sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Comunicação e rede social: uma tendência sem fim?

No final de agosto tive a oportunidade de participar da 4ª Conferência de Comunicação Interna em São Paulo. O evento me fez refletir sobre a área nas organizações e um mercado novo, que vejo como promissor para comunicólogos e gostaria de compartilhar. A comunicação interna nas empresas vem sendo enxergada como uma necessidade, ainda que muitas não consigam medir os resultados de imediato, afinal no quesito capital tudo ou quase tudo precisa ser mensurado.

A comunicação interna vai além de informar acontecimentos na empresa. Ela tem que envolver, gerar o sentimento de pertence dentro da organização. E o resultado é que isso reflete dentro e fora dela. Nota-se que as melhores empresas para se trabalhar investem pesado em comunicação. E porque tudo isso? Ninguém gosta de ser o último a saber das coisas. E nas organizações esse processo não é diferente. Mas porque ainda as equipes de comunicação interna são enxutas? E não estamos falando apenas de pequenas e médias empresas. Refiro-me a empresas grandes, com sedes em vários estados brasileiros e até na America Latina. No geral, as equipes são compostas por três ou cinco profissionais que atendem as demandas. Aí vêm duas questões importantes: de um lado a profissão, que é recente e está em ascensão acelerada e de outro o trabalho árduo de convencer os executivos de que a função do comunicador vai além de trabalhar em momentos de crise organizacional e fazer textos informativos.

E tem mais. O que espera as empresas em termos de comunicação está a frente das tecnologias de redes sociais. Tem gente que tem receio e até evita o uso dessas novas ferramentas, mas tem gente que vê aí a oportunidade para o desenvolvimento. Recentemente li uma matéria sobre reivindicações feitas por moradores de um bairro de Curitiba através do twitter. A novidade é a solicitação na rede social acabou dando resultado. As redes sociais estão mais vivas do que nunca. E como a comunicação é uma tendência sem fim, elas podem ser aliadas ou inimigas das organizações.

Aliás, o que vem por ai é comunicação com interação. Celulares mais modernos já apresentam em sua configuração original programas de redes sociais, como twitter, facebook, entre outros. É a atualização imediata de assuntos soltos pela rede virtual. Em que lugar tudo isso vai chegar? Todo esse “bum” que amedronta algumas empresas pode ser visto como algo extremamente positivo. Tem organização que ainda não sabe como lidar com esse “bum” da comunicação em rede. Sabendo ou não, o que ela vai perceber é que poderá cair nas redes sociais através de seus clientes, colaboradores e/ou parceiros.

2 comentários:

Ju Mascarenhas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ju Mascarenhas disse...

Estive na Conferência também! Foi excelente. Parabéns pelo blog!