quarta-feira, 1 de junho de 2011

A função social da comunicação institucional: A reputação e a confiança

Os profissionais que trabalham na área de comunicação bem entendem o que vou dizer. Muita gente ainda vê a comunicação institucional como uma área predominantemente política, mas mostrarei aqui um outro lado, que é o que considero o mais importante na profissão. É o lado da função social.
Já é dito que as empresas precisam se comunicar com seus públicos, sejam eles seus clientes, acionistas, terceirizados, fornecedores, enfim, todo o publico que a envolve. Mas e a sociedade? Sim, ela entra em um dos públicos mais importantes para a comunicação institucional.
Isso quer dizer que hoje em dia as empresas precisam fazer mais do que se importar com seus lucros no mercado de trabalho. Elas precisam se comunicar com a sociedade, comunicar o que fazem e comunicar sobre seus produtos de uma forma diferenciada, mostrando valores agregados, como os de sustentabilidade, tão falada no mundo atual.
Não basta mais dizer que a empresa vende tal produto, mas sim que ela vende tal produto com valores agregados, valores esses que a sociedade está considerando como fundamentais na compra de um serviço ou produto.
Trata-se de uma mudança radical, se olharmos de forma profunda, analisando cada passo a passo da comunicação institucional no mundo e no Brasil. Se o jornalista pioneiro Ivy Lee mostrou ao mundo os primeiros passos da assessoria de imprensa, o que temos hoje é bem diferente do que era antes.
Não é especificamente de imagem que tratamos agora, mas sim de reputação, confiança e valores que uma empresa possui.
O trabalho do comunicador empresarial vai alem, ele precisa revelar o que a instituição tem no seu melhor, para um mundo melhor.
As mídias sociais, como facebook e twitter tambem surgem nessa nova era da comunicação institucional, interligando pessoas, interligando conceitos, interligando profissionais e a sociedade.
Quem está dentro da empresa, quem está fora? Quem é cliente, quem não é? Hoje em dia as coisas se misturam tanto, que nas redes sociais, o que está em jogo é então a reputação e confiança, novamente os novos paradigmas da profissão de comunicação institucional.
Se tivesse que apostar em duas palavras para a comunicação institucional seriam elas: Reputação e Confiança.
Até breve!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quem comunica, se entende? Nem sempre! Conheça os ruídos na comunicação

Ruídos da comunicação. Eita coisa chata. Isso sempre existe, independente da linguagem que usamos ou da perfeição que buscamos. Tudo pode ser ruído na comunicação empresarial ou mesmo se tornar um ruído dependendo da forma como comunicamos as questões organizacionais.
Isso é de fora para dentro e de dentro para fora. Os temidos ruídos podem estar em uma forma de comunicação desalinhada com a organização, uma estilo de material que não condiz com a cultura de uma empresa e das pessoas que nela trabalham. Por isso visualize o cenário.
Antes de iniciar um plano de comunicação e evitar um número grande de ruídos em relação ao que se comunica e o que resulta dessa comunicação, é importante conhecer bem a empresa na qual se trabalha. Todas as informações que puder encontrar acabam sendo importantes. Até a rádio peão pode te ajudar, mas não se deixe levar por ela!
Conheça sua empresa, a cultura dela. Compreenda o que diretores e gestores esperam da comunicação interna. Entre em sinergia com essas pessoas e com todos os colaboradores da organização. Se coloque sempre no lugar do colaborador, que vai ler a sua mensagem e esqueça um pouco da linha mais conservadora. Comunique com a verdade, com inspiração.
Lembre-se você é comunicador e ao mesmo motivador dos funcionários de uma organização. Se você pode transformar a vida das pessoas no trabalho em um ambiente de respeito, o faça, através do poder da comunicação.
Comunicador, adiante, vamos juntos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Conexão: Jornalismo, Sociedade e Empresa

Essa semana aconteceu uma coisa bem curiosa e que confirma a teoria que tenho a muito tempo: a de que assessores de imprensa são criadores de pautas muito antes que os jornalistas das redações quando se fala em comunicar o que faz um assessorado. Vou me explicar. Em uma seleção para uma vaga de assessor de imprensa um colega recebeu a seguinte intimação: quero testar a sua criatividade. É por isso que o jornalista que lida com empresas privadas, publicas ou ainda assessora um ONG precisa estar a frente das tendências e pautar o jornalista que está na redação. O termo “vender a matéria” significa ter uma ideia a frente para que o assunto esteja nos jornais do dia, semana ou mês seguinte.

O que seriam dos jornais sem os assessores e os assessores sem os jornais. Isso mostra que ambos precisam estar conectados para levar a melhor informação para a sociedade. As empresas que sobrevivem atualmente não são somente aquelas que tem bons produtos. É preciso comunicar o que são esses produtos, o que trazem de benefícios para as pessoas. A historia vai alem: é preciso comunicar além das portas das organizações as iniciativas que envolvem a sociedade, governo, instituições de ensino e por ai vai.

