terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

www.goodguide.com - Uma revolução no consumo consciente







Fonte: Aberje -
http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=148&ID_COLUNISTA=53
Autoria: Ricardo Voltolini - Jornalista, especialista em marketing institucional e comunicação organizacional, e um dos primeiros consultores brasileiros especializados em sustentabilidade. Além de publisher da revista Ideia Socioambiental, a primeira publicação brasileira especializada em sustentabilidade, é diretor da consultoria Idéia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, empresa que atua em consultoria, educação, conteúdos e comunicação de sustentabilidade. Atuando na área desde 1996, é considerado hoje uma referência brasileira em investimento social privado, responsabilidade social empresarial e sustentabilidade.


GoodGuide, uma revolução no consumo consciente

Está a caminho uma revolução no consumo consciente. E ela atende pelo prosaico nome de GoodGuide ou Guia do Bem em tradução livre e não autorizada. Guarde bem este nome porque provavelmente ouvirá falar muito dele nos próximos anos, antes talvez de virar notícia no Jornal Nacional.

Trata-se de uma ferramenta útil para quem deseja, no momento de fazer compras, obter informações rápidas e confiáveis sobre os impactos socioambientais de um determinado produto ou marca.

Essa experiência de associação entre tecnologia e consumo responsável começou a tomar corpo recentemente nos Estados Unidos. Com um aplicativo instalado no iPhone, desses que lê códigos de barra, um consumidor norte-americano pode, enquanto passeia entre as gôndolas de um supermercado, enviar informações para um banco de dados que, em segundos, revela por exemplo, a existência de substâncias tóxicas em um produto, se houve ou não exploração de trabalhadores em sua produção ou mesmo o quanto a empresa fabricante está preocupada com a conservação do meio ambiente. Simples e prático, ajuda o consumidor mais engajado a fazer uma escolha consciente, sem grande esforço para desvendar rótulos que, quando existem, parecem elaborados para desinformar.

O GoodGuide reúne hoje dados de 75 mil produtos, que vão desde os de limpeza para casa até alimentos, cuidados pessoais e brinquedos. Com ele, é possível comparar itens similares e concorrentes, acessar um ranking com atribuição de notas e até mesmo criar uma lista de favoritos usando critérios cruzados de saúde, segurança e compromisso socioambiental.

A ferramenta nasceu em 2007 de um insight doméstico de Dara O´Rourke, professor do Departamento de Ciência Política e Gestão Ambiental Universidade de Berkeley. Antes de sair de casa para passear com a filha de cinco anos, ao ler o rótulo do protetor solar, ele teve dúvidas quanto à composição química do produto. Pesquisando depois, descobriu a existência de uma substância tóxica potencialmente danosa á saúde humana. Ocorreu-lhe que muitos outros pais e mães também deviam ter as mesmas dúvidas em relação às matérias-primas de produtos utilizados por seus filhos. E que milhares de consumidores não têm a mais remota ideia do que contém produtos de consumo aparentemente inofensivos nem de como – e sob que condições -- as empresas o produzem.

Empreendedor, O´Rourke abriu uma organização sem fins lucrativos e buscou o apoio de cientistas, especialistas em comportamento do consumidor e profissionais de indústria. Também associou-se à Universidade da Califórnia, ao Massachusetts Institute of Technology, Google, Amazon, eBay e PayPal. O uso do GoodGuide cresce a cada dia na esteira da expansão do movimento Cultural Creatives, formado hoje por uma turma de 70 milhões de norte-americanos menos egocêntricos e mais preocupados com o outro, com a qualidade de vida e com a saúde do planeta.

Analisando sob o aspecto da evolução do consumo consciente, o GoodGuide pode fazer mais diferença do que qualquer regulação específica. Não que criar normas não seja necessário. Pelo contrário, elas funcionam como mecanismo de pressão para mudança de práticas. É que o engajamento de consumidores cidadãos, e a consequente pressão advinda disso, acabarão por mudar mais rapidamente as empresas do que eventuais sanções por descumprimento de regras que estão sendo e serão criadas para proteger consumidores.

