sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Matéria sobre Redes Sociais no Valor Ecônomico
Para quem puder conferir, hoje, no Jornal Valor Econômico, saiu uma matéria sobre "Companhias ainda ignoram redes sociais". A matéria mostra que ainda poucas empresas estão ligadas na rede virtual, como eu já esperava e tinha descrito no texto,aqui no blog. Apenas 36,4% das empresas nacionais usam pelo menos uma plataforma de rede social. A matéria está na´página B3!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Comunicação e rede social: uma tendência sem fim?
No final de agosto tive a oportunidade de participar da 4ª Conferência de Comunicação Interna em São Paulo. O evento me fez refletir sobre a área nas organizações e um mercado novo, que vejo como promissor para comunicólogos e gostaria de compartilhar. A comunicação interna nas empresas vem sendo enxergada como uma necessidade, ainda que muitas não consigam medir os resultados de imediato, afinal no quesito capital tudo ou quase tudo precisa ser mensurado.
A comunicação interna vai além de informar acontecimentos na empresa. Ela tem que envolver, gerar o sentimento de pertence dentro da organização. E o resultado é que isso reflete dentro e fora dela. Nota-se que as melhores empresas para se trabalhar investem pesado em comunicação. E porque tudo isso? Ninguém gosta de ser o último a saber das coisas. E nas organizações esse processo não é diferente. Mas porque ainda as equipes de comunicação interna são enxutas? E não estamos falando apenas de pequenas e médias empresas. Refiro-me a empresas grandes, com sedes em vários estados brasileiros e até na America Latina. No geral, as equipes são compostas por três ou cinco profissionais que atendem as demandas. Aí vêm duas questões importantes: de um lado a profissão, que é recente e está em ascensão acelerada e de outro o trabalho árduo de convencer os executivos de que a função do comunicador vai além de trabalhar em momentos de crise organizacional e fazer textos informativos.
E tem mais. O que espera as empresas em termos de comunicação está a frente das tecnologias de redes sociais. Tem gente que tem receio e até evita o uso dessas novas ferramentas, mas tem gente que vê aí a oportunidade para o desenvolvimento. Recentemente li uma matéria sobre reivindicações feitas por moradores de um bairro de Curitiba através do twitter. A novidade é a solicitação na rede social acabou dando resultado. As redes sociais estão mais vivas do que nunca. E como a comunicação é uma tendência sem fim, elas podem ser aliadas ou inimigas das organizações.
Aliás, o que vem por ai é comunicação com interação. Celulares mais modernos já apresentam em sua configuração original programas de redes sociais, como twitter, facebook, entre outros. É a atualização imediata de assuntos soltos pela rede virtual. Em que lugar tudo isso vai chegar? Todo esse “bum” que amedronta algumas empresas pode ser visto como algo extremamente positivo. Tem organização que ainda não sabe como lidar com esse “bum” da comunicação em rede. Sabendo ou não, o que ela vai perceber é que poderá cair nas redes sociais através de seus clientes, colaboradores e/ou parceiros.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Comunicação Interna e a Gestão de Mudanças - OUÇA - ARTICULE - FALE
O mundo está em constante mudança. Isso é fato. E as empresas ligadas nesse contexto também passam por transformações estratégicas para acompanhar as tendências. A mudança nas empresas permeia fatores comportamentais à fatores estratégicos, como processos, linhas de produção e por aí vai. E tem outro ponto: a busca pela inovação e sustentabilidade estão em toda parte.
E na comunicação empresarial isso não é diferente. Nós, comunicólogos precisamos estar “ligados” no que acontece e no quem vem com tudo isso. E para começar não podemos esquecer de considerar três pontos importantes para qualquer comunicólogo refletir e construir uma comunicação focada em estratégia e atingimento de metas nas empresas:
1. Cultura Organizacional
Analisar qual é a função da empresa em que trabalha e quais são as culturas presentes nessa organização, como valores, missão, meta. Entender o que ser faz e como se faz.