E a comunicação dessa forma vai ficando cada vez mais democrática, sempre envolvendo diversos segmentos da sociedade e atendendo a fome de informação de todos nós. E esse lado da comunicação empresarial me encanta, pois não é mais função dela construir uma imagem megaaaa positiva de uma organização. Mas com ética e seriedade, com compromisso da informação séria, o comunicador empresarial sabe bem onde quer chegar e como jornalista defendo esse elo entre sociedade e empresas, sejam elas publicas ou privadas.

Precisamos das empresas, precisamos das informações sobre elas, sejam boas ou ruins, precisamos da notícia. Precisamos dos jornalistas, precisamos dos comunicadores empresariais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Murdoch e Apple lançam o ‘The Daily’, primeiro jornal digital para tablets

Por: Christina Lima
Fonte: http://nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=770&tipo=A

A primeira data de lançamento foi marcada para 19 de janeiro de 2011. Comunicadores e nerds do mundo todo marcaram nas agendas de seus iPhones, mas na ocasião nada foi revelado. Agora, Rupert Murdoch, à frente da News Corp., e Eddie Cue , vice-presidente de serviços de internet da Apple anunciam o ‘The Daily’, o primeiro jornal do mundo projetado exclusivamente para computadores tablet, como o iPad.

O extremamente esperado lançamento oficial do ‘jornal digital’ no museu Guggenheim, em Nova York, é produto de uma parceria de vários meses entre o gigante da mídia e os engenheiros de Steve Jobs. Quando o evento, previamente organizado para o Museu de Arte Moderna de San Francisco, na Califórnia, foi adiado, Jack Horner, porta-voz da News Corp., não detalhou os motivos do atraso, mas publicações especializadas indicaram problemas na plataforma de assinatura.

O ‘The Daily’, já disponível aos consumidores, “reúne a sensibilidade do tabloide à inteligência do jornal impresso”, segundo o porta-voz. A principal inovação é que não haverá uma edição impressa e uma edição web. O envio da publicação será feito automaticamente para o iPad ou dispositivo semelhante. O diário vai custar US$ 99 centavos por semana.

O projeto, considerado o ‘xodó’ de Murdoch, recebeu investimentos de US$ 30 milhões e será dirigido por Jesse Angelo, ex-editor-chefe do ‘The New York Post’, que comandará uma equipe de 100 jornalistas, incluindo Pete Picton, editor on-line do ‘The Sun’, no 26º andar dos escritórios da News Corp., em Manhattan.

Murdoch disse ter tido a ideia do ‘The Daily’, após analisar um estudo sugerindo que leitores passavam mais tempo imersos em seus aplicativos para iPads do que usando seus tablets para navegar aleatoriamente na internet. A pesquisa indicava ainda que haverá 40 milhões iPads em circulação até o final de 2011. O magnata da mídia estaria especialmente animado com o projeto, pois, se bem executado, irá comprovar sua teoria de que consumidores estão dispostos a pagar por conteúdo on-line original de alta qualidade.

Com informações do ‘The New York Times’, ‘The Guardian’ e ‘Forbes.com’.

Blog Você S/A eu recomendo: Mochileiro Corporativo

Um blog muito interessante, com conteúdo para a vida de um líder e de profissionais que gostam de liderança e desenvolvimento profissional e pessoal.  EU RECOMENDO


Escrito por Paulo Campos, @pvcampos10

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As 11 previsões para o mercado digital em 2011

Para quem gosta de saber um pouco mais sobre as novas tendências do mercado digital, segue texto muito interessante. É um estudo da MillwardBrown que analisa as tendências de e-commerce, geolocalização, buscas e muito mais.

Fonte: Proxxima

Confira:

Em parceria com a Dynamic Logic, a MillwardBrown apresentou as 11 previsões para o mercado digital em 2011. De geolocalização a e-commerce, a empresa analisou todas as tendências para este ano e deu dicas importantes para o mercado.

Confira as 11 previsões:

1) Marcas irão se espalhar pela internet
A internet seguirá sendo dividida em um modelo duplo com web aberta por um lado e espécies de jardins emparedados, como as redes sociais, do outro. Estes aplicativos fechados são populares porque possibilitam ao anunciante controlar as interações com os consumidores. Mas as marcas precisarão multiplicar esses jardins, construindo diferentes aplicativos para plataformas específicas, como Facebook e iPhone. Depois, elas precisam discutir se precisam ter uma estratégia de integração ou algo mais restrito.

2) Valorização das compras online
Compras online continuarão crescendo, apesar do medo de se perder informações pessoais. Os serviços de compras coletivas como Groupon crescerão em outros países além de EUA e China. No país asiático, a febre das compras online darão vazão a novos modelos de e-commerce, como transação direta, leilão reverso, leilão holandês (leia mais em www.360buy.com) e o sistema Tuan Gou, de compras coletivas. O rei do setor naquele país é o Taobao, que deverá gerar US$ 90 bilhões em transações em 2011, mas que o Amazon.