Ao tornar acessíveis informações úteis sobre impactos que, mantidas na penumbra, antes desequilibravam a relação entre quem produz e quem compra, a ferramenta naturalmente empodera o consumidor nesses tempos de crescente interesse pelas questões socioambientais e de saúde.

O GoodGuide elimina, de partida, um obstáculo importante no processo de mudança de comportamento do consumidor. Na medida em que disponibiliza instantaneamente informações úteis, possibilitando a comparação, ele preenche um vácuo deixado pela ausência de indicadores claros e compreensíveis. Mais do que isso, rompe com a chamada “inércia cognitiva”, simplificando muito o processo de tomada de decisão. Sabe-se que a mente humana, diante de muitas alternativas de produtos, do dispêndio de energia mental para avaliar as informações de rótulos/embalagens e do tempo necessário para tal tarefa, procura sempre a opção mais rápida/satisfatória, nem sempre a ideal.

Ao conferir poder ao consumidor, o GoodGuide veio para ficar nessa era de transparência radical. Bom para consumidores e empresas. Com ele, os consumidores poderão fazer do ato de consumo um instrumento de efetiva cidadania; e mais do que isso, um exercício de altruísmo em nome de um mundo melhor e mais saudável. As empresas, por sua vez, terão de mudar processos e práticas na direção da sustentabilidade se não quiserem perder sintonia (e, por tabela pontos de market share) com seus cada vez mais bem informados e exigentes clientes. Bem-vindo seja o GoodGuide.

Aviso aos navegantes brasileiros: como muitos produtos são vendidos globalmente, uma passeada pelo site www.goodguide.com pode ser um bom primeiro exercício para avaliar quão sustentáveis são itens que você eventualmente compra aqui no Brasil.

Comunicação Empresarial: a especialista Cecília Ramirez dá algumas dicas!

Acesse:
www.youtube.com/watch?v=fk5vPYICUKc

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Comunicação Interna como ferramenta de gestão?

Autoria: Luiz Antônio Gaulia
gaulia@reboucaseassociados.com.br
http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=125&ID_COLUNISTA=27

Qual a promessa da sua marca? Qual a missão e a visão da sua empresa? Duas perguntas aparentemente simples que têm suas respostas num mesmo lugar: dentro da organização.

Antes de avançar no mundo, buscar mercados, prospectar clientes externos qualquer negócio é uma idéia de sucesso, uma proposta de trabalho e excelência que começa internamente. Nas pessoas que dão vida à organização e fazem suas promessas acontecerem de fato. E estamos falando de todas as pessoas: empregados diretos, dos temporários e dos terceirizados, ok?

Ou seja: a promessa da marca e o objetivo do negócio precisam ser entendidos, comprados, vivenciados e “amados” internamente, antes de serem vendidos no mercado. Porque a empresa não é só uma embalagem: bonita por fora e vazia por dentro. Tem que ter essência, alma. E essa essência, no meu entender, começa com a coerência entre o discurso e prática. Coerência que começa dentro de casa. Nos corredores e nas relações humanas dentro da organização.

E, além disso, uma gestão eficiente não pode abrir mão das boas práticas da comunicação interna para alcançar metas e objetivos. Apesar de ainda vermos isso acontecendo por aí. Quantas não são as equipes fragmentadas, remando cada uma para uma direção, por total falta de alinhamento? E o barco não indo a lugar nenhum?

Então por que ainda não temos a comunicação interna como disciplina básica nas escolas de administração? Por que nos centros de formação dos futuros gestores ainda falta estudar um mínimo de comunicação?

Falta um entendimento maior, por exemplo, sobre a comunicação face a face entre lideranças e gestores e destes com suas equipes - como incentivo para a criação de uma cultura transparente de mérito e resultados. Sobre os muitos informativos, e-mails, jornais ou revistas internas incapazes, muitas vezes, de ter uma linha editorial (e visual) conectada a uma estratégia de branding. Além das campanhas mal planejadas, com investimentos sem retorno e sem alinhamento ao plano de negócios. E uma completa falta de integração entre áreas como RH, marketing, comercial, operações e mais recentemente, sustentabilidade.

