segunda-feira, 26 de julho de 2010

Comunicar é estratégico

Para continuar nosso assunto vale a pena conferir o texto "Comunicar é estratégico" no blog: http://bloglideranca.wordpress.com/2009/08/18/comunicar-e-estrategico/

Autoria: Miriam Cristina Fava Santos
Relações Públicas, Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. É gerente de Comunicação e Desenvolvimento da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA).



...Alguns pensam na comunicação como algo necessário para a melhoria e qualidade nos relacionamentos, aquela que garantirá o sucesso no entendimento, uma maior interação/comunhão e que dá um gosto especial na relação do emissor e receptor.
Entretanto, a comunicação deve ser vista de forma muito mais estratégica...

Campanhas institucionais são estratégicas para comunicar o que se faz na empresa

Por Vanessa Dasko



Muitas vezes as organizações encontram-se alinhadas estrategicamente, mas seus funcionários não. O que acontece é que a alta gerência consegue visualizar claramente o que a empresa faz, como chegou lá e o que pretende fazer futuramente. Compreendem ainda o trabalho desenvolvido, as diretrizes estratégicas, missão e valores empresariais.

Mas para os funcionários tudo isso muitas vezes é um tabu. Algo distante da realidade que vivem no dia a dia. Um discurso incoerente com a ação. É como se o trabalho que cada um desenvolve não estivesse alinhado com tudo que a empresa faz e é no seu setor ou ramo de atuação. O resultado disso não é nada bom. Os funcionários sentem-se desmotivamos, não pertencentes a organização e ao seu mundo de alinhamento estratégico.

Uma forma de amenizar esse problemão na empresa e envolver os funcionários para que compreendam o importante papel que tem na organização é realizar campanhas institucionais. Elas podem variar conforme o foco de necessidade. Se a falta de compreensão está no publico externo da empresa, isto é, os clientes, o campanha deve ser alinhada para esse público. Se o foco é envolver colaboradores em torno de causas empresariais, o objetivo é desenvolver uma campanha institucional interna. Existem ainda campanhas que são alinhadas para o entendimento dos dois públicos. Essas geralmente lidam com a imagem da empresa dentro e fora da organização.

Uma coisa é certa. Envolva sentimento, emoção e engajamento.

Nem sempre é fácil estabelecer um laço entre comunicar a estratégia e envolver. Porém se for possível casar os dois lados, o resultado final será bem mais positivo. Para gerar a curiosidade sobre o que vai acontecer na empresa comece com teasers, mensagens SMS ou e-mail que evolvam os funcionários e instiguem a todos sobre o que vai acontecer.

No próximo texto vou trazer alguns exemplos de campanhas externas que acompanhamos como clientes e algumas campanhas internas, desenvolvidas especialmente para funcionários.

Até breve!

domingo, 4 de julho de 2010

Guia de Comunicação e Sustentabilidade

Clique aqui e conheça o material: 
http://www.institutovotorantim.org.br/pt-br/noticias/Paginas/100428_guiaComunicacaoSustentabilidade.aspx






Está disponível para download gratuito o “Guia de Comunicação e Sustentabilidade”, uma publicação com orientações sobre o conceito de Sustentabilidade e dicas a respeito das ferramentas de comunicação e gestão. Elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o guia teve o apoio do Instituto Votorantim durante sua produção, junto com outras instituições.

O material foi desenvolvido ao longo de dez meses, a partir da coleta de informações de reuniões, workshops e debates com palestrantes nacionais e estrangeiros. Por meio desta troca de experiências, foi possível levantar os principais dilemas, desafios e oportunidades das corporações em relação ao tema Sustentabilidade. Como resultado deste trabalho, o Guia elenca orientações e dicas para que as empresas possam se comunicar de forma efetiva e produtiva com funcionários, mídia, acionistas, fornecedores e prestadores de serviços, além de instituições governamentais e sociedade civil.

Além de ser destinado aos profissionais de comunicação e mídia empresarial, o Guia abrange também outros tipos de público. Seu conteúdo poderá ser utilizado em workshops, treinamentos e palestras como uma fonte de referência e consulta a respeito do tema Sustentabilidade.

Ele tem razão...

Eloi Zanetti
eloi@eloizanetti.com.br


Vou jogar fora meus livros de marketing



Trabalho com marketing, vendas e comunicação desde 1968 - vi as coisas acontecerem - me considero um dinossauro da espécie. Hoje, por mais que tente atualizar-me, sou surpreendido pela velocidade das mudanças, principalmente, as motivadas pelos meios digitais.

Estes dias precisava organizar uma apresentação para um cliente da área de produtos agrícolas. Na preparação, comecei a elaborar o esqueleto da palestra: tipos de clientes, maneiras de abordagem para cada um, detalhes sobre o comportamento dos compradores e dos formatos específicos de negociação para a área.

Não sigo a linha acadêmica, quase tudo que faço é do meu jeito e estilo. Experiência de vida e prática de mercado dirigem meus passos. Mas, dessa vez, o trabalho emperrou. Rendi-me à academia e, como no programa do Silvio Santos, pedi auxílio aos universitários - fui aos meus livros de marketing. E, à medida que os folheava, percebi que haviam ficado velhos, que não serviam mais, viraram peças de museu. Foi um choque descobrir que livros importantes e inovadores para mim, em determinadas épocas, se esfacelavam frente às novas tecnologias, comportamentos e ferramentas de comunicação.