3) Publicidade de display "sairá da caixa"
Os anunciantes apostarão em formatos interativos e com possibilidade de expansão, replicando parte da experiência de um microsite, por exemplo.Alguns dos novos formatos apontam para a dupla função, com combinação de múltiplos formatos na mesma página. Por exemplo: papeis de parede em background podem ampliar o impacto de banners. Há ainda formatos que usam imagens intrigantes para capturar as atenções. Conforme o internauta coloca o cursor do mouse em cima, a publicidade se expande e mostra até vídeos. Uma terceira tendência é integrar banners com campanhas de mídias sociais. O Google já previu que 75% de toda a publicidade na internet será social em torno de 2015.

4) Virais serão padrão
O viral não será mais considerado algo extra e “legal de se ter”, ms sim uma parte chave da estratégia de comunicação. Os anunciantes precisam acreditar que suas ideias irão “viajar”. O planejamento viral é parte crescente das campanhas digitais. AS ferramentas de medição de virais também ajudam neste cenário.

5) Mais conteúdos “feitos para web” em displays online
A publicidade em vídeos online deverá continuar crescendo a taxas acima de 50% ao ano. Vídeos de alta qualidade para mobile podem ampliar o mercado de publicidade de geo localização. A ferramenta mais interessante de 2011 deve ser o formato TrueView, do Google, que coloca o usuário no controle e permite que eles evitem publicidade que não queiram. O desafio está em encontrar-se um formato bom para usuários e anunciantes que possam permitir ao YouTube explorar toda a capacidade de sua audiência.

6)Mobilidade
Anunciantes usarão as possibilidades dos celulares, que permitirão às pessoas ficarem mais tempo conectadas e com experiências melhores. A mobilidade será ampliada por conta ainda de aparelhos como e-readers e tablets. As vendas de iPads deverão passar os 11 milhões em 2011, ultrapassando os números de taxa de adoção do iPhone. Outros tablents como Galaxy Tab (Samsung) e Playbook (BlackBerry) ajudarão a expandir o mercado.

7) Geolocalização
A geolocalização já expandiu durante o ano passado, mas em 2011 ela trará experiências mais recompensadoras para quem fizer seus “check-ins”. As pessoas querem ver informações mais detalhadas e dinâmicas do que apenas uma mera lsita de quem fez check-in. Deverá haver ainda mais descontos e recompensas para quem entrar em determinado lugar, como já existe na Best Buy. E a chegada do Facebook Places será de grande valia para as marcas identificarem, por exemplo, onde elas poderiam ter uma presença maior.

8) Buscas mais pessoais, móveis e impactantes
Links com perfis sociais, histórico de busca e segmentação de comportamento darão grande relevância aos usuários que souberem dividir essas informações com provedores de ferramentas de busca. A busca social do Google não decolou em 2010, mas a recente parceria de Bing com Facebook pode trazer impacto em 2011, abrindo espaço para um acordo similar do Twitter com algum mecanismo. Haverá mais espaço para companhias desenharem interface de buscas de nicho, por conta de aplicativos mobile, com o Orange Wednesdays, especializado em cinema. Tecnologias como busca baseada em imagens (Google Goggles), busca de voz (parte do Android API) e scanning em código de barras, irão ligar experiências mobile no off-line com recursos de informação online.
9) Jogos em movimento
Os lançamentos recentes do Move, da Sony, e do Kinect, da Microsoft, deram vida nova ao PlayStation e ao Xbox e trarão novidades em 2011 no que tange às inovações em desenho de jogos. Além disso, jogos casuais irão despontar, por conta das capacidades do iPhone e iPod. E os jogos sociais seguirão sendo muito populares, algo refletido no fato de que a Zynga, maior empresa do setor, tem um valor de mercado maior do que da Electronic Arts.

10) Marketing de nicho mais relevante
O estudo da Millward Brown aponta que as pessoas buscam por marcas em mídia sociais que sejam mais relevantes para suas necessidades. O Facebook, por exemplo, pensa em uma integração com a Amazon e outros sites que permita maior customização e relevância. Além disso, a plataforma social do Google deverá seguir a mesma linha. As pessoas estarão engajadas na maior rede social (Facebook), mas também em algumas que atendam nichos que lhe interesse. O estudo conclui que 2011 será o ano de redes menores com nichos específicos de interesse, com suporte do Facebook (exemplos: Foursquare e RunKeeper).

11) Privacidade online em discussão
Os anunciantes irão progredir no desenvolvimento de padrões de transparência online. A confiança será algo quantificável e os consumidores irão gerenciar e dividir seus dados com parceiros comerciais, tornando isso um modelo de negócios viável. Mídias sociais, portais, ferramentas de buscas e empresas de telecom irão brigar para serem a plataforma para conectar os consumidores. A ideia é evitar medidas regulatórias para proteger a privacidade online.