Acredito que as empresas de sucesso, de alta reputação não têm gente muito diferente das pessoas das outras companhias. Talvez um punhado a mais de MBAs, mas nada tão extraordinariamente diferente do profissional comum. O que as torna admiráveis, entre outras questões, é certamente um modelo de comunicação interna estruturado, sistêmico, ágil e permanente. Que dá conta de complexidades cada vez maiores num mundo cada vez mais plural. Onde a liderança considere a comunicação interna como essencial, parte do dia a dia da gestão e dos relacionamentos saudáveis, produtivos – do tipo ganha-ganha (para repetir uma expressão conhecida e também difícil de ser praticada).

Uma comunicação interna com foco em metas e resultados, espaço para o diálogo, inovação, troca de conhecimentos e também para a emoção humana. Nossa força interior que pode nos deixar cair na falta de motivação e na apatia ou, numa perspectiva mais favorável, mover montanhas e construir catedrais. Tornando sonhos em realidade.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

As muitas utilidades da comunicação interna

Autor: Eloi Zanetti

Sempre defendi a idéia de que a comunicação empresarial interna, além de funcionar como importante ferramenta de gestão, pode também colaborar, e muito, nas atividades do marketing de relacionamento. Não encantaremos os clientes lá de fora se não combinarmos antes com o pessoal de dentro de casa sobre os deveres a cumprir.

Comunicação é trabalho de catequese - é preciso doutrinar, em todas as oportunidades, os colaboradores num propósito comum: o de atender bem aos nossos clientes.

Dentro do universo empresarial a comunicação precisa ser vista como um amálgama - ela tem o poder de juntar os interesses de todos numa única direção.

Porém, por ser uma atividade quase artesanal, que dá muito trabalho e pouco prestígio, os marqueteiros fogem dela, relegando-a a um segundo plano. Solta, vai encontrar seus defensores entre o pessoal do RH que, com boa vontade, pouca verba e carentes de expertise tentam fazer o trabalho, embora lhes falte a força do apoio técnico e político para a completa execução do trabalho. Com isso perde-se a chance de engajar os colaboradores na causa principal de qualquer empresa, a de atender bem.

Se os marqueteiros olhassem para dentro das suas empresas com o mesmo cuidado com que olham para o mercado extramuros, veriam que as estratégias arduamente trabalhadas pelas diretorias vão se perdendo pelo caminho por falta de comunicação interna de boa qualidade. Somente 5% das estratégias emanadas pelos comandantes chegam ao destino final, àqueles que realizam os processos e fazem a empresa andar. Uma estratégia só será estratégia se for bem comunicada e entendida por todos. Sem comunicação ela é apenas uma promessa de algo ainda não realizado, um sonho.

Outra utilidade da comunicação interna é fazer com que todos toquem seus trabalhos em perfeita sintonia e ritmo. Tal qual a batuta de um maestro, que orienta seus músicos nas noções de tempo e empenho, a comunicação ajuda a criar mais harmonia no ambiente empresarial. Quer ver sua empresa funcionando como uma orquestra? Capriche na comunicação interna.

Também temos que deixar de pensar que uma empresa é a figura do seu presidente, sempre exposto à mídia e aos holofotes. A empresa somos todos nós. A ela pertencemos e vice-versa. Fazer estes conceitos ser percebidos com clareza, só com um trabalho de comunicação estruturado, por meio de estratégias bem definidas e realizações primorosas, dia após dia, ano após ano. Como as plantas, a comunicação precisa de tempo para vingar, crescer e produzir resultados. Muitos abandonam o trabalho da comunicação porque não entendem que ela só será bem percebida depois de sedimentar-se. Como na construção de uma parede de tijolos, fiada após fiada. Por isso, trabalhos pontuais e isolados não funcionam direito. Tempo e persistência, sempre.

E, se até Zeus dispunha de um mensageiro, Hermes, para dar os recados das suas estratégias aos outros deuses e aos humanos, por que nós, simples mortais, não devemos dispor da comunicação para ajudar nos nossos trabalhos administrativos e de marketing. Valorizar e insistir sempre. A comunicação funciona.