Gente como eu, da geração baby boomers, nascidos após a Segunda Guerra, sente dificuldade em acompanhar e lidar com  as novas formas de comunicação: Orkut, Twitter, Facebook, Podcast, Bluetooth, SMS, MMS e aquelas que estão sendo inventadas ainda esta semana. Participar das chamadas redes sociais e entender os processos das convergências de mídia são outros problemas. Por mais que pesquise, para me manter atualizado sobre o assunto, participando de palestras, encontros, seminários e lendo matérias em jornais, revistas e na própria WEB, é difícil acompanhar o ritmo. Para os nascidos na geração Y, já dentro do contexto digital, é muito mais fácil pensar e viver o novo meio. E pensar que foram os da minha geração que inventaram tudo isto.

Como um náufrago que tenta chegar a uma tábua de salvação e a afasta com suas braçadas ao criar ondas, quanto mais quero acompanhar a comunicação contemporânea, mais ela se afasta de mim. Já imaginou se eu ficasse parado?  Esses dias, outro choque. Ouvi uma moça dizer: “Já estou velha demais para trabalhar em agência de propaganda”. Levei um susto. Ela só tinha 34 anos. Conversando com amigos sobre o fato, disseram: “Ela tem razão, está velha demais para isso.” Que fazer com os meus 63 anos? Hoje, tudo que sei é que nada sei. Frase bem antiga, não? Sócrates (469/399 a.C).

Por outro lado, a necessidade de conteúdo prático e sintetizado é enorme, bem como a elaboração de estratégias comerciais bem estruturadas. Tarefas que os jovens pouco dominam em se tratando de ambiente corporativo e ações de negócios. Escuto-os falar sobre a necessidade de criar boas histórias para suas abordagens nos trabalhos de transmídia, convergência e construção de redes sociais. Dizem que sem uma boa história a coisa não começa, e chamam a isso de storytelling. É justamente nesse ponto que aparecem os diferenciais da minha geração. Temos mais histórias para contar do que eles e, se não souber de uma, criamos, inventamos e sabemos onde buscá-las. Construir metáforas é com a gente mesmo.

No meio de tantas mudanças uma coisa é certa: nós, mais velhos, não precisamos ter medo da complexidade porque, no final das contas, ela não é tão complexa assim. Mudou a maneira de nós humanos nos comunicarmos, mas não mudou nossa essência. Continuamos vaidosos, egoístas, desejamos status, vantagens e buscamos a eterna juventude. Um prato cheio para quem trabalha com marketing. Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes.

Os velhos livros de marketing - pode contar dez anos para dá-los como desatualizados - ficaram obsoletos porque os meios de comunicação exigem novas estratégias e as ferramentas oferecidas pela tecnologia da computação mudam muito mais rápido do que as técnicas do marketing. O meu consolo é que de tudo resta um pouco. Livros de marketing, agora só no sistema Kindle.

domingo, 6 de junho de 2010

A gestão estratégica da comunicação organizacional

Confira o artigo de Renato A. A. Manzano sobre Comunicação Organizacional e a grande questão: 


A Comunicação está preparada para comunicar a estratégia?


Fonte: Aberje


Acessse: http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=259&ID_COLUNISTA=42



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Integração, comunicação e informação na intranet

Como juntar documentos, normas, procedimentos, projetos, notícias e o principal elemento que tornam as atividades organizacionais possíveis, que são as pessoas? Para interligar processos administrativos, estratégia empresarial e relações humanas, as organizações utilizam a intranet, um portal eletrônico interno, com acesso restrito aos colaboradores.
Mas o que chama a atenção nesta ferramenta que está dentro do pacote da comunicação empresarial são as novas formas e possibilidades de integração e humanização. Como falamos por aqui, a comunicação está cada vez mais ligada a valores e cultura empresarial. Nunca se falou tanto em comunicação e informação em uma era cada vez mais digital. O recado é que quem não se atualizar vai ficar para trás no mercado de trabalho. É por isso que algumas empresas estão cada vez mais atentas as novas ferramentas que integram a sociedade e o público interno, stakeholders, nos produtos e serviços prestados.

E porque não integrar todas essas ferramentas, como os formatos de redes sociais, para desenvolver uma intranet inovadora, que vai além da informação de procedimentos internos? Essa é uma das estratégias que as empresas estão começando a desenvolver em 2010. Além da informação e comunicação de notícias e procedimentos administrativos, a intranet está em revolução. Com as várias possibilidades disponíveis pelo mercado de comunicação digital, ela pode se tornar um ambiente de integração humana e compartilhamento de conhecimento dentro das empresas.