2. Perfil de Audiência
A audiência das empresas são os públicos para os quais elas existem. Aqui falamos de clientes interno e externos.
3. Maturidade da Comunicação Interna
Já existem meios de comunicação internos na sua empresa? No que eles impactam na sua organização?
Nos processos de mudança dentro da organização a comunicação institucional é estratégica e fundamental para que os colaboradores entenderem o contexto que rege a mudança. Dessa forma não haverá ruídos e famosa rádio peão que amedronta a todos em todos os corredores da empresa quando se fala em mudar. Para conseguir tudo isso não é fácil, mas com muito trabalho e transparência a comunicação é apoio fundamental para a alta administração da empresa.
Somos os mensageiros, agentes e catalisadores. A comunicação interna FALA, OUVE e ARTICULA. Ou seja, determina os fluxos de informação, produz as mensagens e mapeia as percepções com a mudança. É preciso transitar em todas as esferas organizacionais.
É por isso que coerência entre discurso é prática é fundamental!
O que também é preciso pensar é se a empresa está preparada para ouvir o que vem como mudança. As lideranças precisam estar alinhadas, já que são elas as principais desencadeadores de toda a comunicação com suas equipes. Essa preparação voltada para a comunicação deve ser constante e realizada em conjunto com os Recursos Humanos da empresa.
Processo necessário para comunicar a mudança:
- Estabelecer canais de comunicação, ferramentas mais adequadas para comunicar a quem sobre o que.
- Articular, ouvir, falar
- Segmentar a comunicação
- RH – aproveitar os inputs, ou seja, os rumores, sugestões, reclamações dos colaboradores.
- Seus públicos são seus porta-vozes!
- Refletir sobre as mensagens, seus impactos
- Envolver as lideranças para engajar suas equipes
Dica para qualquer situação:
Quanto mais DINÂMICO for o seu plano de comunicação, MELHOR!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Comunicar é estratégico
Para continuar nosso assunto vale a pena conferir o texto "Comunicar é estratégico" no blog: http://bloglideranca.wordpress.com/2009/08/18/comunicar-e-estrategico/
Autoria: Miriam Cristina Fava Santos
Relações Públicas, Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. É gerente de Comunicação e Desenvolvimento da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA).
Autoria: Miriam Cristina Fava Santos
Relações Públicas, Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. É gerente de Comunicação e Desenvolvimento da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA).
...Alguns pensam na comunicação como algo necessário para a melhoria e qualidade nos relacionamentos, aquela que garantirá o sucesso no entendimento, uma maior interação/comunhão e que dá um gosto especial na relação do emissor e receptor.
Entretanto, a comunicação deve ser vista de forma muito mais estratégica...
Campanhas institucionais são estratégicas para comunicar o que se faz na empresa
Por Vanessa Dasko
Muitas vezes as organizações encontram-se alinhadas estrategicamente, mas seus funcionários não. O que acontece é que a alta gerência consegue visualizar claramente o que a empresa faz, como chegou lá e o que pretende fazer futuramente. Compreendem ainda o trabalho desenvolvido, as diretrizes estratégicas, missão e valores empresariais.Mas para os funcionários tudo isso muitas vezes é um tabu. Algo distante da realidade que vivem no dia a dia. Um discurso incoerente com a ação. É como se o trabalho que cada um desenvolve não estivesse alinhado com tudo que a empresa faz e é no seu setor ou ramo de atuação. O resultado disso não é nada bom. Os funcionários sentem-se desmotivamos, não pertencentes a organização e ao seu mundo de alinhamento estratégico.