Eloi Zanetti - especialista em marketing, comunicação corporativa e vendas.

www.eloizanetti.com.br eloi@eloizanetti.com.br blogs.abril.com.br/eloizanetti

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

5 de dezembro - DIA DO VOLUNTARIADO



Acesse http://www.fiepr.org.br/fiepr/cpce/diav/
conheça e participe do DIA DO VOLUNTARIADO, promovido pelo Sistema FIEP - PR

Qual o valor da sua empresa????? Cultura e Valores Organizacionais.

Diversos elementos compõem a cultura organizacional das empresas. Entre esses elementos estão os valores que regem as organizações. Ligados com a cultura da empresa, os valores organizacionais são geralmente construídos pela cúpula administrativa e desta forma são amarrados com os objetivos e metas que devem ser cumpridos pelos funcionários e/ou colaboradores desta empresa.
Valores organizacionais se traduzem em crenças e conceitos básicos da organização. Neste sentido, eles estão relacionados ao envolvimento do coração dos funcionários, ou seja, a vontade de fazer acontecer na empresa. O estabelecimento de valores nas organizações facilita o entendimento do trabalho que deve ser desempenhado, permitindo ao funcionário uma direção mais clara, melhor definida e compreendida. Os valores são diretrizes para o trabalho e para as atitudes dentro da empresa, um guia para o comportamento diário. Organizações sem valores estabelecidos podem ter como resultado funcionários desmotivados e sem saber para onde caminhar. Os valores compartilhados estão relacionados a sete importantes pontos: sentimentos de sucesso pessoal, comprometimento organizacional, autoconfiança no entendimento pessoal e valores organizacionais, comportamento ético, sentimento de estresse pessoal e organizacional, objetivos organizacionais e stakeholders (públicos internos e externos) organizacionais.
Tem-se notado nas empresas que os valores pessoas compartilhados com os valores da organização geram resultados mais efetivos. Essa estratégia permite um envolvimento maior do funcionário com a sua empresa. Isto acontece porque os valores de cada funcionário ficam interligados com os valores organizacionais. O resultado é uma maior satisfação pessoal, possibilidades de carreira e motivação e por conseqüência melhor desempenho no trabalho. É um jogo em que os dois lados ganham: o funcionário, que se sente parte da organização e a empresa, que nota a promoção de resultados mais efetivos.
Algumas organizações traduzem os seus valores em slogans. Esse é o exemplo da empresa MC Donals, que possui como resumo de seus valores na frase “Qualidade a um bom preço”. Outras empresas ainda preferem seus valores traduzidos em palavras que direcionam para as atitudes que devem ser tomadas pelos funcionários. Este é o caso do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná. A empresa definiu como valores organizacionais as seguintes direções: Respeitar, Inovar, Confiar, Dialogar e Meu Valor. Essas palavras estão espalhadas em quadros inseridos nos departamentos da empresa e no verso de todos os cartões de visitas. Esta é uma maneira de envolver os funcionários e incentivá-los a agir de acordo com os valores, baseados na cultura, e que geram os resultados que a empresa espera de acordo com as metas, objetivos e o próprio relacionamento interno e com os clientes.
Os valores variam de instituições para instituições, mas estudos mostram que algumas características são comuns quando se fala em ambiente empresarial. São eles: importância do consumidor, padrão excelente, qualidade e inovação e importância da motivação intrínseca dos empregados. Isso mostra que apesar das empresas terem culturas diferentes, todas buscam qualidade no atendimento e motivação de sua equipe, afinal são as pessoas que geram os resultados organizacionais.
Outra questão importante e que deve ser levado em consideração quando se fala em valores é a permanência deles. Ou seja, quando a cúpula define os valores que vão direcionar e envolver a organização, o ideal é não mudá-los. Eles devem ser fortes o bastante para agüentar ao tempo e as mudanças. Se houver mudança de valores eles correm o risco de não terem a força necessária para a promoção de resultados e envolvimento do corpo empresarial (funcionários e alta direção). Por este motivo, “quanto maior for a durabilidade dos valores maior será o seu poder de penetração e reforço de acordo com os elementos culturais em que estão baseados”.