Os chamados “orkuts corporativos” estão sendo aos poucos incluídos no ambiente virtual das organizações. E as vantagens de investir em integração humana são várias. Entre as principais está a geração de transparência, compartilhamento de informações e conhecimento, além de melhora significativa no clima organizacional. Se por um lado o papel do jornalista nas empresas é ajudar nas formas de comunicação voltada para colaboradores e outros públicos estratégicos, como a própria sociedade, ele também pode participar da formatação dessa nova forma de comunicação interna. Esta maneira de integrar colaboradores é uma quebra de paredes entre departamentos e setores da organização.

Pensar em planejamento estratégico de comunicação nas empresas sem dar uma atenção especial ao desenvolvimento e criação de um portal eletrônico interativo e ligado diretamente com as redes sociais é não cumprir um plano completo de políticas da comunicação institucional. Claro que não dizemos aqui de abrir o conteúdo da empresa para toda a comunidade. Mas sim, de integrar links e conteúdos dessas redes, das quais muitos colaboradores fazem parte, para centralizar e ao mesmo tempo valorizar a humanização nas empresas.

Essa é uma lição de casa que não pode faltar ao comunicador empresarial. E já tem sites ligados nessas inovações e gerando prêmios para portais que trazem novidades. E como sempre, um dica no final. O Intranet Portal (www.intranetportal.com.br), primeiro site do Brasil focado em portais corporativos e de gestão do conhecimento, traz diversos textos sobre o assunto e inclusive a terceira edição do Prêmio intranet portal, para portais inovadores. Se a sua empresa tem uma intranet interativa, as inscrições estão abertas até o dia 26 de junho. Até a próxima!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O “telejornalismo” das organizações



Revelar a informação empresarial com práticas de jornalismo vem sendo uma estratégia muito adotada nas empresas. Neste contexto, os profissionais de comunicação trabalham de forma integrada para atingir os vários públicos de uma organização. A comunicação, isto é, as formas de interações humanas, as informações e notícias podem chegar através de vários canais ou meios aos colaboradores de uma empresa. Além dos materiais de comunicação que já conhecemos e falamos por aqui (comunicação institucional e comunicação mercadológica ou endomarketing e comunicação administrativa) os jornalistas dispõem de mais uma ferramenta: a televisão coorporativa.

O uso dessa ferramenta da comunicação empresarial está relacionado com novas formas de entretenimento e tecnologia possíveis na realidade atual. Na maioria dos casos as televisões coorporativas estão disponíveis por meio do ambiente virtual (internet ou intranet). Mas ela pode estar presente em ambientes de convivência empresarial, locais em que os colaboradores se encontram e passam alguma parte do tempo de trabalho. Como se trata de uma ferramenta interativa e dinâmica, a televisão empresarial pode trazer resultados positivos no que diz respeito a comunicação estratégica e de negócios. Empresas que tem uma estrutura e contam com jornalistas para construir uma programação estão em vantagem no ambiente competitivo e estabelecem um contato direto com seus funcionários, fornecedores ou clientes.

A programação e ritmo das informações na televisão empresarial podem variar conforme o grau e necessidade de comunicação de cada organização. Ela pode ser utilizada de várias formas e trazer um pacote grande de estilos de programas. Entrevistas com colaboradores, conversas com o presidente, gerentes e coordenadores, apresentações de projetos ou novos procedimentos, comunicação da estratégia, informação, educação empresarial, notícias e divulgações diversas fazem parte da enorme possibilidade de explorar a tecnologia. E tem mais. A comunicação através de televisão empresarial pode auxiliar nos programas de desenvolvimento profissional. A TV permite que treinamentos específicos cheguem a todos os funcionários da organização e isso independe da distância, quando se trata de televisão coorporativa dentro de plataformas virtuais.

Na televisão cooportativa, o jornalista segue a mesma linha, estratégia e compromisso com a ética e veracidade das informações utilizadas em telejornalismo. O que diferencia é que as pautas serão direcionadas a um segmento da sociedade e não mais a todos as áreas. Ela se diferencia do telejornal que conhecemos mas se aproxima com programas jornalísticos que trazem a tona temas por categorias, como saúde, educação e cultura, por exemplo. Mesmo com essa limitação, o jornalista pode explorar temas que interessam o colaborador e ao mesmo tempo informa além das portas da organização. Tudo depende da empresa e das possibilidades de aberturas para explorar essa tecnologia.

Como toda programação, a TV corporativa necessita de uma dinâmica especial. Ela deve informar e ao mesmo tempo instigar o telespectador para o acompanhamento dos programas. E como fazer isso? É aí que os profissionais, comunicadores empresariais, precisam levar a criatividade e ao mesmo tempo informação de qualidade para os públicos estratégicos da organização. No artigo intitulado “TV Corporativa: uma nova perspectiva para a comunicação organizacional”, o professor mestre em comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, Bruno Hingst, afirma que quando utilizada em momentos específicos a TV na empresa “permite a melhora no clima organizacional e ajuda a implementar e desenvolver mudanças nos diferentes processos, muitas vezes, condicionados a modelos e visões arraigados nas pessoas, que se tornam fortes obstáculos às mudanças organizacionais.”

E como sempre, uma dica que vale a pena conferir. Para saber mais sobre o mercado de comunicação empresarial, tendências e premiações na área acesse o site da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) – www.aberje.com.br.