunicar. E falando nisso a comunicação empresarial também tem data comemorativa. No dia 8 de outubro os profissionais da área comemoram o dia nacional da comunicação empresarial.

Aliás esses dias, lendo o jornal Valor Econômico, vi uma matéria sobre as redes sociais. Infelizmente no Brasil somente 36% das empresas utilizam essa ferramenta como uma forma de comunicação oficial com seus públicos. Eu achava até que poderia ser maior esse número, mas me enganei e percebi que ainda são poucas as organizações preocupadas com o poder da rede virtual. O Boticário e Natura estão entre as empresas que sabem como utilizar as redes socias dentro do mix da comunicação empresarial e usam como uma ferramenta aliada à empresa. Achei o número ainda relativamente pequeno, mas acredito que deva aumentar a utilização do twitter, facebook, entre outras redes sociais.

Para quem está ligado na área virtual pode conferir o recém case da Nextel. Conectada a rede social facebook a empresa desenvolveu um vídeo interativo, no qual o participante indica seus amigos na rede, que vão fazer parte do filme. O texto é engraçado e o mais interessante é que no final o participante tem uma surpresa. É surpreendido por uma ligação que acontece simultaneamente ao vídeo. Ficou curioso? Acesse sua rede virtual e confira. E muita novidade ainda vem por ai. A comunicação empresarial está inovando cada vez mais e sendo assertiva com a sociedade, deixando de ser apenas uma política de imagem para ser uma estratégia fundamental para a sobrevivência das empresas de pequeno, médio e grande porte.


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Vanessa Dasko

Jornalista - MTB 8427/PR

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vencedores da Região Sul - Prêmio Aberje 2010

Campanha de Comunicação de Marketing


Rede Marista Aprender a ser feliz - Campanha de Fidelização e Captação da Rede Marista do RS -

Comunicação de Programas, Projetos e Ações Culturais (1)

Editora Positivo Ações especiais: o relacionamento com clientes da rede particular de ensino -

Petrobras Faça seu curta Petrobras em festivais de cinema -


Comunicação e Relacionamento com a Imprensa

Ecovia Construção do Viaduto Borda do Campo NQM Comunicação


Comunicação e Relacionamento com a Sociedade

Fundação Bunge Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí -


Comunicação e Relacionamento com Investidores

Unimed Londrina Programa de Comunicação e Relacionamento "Uma Escolha para a Vida" OZ Propaganda


Comunicação e Relacionamento com o Público Interno

AGCO A Comunicação Interna como estratégia eficaz de integração 


Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial

FIEP 65 anos da FIEP -



Mídia Impressa

FIEP Comunicação Editorial do Sistema FIEP


Publicação Especial

Unimed Londrina Livro Caçadores de Relâmpagos OZ Propaganda


Mídia Audiovisual

Endesa Cien Mulheres Integradas AV Produções

Conheça os vencedores do Prêmio Aberje 2010

No dia de hoje, a Aberje reuniu em São Paulo todos os representantes da Governança do Prêmio Aberje - a Gerência do Prêmio, Jovanka Mariana e Bruno Affonso; o ombudsman do Prêmio, Roberto de Castro Neves; o representante da auditoria BDO, Felipe Melchioretto; e a representante da Rubens Naves Escritórios de Advocacia, Valéria Trezza – para o anúncio dos vencedores do Prêmio 2010 das seguintes regiões: Espírito Santo e Rio de Janeiro; Minas Gerais e Centro-Oeste; Norte e Nordeste; São Paulo; e Sul. Confira os vencedores de cada uma das regiões no site do Prêmio Aberje. Os vencedores farão novas apresentações dos trabalhos na Audiência Pública Brasil, no dia 5 de novembro, em São Paulo.

http://www.premioaberje.com.br/

Fonte: Aberje