Uma forma de amenizar esse problemão na empresa e envolver os funcionários para que compreendam o importante papel que tem na organização é realizar campanhas institucionais. Elas podem variar conforme o foco de necessidade. Se a falta de compreensão está no publico externo da empresa, isto é, os clientes, o campanha deve ser alinhada para esse público. Se o foco é envolver colaboradores em torno de causas empresariais, o objetivo é desenvolver uma campanha institucional interna. Existem ainda campanhas que são alinhadas para o entendimento dos dois públicos. Essas geralmente lidam com a imagem da empresa dentro e fora da organização.
Uma coisa é certa. Envolva sentimento, emoção e engajamento.
Nem sempre é fácil estabelecer um laço entre comunicar a estratégia e envolver. Porém se for possível casar os dois lados, o resultado final será bem mais positivo. Para gerar a curiosidade sobre o que vai acontecer na empresa comece com teasers, mensagens SMS ou e-mail que evolvam os funcionários e instiguem a todos sobre o que vai acontecer.
No próximo texto vou trazer alguns exemplos de campanhas externas que acompanhamos como clientes e algumas campanhas internas, desenvolvidas especialmente para funcionários.
Até breve!
domingo, 4 de julho de 2010
Guia de Comunicação e Sustentabilidade
Clique aqui e conheça o material:
http://www.institutovotorantim.org.br/pt-br/noticias/Paginas/100428_guiaComunicacaoSustentabilidade.aspx
http://www.institutovotorantim.org.br/pt-br/noticias/Paginas/100428_guiaComunicacaoSustentabilidade.aspx
Está disponível para download gratuito o “Guia de Comunicação e Sustentabilidade”, uma publicação com orientações sobre o conceito de Sustentabilidade e dicas a respeito das ferramentas de comunicação e gestão. Elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o guia teve o apoio do Instituto Votorantim durante sua produção, junto com outras instituições.
O material foi desenvolvido ao longo de dez meses, a partir da coleta de informações de reuniões, workshops e debates com palestrantes nacionais e estrangeiros. Por meio desta troca de experiências, foi possível levantar os principais dilemas, desafios e oportunidades das corporações em relação ao tema Sustentabilidade. Como resultado deste trabalho, o Guia elenca orientações e dicas para que as empresas possam se comunicar de forma efetiva e produtiva com funcionários, mídia, acionistas, fornecedores e prestadores de serviços, além de instituições governamentais e sociedade civil.
Além de ser destinado aos profissionais de comunicação e mídia empresarial, o Guia abrange também outros tipos de público. Seu conteúdo poderá ser utilizado em workshops, treinamentos e palestras como uma fonte de referência e consulta a respeito do tema Sustentabilidade.
Está disponível para download gratuito o “Guia de Comunicação e Sustentabilidade”, uma publicação com orientações sobre o conceito de Sustentabilidade e dicas a respeito das ferramentas de comunicação e gestão. Elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o guia teve o apoio do Instituto Votorantim durante sua produção, junto com outras instituições.
O material foi desenvolvido ao longo de dez meses, a partir da coleta de informações de reuniões, workshops e debates com palestrantes nacionais e estrangeiros. Por meio desta troca de experiências, foi possível levantar os principais dilemas, desafios e oportunidades das corporações em relação ao tema Sustentabilidade. Como resultado deste trabalho, o Guia elenca orientações e dicas para que as empresas possam se comunicar de forma efetiva e produtiva com funcionários, mídia, acionistas, fornecedores e prestadores de serviços, além de instituições governamentais e sociedade civil.
Além de ser destinado aos profissionais de comunicação e mídia empresarial, o Guia abrange também outros tipos de público. Seu conteúdo poderá ser utilizado em workshops, treinamentos e palestras como uma fonte de referência e consulta a respeito do tema Sustentabilidade.
Ele tem razão...
Eloi Zanetti
eloi@eloizanetti.com.br
Vou jogar fora meus livros de marketing
Trabalho com marketing, vendas e comunicação desde 1968 - vi as coisas acontecerem - me considero um dinossauro da espécie. Hoje, por mais que tente atualizar-me, sou surpreendido pela velocidade das mudanças, principalmente, as motivadas pelos meios digitais.
Estes dias precisava organizar uma apresentação para um cliente da área de produtos agrícolas. Na preparação, comecei a elaborar o esqueleto da palestra: tipos de clientes, maneiras de abordagem para cada um, detalhes sobre o comportamento dos compradores e dos formatos específicos de negociação para a área.
Não sigo a linha acadêmica, quase tudo que faço é do meu jeito e estilo. Experiência de vida e prática de mercado dirigem meus passos. Mas, dessa vez, o trabalho emperrou. Rendi-me à academia e, como no programa do Silvio Santos, pedi auxílio aos universitários - fui aos meus livros de marketing. E, à medida que os folheava, percebi que haviam ficado velhos, que não serviam mais, viraram peças de museu. Foi um choque descobrir que livros importantes e inovadores para mim, em determinadas épocas, se esfacelavam frente às novas tecnologias, comportamentos e ferramentas de comunicação.
Gente como eu, da geração baby boomers, nascidos após a Segunda Guerra, sente dificuldade em acompanhar e lidar com as novas formas de comunicação: Orkut, Twitter, Facebook, Podcast, Bluetooth, SMS, MMS e aquelas que estão sendo inventadas ainda esta semana. Participar das chamadas redes sociais e entender os processos das convergências de mídia são outros problemas. Por mais que pesquise, para me manter atualizado sobre o assunto, participando de palestras, encontros, seminários e lendo matérias em jornais, revistas e na própria WEB, é difícil acompanhar o ritmo. Para os nascidos na geração Y, já dentro do contexto digital, é muito mais fácil pensar e viver o novo meio. E pensar que foram os da minha geração que inventaram tudo isto.
Como um náufrago que tenta chegar a uma tábua de salvação e a afasta com suas braçadas ao criar ondas, quanto mais quero acompanhar a comunicação contemporânea, mais ela se afasta de mim. Já imaginou se eu ficasse parado? Esses dias, outro choque. Ouvi uma moça dizer: “Já estou velha demais para trabalhar em agência de propaganda”. Levei um susto. Ela só tinha 34 anos. Conversando com amigos sobre o fato, disseram: “Ela tem razão, está velha demais para isso.” Que fazer com os meus 63 anos? Hoje, tudo que sei é que nada sei. Frase bem antiga, não? Sócrates (469/399 a.C).
Por outro lado, a necessidade de conteúdo prático e sintetizado é enorme, bem como a elaboração de estratégias comerciais bem estruturadas. Tarefas que os jovens pouco dominam em se tratando de ambiente corporativo e ações de negócios. Escuto-os falar sobre a necessidade de criar boas histórias para suas abordagens nos trabalhos de transmídia, convergência e construção de redes sociais. Dizem que sem uma boa história a coisa não começa, e chamam a isso de storytelling. É justamente nesse ponto que aparecem os diferenciais da minha geração. Temos mais histórias para contar do que eles e, se não souber de uma, criamos, inventamos e sabemos onde buscá-las. Construir metáforas é com a gente mesmo.
No meio de tantas mudanças uma coisa é certa: nós, mais velhos, não precisamos ter medo da complexidade porque, no final das contas, ela não é tão complexa assim. Mudou a maneira de nós humanos nos comunicarmos, mas não mudou nossa essência. Continuamos vaidosos, egoístas, desejamos status, vantagens e buscamos a eterna juventude. Um prato cheio para quem trabalha com marketing. Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes.
Os velhos livros de marketing - pode contar dez anos para dá-los como desatualizados - ficaram obsoletos porque os meios de comunicação exigem novas estratégias e as ferramentas oferecidas pela tecnologia da computação mudam muito mais rápido do que as técnicas do marketing. O meu consolo é que de tudo resta um pouco. Livros de marketing, agora só no sistema Kindle.
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